domingo, 1 de outubro de 2017

O asteroide (48) Doris em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 08 de novembro próximo, o asteroide Doris estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.806), quando então sua magnitude chegará a 10.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 48 Doris foi descoberto em 19 de setembro de 1857 pelo astrônomo alemão Hermann Mayer Salomon Goldschmidt (1802 - 1866) no Observatório de Paris. Seu nome é uma homenagem a Doris, mulher de Nereu, mãe das Nereidas. Dóris (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em:  <https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:<http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start> - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (2) Pallas em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 28 de outubro próximo, o asteroide Pallas estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.163), quando então sua magnitude chegará a 8.1, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 2 Pallas foi descoberto em 28 de março de 1802 pelo astrônomo alemão Wilhelm Olbers (1758 - 1840) no Observatório de Bremen. Seu nome é uma homenagem a Palas, filha de Tritão, a quem Júpiter confiou-lhe a educação de Minerva que não tinha mãe. (MOURÃO, 1987).

Pontos de interferometria realizado em 1983 indicou a presença de um grande satélite. Em 1926, van den Bos e Finsen relataram uma observação visual que Pallas era duplo (Apud. Finsen, W.S., 926. In Report of Union Observatory, Mon.Not,R.astr.Soc., 86, 209.) Não há evidências que ocultações secundárias foram obtidos na época das ocultações primárias de estrelas ocorridas em 29 de maio de 1978 e 29 de Maio de 1983. Ambos os eventos foram bem observados.

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing>; Acesso em 02 Dez. 2016.
CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em: <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>;. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (42) Isis em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 18 de novembro próximo, o asteroide Isis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.004), quando então sua magnitude chegará a 10.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 42 Isis foi descoberto em 23 de maio de 1856 pelo astrônomo inglês Norman Robert Pogson (1829 - 1891) no Observatório de Oxford. O nome é uma homenagem à divindade egípcia Ísis (a Lua), mulher de Osíris, que foi mãe de Hórus. O culto de Ísis difundiu-se na Grécia e em Roma. Ísis é o nome sob o qual Io foi adorada no Egito. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing>; Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em: <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>;. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

Cresce a agressividade das mudanças climáticas.

Nelson Alberto Soares Travnik (*)
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum

Será que o clima está piorando? O que significa tantas catástrofes juntas ? Será que a Mãe Natureza está perdendo a paciência? Será que nós como espécie dominante poderemos acabar um dia? Será que apesar de tanta tecnologia seremos capazes de sobreviver até mesmo em condições extremas como as que aconteceram nas grandes glaciações? Não se pode negar que o planeta vive um tempo de catástrofes: furacões, ciclones, tempestade tropicais mais intensas (a Harvey e a Irma nos USA é um exemplo disso), tremores onde não haviam e secas severas.

A resposta é que essas mudanças radicais sempre aconteceram e que por vezes a continuidade da vida chegou a ser ameaçada. Muito do que acontece são fenômenos naturais apesar da agressividade. Acontece que a noção do tempo dos humanos é bastante diferente do tempo da Terra e por isso é comum uma ou outra pessoa apelar até mesmo na possibilidade do ‘fim dos tempos’ estar próximo quando um grande desastre natural ocorre.  Um comportamento presente em todas as culturas.

Há pelo menos 10.000 anos, vivemos hoje uma era de excepcional estabilidade no que diz respeito a última era glacial. Existem contudo evidências comprovadas geologicamente que o nosso clima não tem a estabilidade que conhecemos. Elas provam que por varias vezes nosso planeta esteve coberto de gelo e neve até a linha do equador e, por outro lado, as regiões próximas aos pólos tinham clima ameno com vegetação típica dos trópicos  e onde circulavam mamíferos e outras muitas espécies. Os cientistas concordam que há 580 milhões de anos aconteceu uma gigantesca glaciação e que os oceanos congelaram levando a extinção de 99% da vida no planeta

O mais espantoso é que a Terra submetida a temperaturas tão drásticas, sugere que a vida é muito mais robusta que pensávamos antes e que o clima da Terra é muito menos estável do que os cientistas supunham. O fato é que após o fim da glaciação aconteceu uma explosão da vida e isso permitiu a evolução dos seres humanos a partir de 2,5 milhões de anos. Outra grande glaciação climática aconteceu há 65 milhões de anos quando um asteróide de 10 km de diâmetro atingiu a Terra na baia de Yucatán no México, provocando mudanças drásticas no clima e levando a extinção de 80% da vida na Terra, incluindo os dinossauros. É licito lembrar também as pequenas glaciações como a ultima que assolou a Europa de 1600 a 1800 quando os rios congelaram. Estudos mostraram que a Pequena Era Glacial coincidiu com um período extenso da mínima atividade solar conhecida como mínimo de Maunder com um período quase nulo de atividade. É sabido que essa atividade está ligada ao numero de manchas solares que apresenta variações em um período de 11 anos. Isso pode ser comprovado  a partir dos anéis  de crescimento das árvores que registram variações térmicas com maior concentração do carbono 14, a forma não estável desse elemento associado a mínimas solares. Assim, tudo que acontece no Sol se reflete na Terra. 

Os oceanos são atores essenciais da evolução do clima. Os indicadores do aquecimento global mostram que vão muito além do Protocolo de Kyoto. São assustadores. Na medida em que o século avança, as temperaturas podem subir 3º C até 2100.  Alaska e Sibéria registram as maiores taxas de aquecimento do planeta. O derretimento de gelo na Antártida e na Groenlândia é produto do aquecimento global. Com o gradual degelo das calotas polares, o nível do mar está aumentando   e significará que cidades costeiras como Santos serão invadidas pelo mar e 200 milhões de pessoas terão que abandonar suas moradias. Recentemente habitantes de uma das ilhas da Indonésia tiveram que abandonar a mesma e mesmo aqui em algumas costas do Brasil o mar já avançou obrigando os moradores a abandonarem suas casas. O aquecimento apresentando por um Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas IPCC e da ONU, apontam que o derretimento das geleiras irá provocar ressacas, deslizamentos, inundações, falta de água potável, desaparecimento de uma serie de espécies, pobreza crescente e um êxodo de dezenas de milhões de “refugiados do clima”. O aquecimento já está derretendo as geleiras dos Andes e ameaça a Floresta Amazônica. Também o degelo das geleiras glaciares do Kilimanjaro na Tânzania é uma realidade ou seja: o monte perdeu 80% da sua neve e se continuar nesse ritmo desaparecerá em 2021. O monte tinha uma área de mais de 12 km2 coberto de gelo e hoje não chega a 3 km2. Uma grave ameaça para o abastecimento hídrico da região com a redução do caudal dos rios que descem a partir dos gelos. Nesse cenário assustador, as nações mais próximas aos pólos, Rússia e Canadá por exemplo, devem ser brevemente beneficiadas. Pesquisas assinalam que os oceanos estão aquecendo 50% a mais do que o previsto. O grande vilão, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera, não é provocada como alguns pensam apenas pelo homem. Um vulcão ativo também contribui para isso. Com o advento da era industrial, os climatologistas começaram a apelar para a emissão desenfreada do dióxido de carbono que é o gás que mais influencia as temperaturas da superfície terrestre. Assim surgiu o indesejável efeito estufa. E vale aqui recordar sempre as palavras do Chefe Seatle, índio americano do século passado: “o que acontecer com a Terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não trançou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios; Tudo que fizer ao tecido, fará a si mesmo”. Outrossim,  os motivos para essas mudanças climáticas recaem também na inclinação do eixo de rotação da Terra.  Apenas 5% de variação para mais ou para menos é capaz de transformar o planeta em um deserto ou uma bola de neve. Urge não pensar apenas em nossas necessidades mas de todo o sistema Gaia, como a nossa grande e única Casa Comum.

Nelson Alberto Soares Travnik é astrônomo, membro titular da Sociedade Astronômica da França e Membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A ocultação de Netuno pela Lua em 06 de setembro 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 06 de setembro próximo a Lua +100% iluminada e numa elongação solar de 178°, novamente ocultará o planeta Netuno, nesta oportunidade com uma magnitude visual de 7,8. Trata-se de mais uma rara oportunidade da realização do registro da ocultação (figura. 1) do mais exterior dos planetas existentes no sistema solar; sendo este evento diurno, ainda assim e passível de ser registrado visualmente por observadores munidos de pequenos instrumentos óticos com aberturas de 150mm ou maiores como: lunetas e telescópios.

Conforme podemos vislumbrar numa rápida análise da figura 1 (projeção Mercator), todo o evento será observável na região austral da América do Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) e regiões da Antártida.

Netuno 

Netuno é o planeta mais externo no sistema solar e um digno representante dos gigantes gasosos; seu diâmetro equatorial possui 49.500 quilômetros; a história da descoberta deste planeta remonta as pequenas irregularidades no movimento observado de Urano e Netuno, estes descobertos em 13 de março de 1781 por William Herschel e em 23 de setembro de 1846 por Johann Gottfried Galle e também e Louis d'Arrest no Observatório de Berlim, após as análises matemáticas feitas por Urbain Jean Joseph Le Verrier (CAMPOS, 2015).

Esta será a oitava e última oportunidade de se observar uma ocultação deste planeta neste ano, sendo que das 13 ocultações previstas, quatro foram passíveis de acompanhamento na América do Sul sendo esta oportunidade, a mais favorável neste período. Um novo ciclo de ocultações deste planeta iniciar-se-á em 2023, quando então observadores no extremo sul da Austrália terão a oportunidade de registrar esse evento com Netuno apresentando uma magnitude visual de 7.9 naquela oportunidade.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

_______, Olá Plutão e Caronte. Prazer em conhecer-lhes! Sky and Observers, 14 Julho 2015. Disponível em: <https://goo.gl/T6ELiK> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HAMILTON, Calvin J. Netuno. Disponível em: <http://astro.if.ufrgs.br/solar/neptune.htm> Acesso em: 17 Jan. 2017.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

ROBINSON, Rob. IOTA (Webmasters Homepage) <http://www.lunar-occultations.com/iota/iotandx.htm> - Acess in 16 Jan. 2017.

O asteroide (24) Themis em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 20 de outubro próximo, o asteroide Themis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.002), quando então sua magnitude chegará a 11.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 24 Themis foi descoberto em 05 de abril de 1853 pelo astrônomo amador italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão à deusa da justiça. Têmis filha do céu e da terra. Este nome foi proposto pelo astrônomo italiano Angelo Secchi (1818 - 1878) pioneiro da espectroscopia estelar (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (64) Angelina em 2017!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 22 de outubro próximo, o asteroide Angelina estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.049), quando então sua magnitude chegará a 11.1, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 64 Angelina foi descoberto em 04 de março de 1861 pelo astrônomo alemão Ernest Wilhelm Tempel (1821 - 1889) no Observatório de Marselha. Seu nome é homenagem de Benjamin Vals à estação astronômica do Barão de von Zach em Notre Dame des Anges, sobre as montanhas de Mimet, próximo a Marselha. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = Nota: (au)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2017. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2016. 135p. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B92tNur3vviSSGoyYW9lNlg5SFU/view?usp=sharing> Acesso em 02 Dez. 2016.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.