quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Almanaque Astronómico Del Paraguay - 2012

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


Caros(as) amigos(as)!

É com muita alegria que compartilho com vocês o lançamento do Almanaque Astronómico del Paraguay ("Edición Bicentenario") que ocorrerá amanhã em Assunção.

Essa fantástica publicação do Professor Waldemar Villamayor-Venialbo (curador do Centro Paraguayo de Informaciones Astronómicas) e apresentada pelo Professor Miguel Angel Volpe Borgognon, torna-se também uma edição comemorativa do Bicentenário da República do Paraguay, visto que aborda também os principais tópicos da história astronômica daquele país, passando também pelos trabalhos de registros observacionais do Eclipse de 20 de maio de 1947, que aqui no Brasil é conhecido como: Eclipse de Bocaíuva. Rico e fartamente ilustrado com astrofotografias e pinturas de objetos deep-sky, essa publicação torna-se uma peça fundamental também no acervo histórico da astronomia no continente sul americano.

O endereço para download gratuito dessa publicação é:

http://www.megaupload.com/?d=1UTCQ5KU



Aos amigos Prof. Waldemar Villamayor-Venialbo, Miguel Angel Volpe Borgognon como também a todos os integrantes da equipe de trabalharam em mais essa publicação pertencente ao "Club de Astrofísica Del Paraguay" e ao "Grupo de Trabajo en Ciencias y Tecnología del Bicentenario", nossas congratulações pelo magnífico trabalho.

Votos de céus claros e grandes jornadas astronômicas.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O retorno da Phobos-Grunt

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Certamente não era exatamente essa informação que eu gostaria de postar aqui, mas inevitavelmente isso irá ocorrer no próximo mês. Lançada em 08 de novembro último do cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão tendo como um propulsor um foguete Zenit-2SB, após sobrevoar o continente sul americano, a missão russa Phobos-Grunt, destinada ao satélite marciano Phobos, ficou presa a órbita da Terra e segundo informações da agência espacial Roskosmos, ela irá cair na Terra entre 06 e 19 de janeiro.

Ainda de acordo com o comunicado da Roskosmos, "o local e a data da queda (da sonda) somente poderão ser determinados apenas alguns dias antes". Segundo ainda o informe o peso total dos fragmentos que atingirão o solo "não ultrapassará 200 quilos". A Phobos-Grunt foi lançada durante a noite de 08 para 09 de novembro, mas uma falha ainda sob investigação fez com que ela ficasse presa na órbita terrestre.


Daquela data em diante, foram envidados inúmeros esforços para se reestabelecer contato com uma nave espacial, até que após captar um sinal da sonda em 23 de novembro em uma estação terrestre na Austrália, a Agência Espacial Europeia (ESA) ficou no rastreamento da Phobos-Grunt, como parte de um esforço conjunto com a Agência Espacial Federal Russa.

A reentrada de fragmentos de foguetes e restos de satélites artificiais na atmosfera terrestre hoje, já não é mais nenhuma novidade, sendo que o primeiro fato mundialmente acompanhado tenha ocorrido em 11 de julho de 1979, quando o Skylab retornou a Terra, sendo que seus destroços atigiram uma área de dispersão se estendeu-se do sudeste do Oceano Índico por uma área escassamente povoada na Austrália Ocidental. A comercialização do fato para o público também não faltou, visto que chamou a atenção um anúncio de seguro de queda do Skylab (Figura. 01).

De forma mais controlada, a Rússia também passou por esta situação quando em 23 de março de 2001 a Estação Espacial Mir também retornou para a atmosfera, entretando esse reingresso foi realizado de maneira controlada, visto que uma nave de carga Progress M1-5, foi conectado a Mir para realizar a manobra de desorbitagem até sua queima, mas isso não impediu que detritos chegasse até o solo (Figura 02).


Em 10 de dezembro de 2011, a Roskosmos e Ministério da Defesa da Rússia formaram um grupo operacional comum com a tarefa de controlar a reentrada da nave Phobos-Grunt. O anúncio sobre a criação desta força-tarefa essencialmente confirma que a agência esgotou todas as esperanças para o estabelecimento de controle sobre a missão e a reentrada da nave já torna-se um fato inevitável.

Referências:

http://science.ksc.nasa.gov/history/skylab/skylab-operations.txt - Acesso em 18/12/2011.
http://spacefellowship.com/ - Acesso em 18/12/2011.
http://www.russianspaceweb.com/mir_2001.html - Acesso em 18/12/2011.
www.russianspaceweb.com/phobos_grunt.html - Acesso em 17/12/2011
www.msnbc.msn.com/ - Acesso em 17/12/2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

December 10, 2011 Total Lunar Eclipse (as observed on my pc monitor)

MOSAIC MADE OF IMAGES CAPTURED OF THE HKSPM LIVE WEBCAST FROM HONG KONG

By
Helio C. Vital
REA/BRAZIL
www.geocities.ws/lunissolar2003





My estimate of the Danjon Number: 2.9 ± 0.4
(guessing from coloration and light distribution of those images)

Most probable magnitude at mid-totality: -2.1 ± 0.7

De onde viemos? O que somos? Estamos sós no Universo? Onde estamos e para onde vamos?


*Nelson Travnik


DE ONDE VIEMOS?

Essa pergunta que há milênios aguça o espirito humano, sempre encontrou uma resposta fácil para as mais variadas crenças. Para a ciência, contudo, o assunto foi sempre de extrema complexidade. Apesar de haver teorias concorrentes, a formação do Big Bang, expressão inglesa usada pela primeira vez pelo astrônomo inglês Fred Hoyle (1915 - 2001), é a mais aceita pelos astrônomos. É o modelo mais simples e preditivo que conhecemos muito embora envolva cálculos extremamente complexos. A radiação de fundo e a expansão do universo são umas das razões para aceitar a grande explosão. Contudo alguns estudiosos aventam a possibilidade de existir outros universos. O nosso nasceu a 13,7 bilhões de anos. Antes disso, segundo a Teoria da Relatividade do alemão Albert Einstein (1879-1955), o espaço e o tempo não existiam e surgiram com o Big Bang. Segundo os astrofísicos, não faria sentido pensar em um momento anterior a esse evento. Viemos, portanto, de um ovo primordial cuja expansão deu origem as nuvens moleculares, as estrelas, destas aos planetas e destes ao surgimento da vida como conhecemos.

O QUE SOMOS?

Enquanto a Filosofia e a Teologia se debruçam sobre questões que não tem necessariamente uma resposta, é a ciência notadamente a Biologia e a Química, que tenta responder o surgimento da vida nesse planeta que parece ter se originado nos oceanos. As primeiras vidas eram de bactérias anaeróbicas que viviam nas regiões de atividades vulcânicas no fundo dos oceanos. Após vários eventos cataclísmicos locais e vindos do espaço exterior, esses organismos quase se extinguiram, mas conseguiram sobreviver até os dias atuais, usufruindo da energia dos vulcões e por meio da evolução. Por conseguinte, todos os seres vivos de hoje são descendentes dos sobreviventes desses eventos. A química que criou a vida na Terra surgiu espontaneamente da interação durante bilhões de anos de moléculas cada vez mais complexas. Contudo a complexidade de produzir vida inteligente é incomensuravelmente maior do que a de gerar bactérias e outras formas primitivas de vida. O fenômeno vida, contudo, é universal e acontece quando em ambiente favorável, as moléculas principalmente dos átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio vão se combinando aleatoriamente formando complexos orgânicos até gerar ácidos nucleicos (DNA,RNA). Segundo Carl Sagan (1934-1996), “a química que criou a vida na Terra, é reproduzida facilmente por todo o cosmo”. Os átomos que formam nosso corpo foram criados há muitos bilhões de anos sintetizados no núcleo do Sol e recombinados extraordinariamente de maneira a constituir a vida. Somos, por conseguinte, filhos do Sol e nossa origem remonta ao âmago dessa estrela.

ESTAMOS SÓS NO UNIVERSO?

Pelo acima exposto é obvio concluir que seria muita pretensão achar que na imensidão cósmica somente um planeta abriga a vida, inclusive inteligente. Seria raciocinar como os crustáceos para os quais nada existe além da superfície dos oceanos. Por isso alguns astrônomos já arriscaram a dizer que nos próximos 25 anos quando o projeto ALMA, o mais poderoso radiotelescópio da humanidade estiver concluído em 2012 no deserto de Atacama, região de Chajnantor, Andes chilenos, estaremos recebendo a primeira resposta aos nossos sinais: “também estamos aqui”! Quando isto acontecer todos irão lembrar-se de Giordano Bruno (1550-1600) em seu livro ‘Del Infinito Universo e Mondi’ : “Há incontáveis terras orbitando em volta de seus sóis da mesma maneira que os seis planetas do nosso sistema... Os incontáveis mundos no universo não são piores nem menos habitados que a nossa Terra”. Também irão lembrar de Camille Flammarion (1842-1925) quando em 1862 publicou o livro ‘A Pluralidade dos Mundos Habitados’. O primeiro foi queimado vivo pela Inquisição por tamanha heresia e o segundo foi demitido por U. Leverrier, diretor do Observatório de Paris por publicar uma ideia medíocre e fantasiosa. A confirmação de outros mundos com civilizações em nosso estágio ou muito mais avançadas irá significar um golpe mortal na crença que de o homem é o centro da criação e que nada é mais perfeito do que o planeta em que vive. Quem viver verá.

ONDE ESTAMOS E PARA ONDE VAMOS?

A introdução do telescópio, dos radiotelescópios, sondas espaciais e os progressos das teorias físicas, permitiram aos astrônomos traçar um quadro fiel do lugar que ocupamos na imensidão cósmica. Somos o planeta Três preso a atração gravitacional de uma estrela amarela que nos faz percorrer 29,5 km/s ao seu redor. Por sua vez, o Sol com seu séquito de planetas, satélites, asteroides, meteoritos e cometas, avança célere a 280 km/s para um ponto na esfera celeste a 10° SW da estrela Vega da constelação da Lira. Por sua vez o sistema solar está situado num dos braços da galáxia espiral, a Via Láctea, distante 30 mil anos -luz do seu centro. Para completar uma volta na galáxia, o sistema solar necessita pouco mais de 200 milhões de anos. Mas a coisa não termina ai. Os astrônomos chegaram a conclusão que a nossa galáxia está em rota de colisão com a de Andrômeda, algo que irá ocorrer daqui a 5 bilhões de anos. Ambas irão se interagir a exemplo desses eventos flagrados pelos grandes telescópios. Esses são, pois, resumidamente, os parâmetros ditados pela Astronomia. Ela é a única ciência que possibilita isso.

*Nelson Travnik é astrônomo dos observatórios astronômicos de Americana e Piracicaba -SP e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Almanaque Astronômico - 2012!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG - REA/Brasil - AWB

Amigos (as)!

Novamente tenho a alegria de informar-lhes que já se encontra disponível para download na Home Page do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais - CEAMIG, o "Almanaque Astronômico - 2012".

O endereço é:
http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2012.pdf

Aproveito a oportunidade para agradecer as manisfestações recebidas pelas edições anteriormente publicadas, bem como agradecer as diversas sugestões recebidas. É importante informar que algumas já foram inseridas, outras (ainda) encontram-se em fase de estudos para implantação.

Funcionando como um canal de divulgação e informação, o blog Sky and Observers (http://skyandobservers.blogspot.com/), vem atuando como um elo valioso para consultas e fiel complementação dos elementos deste Almanaque Astronômico que agora está disponível.

Chamo a atenção de todos para os seguintes fenômenos que teremos a oportunidade de acompanhar:

a) Ocultações:

a.1) - Ocultações de Estrelas pela Lua, ocorrendo ao longo do ano de 2012,
a.2) - Ocultações de Marte pela Lua em 19 de Setembro,
a.3) - Ocultações de Júpiter pela Lua, ocorrendo nas seguintes datas: 19 de setembro, 28 de novembro e 26 de dezembro.

b) Asteróides:

Nota (1)

Dentre os diversos asteróides cujas respectivas condições observacionais serão favoráveis, as mais significantes oposições (alcançando suas máximas magnitudes no período) serão:

b.1) - Oposição de (96) Aegle em 10 de fevereiro;
b.2) - Oposição de (85) Io em 11 outubro;
b.3) - Oposição de (91) Aegina em 09 novembro;

Nota (2)

Já dentro do limite observacional dos instrumentos óticos (lunetas e telescópios) de pequeno e médio porte, teremos:

b.4) - Oposição de (88) Thisbe em 23 fevereiro,
b.5) - Oposição de ( 6) Hebe em 27 fevereiro,
b.6) - Oposição de ( 5) Astraea em 12 março,
b.7) - Oposição de (17) Thetis em 06 agosto,
b.8) - Oposição de ( 2) Pallas em 24 setembro,
b.9) - Oposição de (79) Eurynome em 26 setembro,
b.10)- Oposição de ( 4) Vesta em 09 dezembro.

c) Cometas:

Nota (3)

Em paridade as condições observacionais com que são analisadas os asteróides, os cometas cujo periélio dar-se-á este ano ou mais tardar em 2013 são apresentados, desde que as respectivas condições observacionais serão favoráveis e dentro do limite observacional dos instrumentos óticos (binóculos, lunetas e telescópios) de pequeno e médio porte. Assim teremos as seguintes espectativas:


c.1) P/2006 T1 (Levy) em 12 Janeiro,
c.2) 21P/Giacobini-Zinner em 11 Fevereiro,
c.3) C/2011 R1 (McNaught) em 19 Outubro
c.4) C/2011 F1 (LINEAR), que tendo seu periélio em 08 Janeiro de 2013, na segunda quinzena de dezembro já estará no limite observacional de pequenos instrumentos, e finalmente:
c.5) C/2011 L4 (PANSTARRS), que tendo seu periélio em 10 Março de 2013, no início de dezembro começa sua elongação favoráveis as observações.


Novamente espero que todos apreciem as novidades e divulguem essas efemérides no âmbito de suas respectivas associações, clubes, grupos, núcleos, observatórios e planetários, locais onde a ciência astronômica e sua prática observacional é uma constante.

Aproveito também a época para desejar a todos, votos de boas festas e um profícuo ano de 2012 cheio de prosperidade.

Um grande abraço!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O céu do mês – Dezembro 2011

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Logo no início deste mês a lua proporcionará interessantes alinhamentos com os planetas Netuno e Urano e no dia 06, com o brilhante Júpiter formando um interessante par. O Eclipse Total da Lua que ocorrerá no dia 10 próximo, irá proporcionar aos habitantes das ilhas do Oceano Pacífico um belo espetáculo. Todo o eclipse é visível em partes da Ásia e Austrália, sendo que as o evento estará no zênite nas Ilhas Marianas do Norte e Guam (observe a tabela 2). Na Europa e África não será possível observar as fases inicias do fenômeno, visto que em sua ocorrência a lua ainda não estará visível. Já no dia 22 teremos o solstício de dezembro, marcando o início do verão no hemisfério sul.




O Eclipse Total da Lua

Durante a totalidade, as conhecidas constelações de Gemini, Orion e Taurus, e estarão bem visíveis e os observadores poderão realizar interessantes estimativas de brilho utilizando-se estrelas como: Castor (mag. 1.5) e Pollux (mag. 1.2), Aldebaran (mag. 0.9), Rigel (mag. 0.2 ) e Betelgeuse (mag. 0.5).

Planetas, Asteróides e Cometas!

Mercúrio = Neste mês, o planeta Mercúrio estará no dia 04 em conjunção inferior, culminando também seu periélio em 05/12 com uma distância ao Sol de 0.31 UA. Ele continua transitando pela constelação de Ophiuchus até o dia 08 próximo, pois retornará a constelação de Scorpius culminando (estacionário) ali até o dia 14 de dezembro. Retornando seu caminho de volta a constelação de Ophiuchus ele alcançará essa área do céu em 23/12, data de sua máxima elongação Oeste (22º). Ele permanece ali até o dia 05/01/2012. As magnitudes estimadas para Mercúrio neste período são: 01/12 = 3.1, 15/12 = 0.2 e em 31/12 = -0.4 respectivamente.

Vênus = Na constelação de Sagittarius onde se encontra desde o dia 24 de novembro último, Vênus permanecerá naquela região do céu até o dia 21 deste mês quando ele fará seu ingresso na constelação de Capricornus. Suas elongações proporcionarão os seguintes ângulos de fase: 0,893 em 01 de dezembro a 0,832 e suas magnitudes serão: -3.9 no dia 01/12 e -4.0 em 31/12.

Marte = A cada dia, Marte vem surgindo mais cedo junto com toda a constelação de Leo. Suas magnitudes chegam neste mês de dezembro em 0.5 (15/12) e 0.2 no ultimo dia deste ano. Ele vem diminuindo cada vez mais sua distância a Terra e conseqüentemente, aumentando seu diâmetro aparente.


Júpiter = O planeta gigante neste início de mês continuará transitando na constelação de Áries, mas somente até 05 de dezembro quando então, fará seu ingresso na constelação de Pisces. Naquela região do céu ele fará com a Lua em 06 de dezembro, um interessante alinhamento, pois estão separados visualmente apenas 4.9° um do outro (figura 2). Em 15 de dezembro ele encontrar-se-á com magnitude de -2.7, sendo que na noite de 26 estará estacionário, chegando à última noite do ano com magnitude de -2.6.

Os satélites galileanos proporcionarão interessantes espetáculos neste mês, mas chamo a atenção especificamente para 03 eventos, que certamente não passarão despercebidos dos observadores acostumados aos movimentos dinâmicos de Júpiter e seu séquito de satélites.

Em 03 de dezembro, Calisto estará cruzando o norte do planeta joviano, continuando sua translação em torno do planeta, mas já no dia 11, ele estará no sul do disco de Júpiter, contrastando com a sombra de Io projetada no disco do planeta próximo a Grande Mancha Vermelha (veja a figura 3) Numa interessante formação.

Outra situação ideal, a qual incentivo a todos observadores que façam registros de alguma forma são os fenômenos que envolvem Io, Europa, Ganimedes e Callisto, projetados no planeta. Esses interessantes eventos ocorrem ao longo de suas translações cruzando o disco joviano no sentido Oeste - A passagem da Grande Mancha Vermelha (GRS), pelo meridiano central de Júpiter pode ser acompanhada por observadores mais atentos a superfície do Planeta; assim na figura 4, podemos vislumbrar os horários neste mês desses trânsitos.

Saturno = Gradativamente o planeta Saturno vem tendo seu nascer nas primeiras horas do dia. Ele encontra-se transitando lentamente na constelação de Virgo com uma magnitude de 0.7.

Urano = A situação do planeta Urano neste mês e bastante semelhante a novembro último, pois continua na constelação de Pisces. E ideal ainda mencionar que neste mês ele estará no dia 04 de dezembro cerca de 5.8° Sul da Lua, que neste dia apresentará 0.65% de fase e também no último dia do ano ele novamente estará cerca de 5.7º Sul da Lua, que apresenta 0.38% de fase. Entretanto enfatizo que o planeta encontrar-se-á estacionário em 10 de dezembro.

Netuno = Aparentemente lento na constelação de Aquarius com sua magnitude em 7.9, o planeta Netuno estará a 5.6° da Lua em 28 de dezembro, sendo que o percentual iluminado lunar será de 0.20% e também no último dia do ano, Netuno estará a 5.7° novamente da Lua; ele apresentará uma fração iluminada em 0.38%. A magnitude deste planeta está estimada em 7.9.

Ceres e Plutão = Ceres encontra-se na constelação de Aquarius com magnitude 8.8. No dia 09 ele estará a 0.19° norte da brilhante Omega 1 Aquarii (mag= 4.9), havia suspeita de ser essa estrela uma variável e também ser dupla, mas isso não foi confirmado; enquanto isso Plutão na constelação de Sagittarius, neste período estará no dia 29 próximo, em conjunção com o Sol.

Asteróides:

Neste derradeiro mês de 2011, teremos ainda a oportunidade de observações do asteróide (12) Victoria (mag 10.5). Assim ele poderá até 31 de dezembro ainda dentro dos limites observacionais de equipamentos de médio porte. A Lua (quarto Crescente em 02/12 – 03:53 TU) com um percentual de 0.88% iluminada causará algum embaraço na identificação do asteróide que estará atravessando a constelação de Taurus. Entretanto a situação será mais favorável após sua oposição e uma ótima oportunidade se dará em 20 de dezembro (próximo a Lua nova) quando então (12) Victoria estará com uma magnitude de 10.9.

Cometas:

As expectativas observacionais serão extremamente favoráveis aos observadores do hemisfério norte, visto que neste período o P/2006 T1 (Levy) estará atravessando a constelação de Pegasus. Após a Lua Cheia (10/12 – 08:38 TU), ele poderá ser observado em 17/12, próximo a brilhante Scheat (2.4) quando então já no dia 18, estará dentro do grande quadrado da constelação boreal, formado pelas estrelas Scheat (2.4), Markab (2.4), Algenib (2.8) e da brilhante Alpheratz (2.0), esta pertencente a constelação de Andromeda. Este cometa ficará nesta área do céu até 01 de janeiro próximo, quando chegará a constelação de Pisces.

O Frisson observacional desta época deverá ser o C/2009 P1 (Garradd), atravessando a constelação de Hércules ele vem aumentado gradativamente seu brilho, magnitude 7.6 em 01/12, 7.5 em 17/12 e 7.4 no último dia do ano.

Constelação:


Áries

Embora possa parecer pequena e desinteressante após uma rápida consulta a uma Carta Celeste ou planisfério, estaremos cometendo um sério engano em imaginar que aquela região celeste seja observacionalmente monótona. Áries é uma dessas constelações, onde sua atenção pode ficar presa por um bom tempo. Busquemos observacionalmente 30 Arietis (mag. 6.5) Um par fácil de estrelas e fácil resolução. Ambas estrelas são amarelas, mas muitas referencias de observação da estrela menor aparecem como azulado ou lilás. A estrela mais brilhante é um binário espectroscópico com um período de 9,851 dias.

Mesarthim (mag. 3.9) é uma das mais conhecidas estrelas dulas e uma das primeiras a serem descobertas, encontrada acidentalmente por Robert Hooke em 1664, enquanto ele estava seguindo um cometa; as magnitudes individuais são 4,7 e 4,8 respectivamente.

O que mais chama a atenção dos astrônomos também nesta constelação e 53 Arietis (mag. 6.1). Uma das três chamadas "Estrelas fugazes"; as outras são: AE Aurigae (mag. 6.1) e Mu Columbae(5.1), que se caracterizam por velocidades anormalmente elevada no espaço e parecem estar se movendo para fora da região de associação da nebulosa de Orion.

Um estudo sugeriu que tais objetos, desgarram-se dos demais membros do grupo de estrelas jovens conectados a Grande Nebulosa de Órion (M42). Se assim for, essas estrelas foram expulsas apenas alguns milhões de anos atrás, possivelmente pelas explosões de supernovas. A velocidade de 53 Arietis é de aproximadamente 63 quilômetros por segundo, um pouco menor que as outras duas estrelas acima mencionadas.

Estima-se que essa expulsão da região de Orion, tenha ocorrido cerca de 5 milhões de anos atrás. Já as outras tem suas velocidades estimadas em mais de 70 quilômetros por segundo e os cálculos de separação estimados em cerca de 2,0 e 2,7 milhões de anos, respectivamente.

A questão mais interessante sobre essas estrelas é naturalmente o problema de sua "fuga" dos grupos onde elas foram formadas. Vários mecanismos foram propostos, mas nenhum foi inteiramente satisfatório na tentativa de explicar a aceleração de uma estrela em alta velocidade. A explosão de uma supernova não poderia por si só produzir tal efeito, mas ainda pode ser essa a resposta para o problema em outro sentido.

Se supusermos que uma estrela "pré supernova" era um membro de um par binário próximo, as velocidades orbitais teriam sido muito altas e a súbita explosão da estrela seria o "release" da outra estrela que continuaria fora através espaço na mesma alta velocidade.

No caso de 53 Arietis esta explicação é um tanto questionável, pelo fato de que a estrela pode ser uma binária próxima no momento presente. A velocidade radial tem sido reportada variável. No entanto a estrela foi recentemente identificada como variável do tipo Beta Canis Majoris ou Beta Cephei (período = 3h: 40m), e agora parece que essa velocidade que pode ser devido a essa causa, em vez de movimento binário. (Veja abaixo a figura ilustrativa das três estrelas fugitivas 53 Arietis, AE Aurigae e Mu Columbae).


Finalizando, aproveito a oportunidade desse espaço eletrônico para desejar a todos os observadores do céu, votos de boas festas e um novo ciclo repleto de realizações astronômicas.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2011, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG) - 2010, 93P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978.

- Espenak, Fred - http://eclipse.gsfc.nasa.gov - Acesso em 05/10/2011.

domingo, 27 de novembro de 2011

Dia Nacional da Astronomia!

* Nelson Travnik

Astrônomos de todo País comemoram nesta Sexta-feira (2 dezembro), o seu dia. Eu estava presente em Recife - PE, durante o 2º Encontro de Astronomia do Nordeste celebrado de 30 de junho a 3 de julho de 1978 quando aprovamos por unanimidade o título de Patrono da Astronomia Brasileira a D. Pedro II (1825-1891). A escolha do dia 2 de dezembro celebra a data de nascimento do mais erudito governante brasileiro. A partir da escolha a efeméride ganhou força e a data passou a celebrar o Dia Nacional da Astronomia, o Dia do Astrônomo.



Motivos

Foram muitas as razões da escolha. Além de astrônomo amador modernizou o Imperial Observatório criado por seu pai D. Pedro I pelo decreto de 15/10/1827 e contratou astrônomos europeus de renome para aqui trabalhar. No dia 29/07/1887 a convite do renomado astrônomo francês Camille Flammarion (1842-1925) esteve presente na inauguração do Observatório de Juvisy, ocasião em que plantou um pinheiro nos jardins do Observatório (que existe até hoje) e concedeu a Flammarion a comenda da Ordem da Rosa.

Membro da Sociedade Astronômica da França, sócio honorário da Academia de Ciências de Paris desde 1877, honraria alcançada por poucos, em seu observatório particular construído no telhado do Palácio de São Cristóvão, hoje Museu Nacional, recebia alunos para aprender a observar o céu e usar os instrumentos. No Imperial Observatório tinha um apartamento para descansar após horas de observação. Sob forte oposição do Parlamento e até merecendo críticas e caricaturas na imprensa, concedeu aos astrônomos as verbas necessárias para instalar três missões científicas, uma delas em Punta Arenas, Patagônia chilena, para a observação da passagem do planeta Vênus pelo disco solar em 6/12/1882, fenômeno que só iria se repetir em 8/6/2004.

As observações foram um sucesso pois permitiram desenvolver cálculos precisos para determinar a distância Terra-Sol e com isto as demais distâncias dos outros planetas. Junto com Louis Cruls no Imperial Observatório efetuou a primeira análise espectroscópica de um cometa. Observou do seu observatório o eclipse do Sol de 1857. Doou vários instrumentos ao Imperial Observatório, dentre eles a luneta astrográfica que deveria ser usada no programa da Carta do Céu. Os trabalhos do Imperial Observatório passaram a ser reconhecidos e admirados internacionalmente. Em 1890, já no exílio, D. Pedro II foi homenageado com o nome do asteróide Brasilia de numero 293 descoberto em Nice pelo astrônomo A. Charlois (1864-1910).

Faltava, contudo, ao Imperial Observatório, atual Observatório Nacional do Rio de Janeiro, um grande telescópio e ele foi encomendado por D.Pedro II na Inglaterra. Desgraçadamente, contudo, o navio que transportou o instrumento chegou ao Rio justamente na ocasião da Proclamação da República e os republicanos não perderam tempo: mandaram o telescópio de volta! Para a astronomia era o inicio da idade das trevas que culminaria em 1930 com a extinção da cosmografia dos bancos escolares pelo então ministro da educação Francisco Luiz da Silva Campos.

Enquanto nossos vizinhos, o Uruguai e a Argentina a conservavam, nós a eliminávamos. Era o inicio de um analfabetismo cósmico que iria perdurar por muitas gerações. É somente na década de 60 com a criação do primeiro curso de formação em astronomia pela UFRJ, pela importação de instrumentos e planetários pelo governo militar, pela implantação em 1980 do Laboratório Nacional de Astrofísica do Observatório Nacional em Brasópolis - MG, pela presença do Brasil nos dois maiores complexos astronômicos do mundo no Havai e no Chile e recentemente com mais um curso de formação em astronomia pela USP, podemos dizer que estamos no caminho certo. Cumpre ressaltar que pós-graduação e doutorado em astronomia é realizado por várias universidades, pelo Observatório Nacional e pelo IAG-USP. Por outro lado a criação de observatórios municipais, em colégios, planetários, clubes de astronomia e a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, OBAA, está desenhando um novo perfil para a astronomia nacional.

Nelson Alberto Soares Travnik é astrônomo nos observatórios municipais de Americana e Piracicaba - SP e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Phobos-Soil, Últimas Notícias.

Breno Castro
brenocastro31@yahoo.com.br
CEAMIG

Caros,

Conforme previsto o foguete Zenit-2SB foi lançado do cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão à 20:16:03.145 UTC, de 8/11, mas notícias indicam que ocorrem problemas. Com a primeira queima (1stEB) às 22:55:47.981 UTC - 23:05:18.253 UTC, ele foi observado nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo (Brasil), além de um relato de observação do Equador.

Veja o video de lançamento:



Entretanto informações de astrônomos da Europa e Estados Unidos, indicam que existem dois objetos de mesmo tamanho e em mesma órbita. Acredita-se que o problema possa ser solucionado, mas acretidata-se que será muito improvável.

Sem esperar pelo acontecido, os russos tem menos de 3 dias para reabilitar a programação da Phobos-Soil, antes que volte a Terra, pois os componente de energia deixarão de funcionar. Com uma trajetória muito complicada, sua programação pré destinada deveria funcionar perfeitamente. Contudo o Presidente da Roscosmos Vladimir Popovkin, ainda não considera a missão um fracasso.

Continuamos atentos a novas informações.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O céu do mês – Novembro 2011!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

O mês de novembro deste ano poderá ser marcado simbolicamente pelo envolvimento da Lua, dos planetas mais brilhantes, os mais afastados do Sol e ainda, brilhantes estrelas em bons espetáculos para ser apreciados no céu noturno. Netuno no dia 09 e Mercúrio no dia 20 estarão estacionários. Mas nada disso será tão interessante quanto o eclipse parcial do Sol que ocorrerá no hemisfério sul. Ele será visível no sul dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, abrangendo localidades no continente africano e na Oceania.



O Eclipse Parcial do Sol

Este é o ultimo eclipse solar que ocorre no ano e poderá ser observado em alta latitude do hemisfério sul, então o fenômeno ocorrerá no sul dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico; Antártida, Sul da Nova Zelândia, Tasmânia, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, sudoeste da África do Sul e extremo sul da Namíbia.

No instante máximo do eclipse (06:21 TU), o fenômeno estará ocorrendo próximo a Peter I Island, um ponto localizado na região Antártida do Mar de Amundsen.



Planetas, Asteróides e Cometas!

Mercúrio = Logo no primeiro dia deste mês, Mercúrio estará na constelação de Libra, juntamente com Vênus. Entretanto já no segundo dia, ingressará na constelação de Scorpius atravessando aquela área do céu até o dia 08, quando então passa a constelação de Ophiuchus. Sua proximidade a constelação de Scorpius e não é tão grande, pois no dia 10, ele estará a 3,9º norte de Antares. Sua permanência nesta constelação de Ophiuchus também será breve, visto que retornará as fronteiras da constelação de Scorpius até o dia 15 de novembro; seu trânsito por essa área do céu não terminará, porque ele retorna constelação de Ophiuchus. As magnitudes estimadas para Mercúrio neste período são: 01/11 = -0.3, 15/11 = -0.2 e em 30/11 = 3.1.

Vênus = Com uma magnitude de -3.9 localizaremos Vênus ainda na constelação de Libra. Juntamente com Mercúrio, ele também já no segundo dia ingressará na constelação de Scorpius atravessando aquela área do céu até o dia 09 quando também, passa a constelação de Ophiuchus. Transitando naquela área do céu até o dia 24, fará ingresso na constelação de Sagittarius. Vênus ainda estará no seu afélio em 29/11 com uma distância ao Sol em 0.73 UA. Suas elongações são favoráveis a observação de suas fases, variando de 0,942 em 01 de novembro a 0,895 em 30/11.

Marte = Na Constelação de Leo, Marte vem surgindo cada vez mais cedo nas madrugadas. Sua magnitude vem gradativamente apresentando aumentos também (1.1 em 01/11 e 0.8 em 30/11 respectivamente), sendo que seu posicionamento favorece as observações do hemisfério (e conseqüentemente a calota polar) norte. Em 11/11, Marte estará a 1.3° norte de Regulus (mag. 1.41) formando um interessante par com esse alinhamento; Mas muito mais interessante será em 18/11, quando a Lua (fração iluminada = 0,46%), juntar-se-á neste par formando uma bela conjunção.

Júpiter = Resplandecente ainda pela proximidade de sua oposição ocorrida em 28 de outubro último, Júpiter continuará atraindo a atenção dos observadores, pois se encontra com uma magnitude bastante favorável (-2.9) até o dia 21 próximo, quando começa a cair gradativamente, chegando a (-2.8) no dia 30. Entretanto o gigante gasoso Júpiter continua apresentado belos espetáculos no céu; fiquei surpreso ao constatar que durante seu trânsito ainda constelação de Aries, ele ocultará a estrela TYC 626-1030-1 (AR: 01h 58m 48.3100s e Dec: +10° 38' 40.575" - J2000.0) de magnitude 9.6. Infelizmente esse evento não é visível no Brasil.

Saturno = Caso você possa acordar algumas horas antes, dentro do limite dos Crepúsculos matutinos, é possível observar Saturno, mas ainda baixo no horizonte oeste. Aparecendo na linha do nascer a cada dia mais cedo, Saturno pode ser localizado na constelação de Virgo e no dia 15, ele estará próximo a Spica cerca de 4.3° com uma magnitude de 0.7.

Urano = Após sua oposição ocorrida em setembro último o planeta Urano, que foi bastante observado durante nossos Star Parties do Observatório Wykrota, continua sua jornada pela constelação de Pisces. Em 06 de novembro ele estará cerca de 5.7º Sul da Lua que neste dia, estará com 0.80% de fase com uma magnitude 5.8. Essa conjunção é apenas uma referência para buscar sua observação até mesmo com um binóculo, visto que seu ocaso para as regiões do continente sul-americano ocorre na madrugada.

Netuno = Passada a sua oposição, neste mês o planeta Netuno continua com sua magnitude em 7.9 e na constelação de Aquarius. No dia 04 deste mês ele estará localizado apenas 5.6° Sul da Lua, que nesta data apresentará 0.63% de fase. Em 10 de novembro próximo ele estará estacionário.

Ceres e Plutão = Ambos planetas menores encontram-se em posições bastante favoráveis de observação para aqueles que possuem um bom instrumento ótico. Ceres que neste início de mês possui uma magnitude (7.8), após sua oposição ocorrida em 16 de setembro passado, sofrerá uma queda de magnitude (estimada em 8.3) quando no final do mês, permanecendo na constelação de Aquarius. Plutão (14.1) permanece na constelação de Sagittarius, e em 29 de novembro próximo ele estará próximo a brilhante estrela HD 221745 (mag= 5.9) o que facilitará sua identificação.

Asteróides:

De um modo geral, este mês poderá ser considerado muito promissor para as observações dos asteróides, sendo que as oposições ocorrerão em 03/11, (31) Euphrosina (mag 10.2); em 11/11, (68) Leto (mag 9.6); 12/11 o asteróide (40) Harmonia (mag 9.4); 13/11, (14) Irene (mag 10.2) e finalizando este profícuo período, em 24/11, o (63) Ausonia (mag 11.0) poderá estar dentro dos limites de observacionais de equipamentos de médio porte.

A presença da Lua Cheia em 10/11 (20:18 TU) poderá ofuscar as observações planejadas no período de 07 a 14 de novembro, mas as janelas observacionais serão favoráveis antecedendo e procedendo este período.

Cometas:

As expectativas observacionais vão aumentando, na mesma proporção em que as magnitudes do P/2006 T1 (Levy) tornam-se favoráveis. Após a Lua Cheia, ele poderá ser observado na constelação de Lacerta até o dia 28, quando ingressa na constelação de Pegasus.

Constelação:

Pisces


Normalmente quando nos referimos às constelações, estamos mentalmente realizando a mesma interpretação que nossos observadores do céu no passado faziam. É também bastante interessante a associação feita no "Guia de Campo das Estrelas e Planetas" por Donald H. Menzel. Então para falar dessas Águas Celestiais, este mês ilustraremos essa crônica com a grande constelação de Pisces.

Embora não seja uma constelação com inúmeras estrelas brilhantes, Pisces torna-se um bom desafio aos observadores de céu profundo, visto que ali encontramos o M 74, uma Galáxia Espiral de magnitude 9.4 e dimensões: 10.0' x 9.4'. Entretanto um desafio realmente interessante para telescópios de 12” será a observação deste fantástico grupo de galáxias (figura 4) abaixo, cuja mais brilhante, NGC 524 (Mag 10.3) é uma espiral.


Outra particularidade desta constelação é Alpha Piscium (Alrescha 4.1), uma binária fácil de ser observada que, juntamente com seu par secundário (mag. 5.2), descrevem uma órbita de 720 anos em torno de um centro de gravidade comum.

Finalmente a carta celeste dessa gigantesca constelação.


Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2011, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG) - 2010, 93P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. One – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978.

- Espenak, Fred - http://eclipse.gsfc.nasa.gov - Acesso em 05/10/2011.

O Relógio de sol do Cemitério do N. S. do Bonfim em Belo Horizonte.

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

“Meu interesse está no futuro, pois é lá que vou passar o resto de minha vida” – Charles Kettering.

“Dizem que nós astrônomos somos pessoas excêntricas. Talvez tenham razão, pois até na futura morada pensamos em astronomia” – Nelson Travnik



I - Introdução

As afirmativas acima citadas apresentam uma realidade que talvez, estejam mais ligadas ao espírito humano do que uma simples perquirição científica. A necessidade preexistente da raça humana em mensurar o tempo, leva-nos a indagações de fórum íntimo que somente (e individualmente) podemos encontrar respostas também no campo religioso e filosófico. Nelson Travnik igualmente em outro artigo específico (veja em: Em Finados, Cemitérios guardam curiosidades), mostra o quanto isso é verdadeiro.

No segundo semestre de 1989, estávamos realizando um levantamento sobre os relógios de sol existentes em Belo Horizonte, a pedido do físico Marcomede Rangel Nunes (ver: Marcomede, Uma Luz Diferente (e Alegre) no Céu!), quando dentro dos quadros de associados do CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), pudemos colher uma informação importante; a existência de um “Relógio de Sol Cemitério do Nosso Senhor do Bonfim em Belo Horizonte”.

II - A Necrópole

Inaugurado em 08 de fevereiro de 1897, pela Comissão Construtora da Nova Capital, o Cemitério do Bonfim, como é conhecido, é a necrópole mais antiga da cidade. O local é fonte de pesquisa de vários profissionais, devido a seu acervo histórico, caracterizado por esculturas decorativas de túmulos e mausoléus. Muitas dessas são de autoria de escultores italianos que vieram para o Brasil em fins do século XIX. Em todo o Cemitério, podem ser observadas obras de arte de estilos diversos, desde a Belle Èpoque, o Art Deco, ao modernismo brasileiro.

Dentre os túmulos mais visitados e personalidades alí sepultadas estão: Padre Eustáquio, Irmã Benigna, Menina Marlene, Presidente da República Olegário Maciel; Senador Bernardo Pinto Monteiro, Francisco Silviano de Almeida Brandão - Vice Presidente da República; Governador Benedito Valadares; Senhora Julia Kubitschek, Senhor Carlos Flávio – filho do poeta Carlos Drummond de Andrade e do escritor Roberto Drumond (Ontem a noite era sexta-feira - 1988 - e Hilda Furacão - 1991).

III - O Relógio de Sol

Por ocasião do falecimento do senhor Teófilo José Ribeiro (09/03/1950 - 02/12/1976), seu pai, o bancário Fenelón Ribeiro edificou em sua lápide, um relógio de sol com as seguintes caracteristicas:



Dimensões:
40 x 40 cm da ponta da cruz ao pedestal em mármore no qual está sua base. A medida (de leste para oeste também é de 40 cm. a haste tem cerca de 12 cm, alinhada ao pólo.

Material:
Mármore branco, com os contornos e numeradores pintados de preto.

Segundo as informações que puderam ser colhidas em 1989, foram reportados ao Prof. Marcomede Rangel Nunes os seguintes tópicos:

Comentários:
(1) - O relógio esta situado a quadra 5, jazigo nº 247;

(2) - Segundo informações do zelador, Senhor Celso Gabriel da Cruz, o relógio foi construído por Eustáquio Pinto, um escultor que trabalhava numa firma especializada na ornamentação de jazigos, localida próxima ao cemitério;

(3) - O pedido para a construção foi solicitada pelo paí do falecido Senhor Fenelon Ribeiro (fotografia abaixo).

(4) - Este relógio foi visitado pelo Arquiteto Júlio Araújo Teixeira, por ocasião das pesquisas que estava realizando para o projeto do Relógio de sol na Savassi em Belo Horizonte.

Posteriormente foi possível encontrar suas coordenadas de sua localização.

Latitude: -19. 910926°
Longitude: -43.952814°
Altitude: 884 metros.

O endereço para visitas é:

Rua Bonfim, 1120 - Bonfim
Belo Horizonte - MG


Em 02 de janeiro de 1978, o Senhor Fenelon Ribeiro tornou-se associado do CEAMIG, conforme registro constante em respectiva ficha de associação, devidamente arquivada na secretaria deste Centro de Estudos Astronômicos.


Referências
:

- http://portalpbh.pbh.gov.br - Acesso em 26/10/2011.
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Drummond - Acesso em 26/10/2011.
- Antônio Rosa Campos - Correspondência pessoal de 08/11/1989.
- Ficha Proposta de Sócios nº 201 (327) de 02/01/1978 - CEAMIG.

Em Finados, Cemitérios guardam curiosidades

Nelson Alberto Soares Travnik
Observatório Astronômico de America - SP - Observatório Astronômico de Piracicaba - SP


Na época de finados, muitos cemitérios exibem sempre sepulturas que despertam atenção seja por sua construção, importância de seus ocupantes e religiosidade. No Cemitério Municipal de Matias Barbosa, MG, a curiosidade é outra e fica por conta de um túmulo pertencente a família Travnik. Nele foi colocado um Relógio de Sol. As pessoas que visitam o túmulo constatam que ele marca a hora certa. Pequena diferença fica por conta da chamada "equação do tempo" pois ele marca a hora do Sol verdadeiro.


Ele é do tipo vertical, em mármore branco e com a figura de um Sol radiante. Foi construído em 2006 pelo astrônomo Nelson Travnik que durante muitos anos morou na cidade e que com mais dois amigos instalou o Observatório Astronômico Flammarion (1954-1976).

Igualmente em Belo Horizonte - MG existe outra ornamentação no Cemitério do Bonfim também instalado em sepultura. Outro relógio de Sol, também projeto de Travnik, pode ser admirado no adro da histórica Capela do Rosário que foi instalado em 2009 no ano das comemorações dos 300 anos do termo de doação das Sesmarias de Mathias Barbosa da Silva. O relógio é do tipo equatorial, em pedra sabão, idêntico ao que está localizado no adro da Igreja de Santo Antônio da cidade mineira de Tiradentes.

HISTÓRICO

O mais antigo instrumento concebido pelo homem para determinar o tempo é o relógio de Sol. A partir de uma simples estaca no chão, os relógios de Sol evoluíram em tamanho e formas das mais diversas objetivando sempre determinar a hora, o calendário e as estações do ano com a melhor precisão possível. De extraordinário valor pedagógico, eles se encontram presentes dos mais variados tipos em praças, paredes de prédio e até em igrejas. No velho continente é comum depararmos com eles e sempre constituem atração.

Texto: Nelson Alberto Soares Travnik, astrônomo dos observatórios astronômicos de Americana e Piracicaba, SP.

Campaña de Meteoros - Noviembre 2011 LIADA

CAMPAÑA NOVIEMBRE 2011
SECCIÓN MATERIA INTERPLANETARIA: METEOROS Y BÓLIDOS LIADA

Pável Balderas E.
pavelba@hotmail.com
Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Meteoros
LIADA

&

Josep M. Trigo
trigo@ieec.uab.es
Barcelona-España
Co-coordinador
Sección Meteoros
LIADA

El mes de noviembre se caracteriza por presentar una lluvia de meteoros muy esperada: las Leónidas. Los observadores nuevos podrán centrar su atención en esta particular lluvia en una zona del cielo muy conocida, la constelación Leo.

Entre el 14 y el 21 de noviembre es cuando nuestro planeta atraviesa el enjambre de meteoroides dejados por su cometa progenitor el Tempel-Tuttle, su máximo es entre el 17 y 18 de Noviembre. Este año la Luna en menguante en la constelación Cáncer la fecha del máximo, nos podría impedir observar los meteoros débiles, pese a esto intentemos realizar observaciones prolongadas por lo menos 5 días antes y 5 días después del máximo, después de las 02 horas 30 minutos.

La radiante se encuentra en AR. = 153º, Decl. = +22º

Al igual que toda lluvia de meteoros, también las Leónidas están asociadas a un cometa, en este caso el Tempel-Tuttle. El período del cometa es de 33 años. El Tempel-Tuttle fue observado nuevamente en marzo de 1997 y alcanzó su distancia más cercana al Sol a fines de febrero de 1998.

El Tempel-Tuttle fue "redescubierto" nuevamente en marzo de 1997 y alcanzó su distancia más cercana al Sol a fines de febrero de 1998. Este cometa no es particularmente brillante, a comienzos del año 1998 los aficionados necesitaron de ayuda óptica para observarlo

Durante los años 1799, 1833, 1866 y 1900 las Leónidas produjeron lluvias muy intensas con más de 1000 meteoros por hora, lo que atrajo la atención de la población mundial. No ocurrió lo mismo en 1933, decepcionando a un gran número de entusiastas. Por el contrario, la lluvia del año 1966 fue espectacular, así como los 350 meteoros por hora en 1998. Los estallidos en la actividad de esta lluvia de meteoros ocurre cada 33 años, por lo que el 2011 se espera un moderado número de meteoros, como lo ocurrido el año 2006 cuando esta lluvia alcanzó un pico el 19 de noviembre, habiendo registrado también otro pico de actividad el 21 de noviembre del mismo año. El año 2009 se observaron un promedio de 25 meteoros por hora el 17 de noviembre; lo propio el 2010. En aquello radica la importancia de observar las Leónidas, podría este año producirse un estallido de actividad, aunque no estemos en el periodo de 33 años como indican las proyecciones.

LLUVIAS MENORES EN NOVIEMBRE

TAURIDAS SUR (STA)
Actividad: 1 al 25 de noviembre. Máximo: 3 de noviembre. Con un promedio de 5 meteoros por hora.
Radiante: AR. = 50º Decl. = 13º
TAURIDAS NORTE (NTA)
Actividad: 1 al 25 de noviembre. Máximo: 12 de noviembre. Con un promedio de 5 meteoros por hora.
Radiante: AR. = 58º Decl. = 22º

ALFA MONOCEROTIDAS (AMO)
Actividad: 15 al 25 de noviembre; Constelación Monoceros. Máximo: 21 de noviembre. Según la IMO es otra lluvia capaz de producir picos intensos, como el de 400 meteoros de 1995 que sólo duró 5 minutos. Se desconoce si existe periodicidad en la actividad. Por eso es importante el seguimiento continuo todos los años
La observación se la puede hacer simultánea sin problemas con las Leónidas.
La radiante es AR. = 117º, Decl. = 01º
Esta lluvia poco observada nos puede dar sorpresas. Observar en lo posible antes y después de la fecha del máximo.

Les deseamos excelentes cielos y esperamos sus reportes.

domingo, 30 de outubro de 2011

O retorno do ATLAS!

Breno de Castro Campos
brenocastro31@yahoo.com.br
CEAMIG


Leitores,

Após um longo tempo em trabalho de reestruturação (Overhaul), um dos maiores e mais importantes telescópios existentes no Brasil está prestes a retomar suas operações para solo das Minas de Ouro. O ATLAS ( Amateur telescope Laboratory for Astronomical Science) retornou a seu casa no municipio de caeté (Serra da Piedade) MG, aproximadamente 60 Km de Belo Horizonte.

O telescópio, inicialmente projetado com uma montagem Dobsoniana (Madeira), ganhou no decorrer de todo o trabalho, uma montagem Split- Ring totalmente em metal anticorrosivo, para equipar o prédio roll-off-loof de 6 metros no Obervatório Wykrota [859] Wykrota Observatory - CEAMIG que pertence ao CEAMIG.


O telescópio é o terceiro maior do Brasil, tem uma abertura de 635 mm (25") f/4 numa montagem newtoniana. O espelho principal foi adquirido de Swayze Optical (EUA), tem 50 mm de espessura e pesa 73 libras.
A distância focal informada pelo fabricante (gravada na lateral do bloco) é de 99 1/8". É o Maior pertencente a um grupo de astronomos e sem qualquer incentivo do governo.

O telescópio ainda terá nova pintura e sua automação 100% propria feita pela equipe GAT (Grupo de Automação) do CEAMIG juntamente com alguns dos participantes do projeto, antes de abrir totalmente o olho do gigante para o céu no Brasil.



Veja o Link Abaixo:

http://www.ceamig.org.br/6_proj/atlas/index.htm