segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O céu do mês – Outubro 2012


Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


O Céu realmente é um divino e fantástico espetáculo! Após as observações daquelas brilhantes estrelas que foram elencadas nesta resenha no mês anterior. Tenho ainda a oportunidade de observar Peacock (mag, 1.4) na constelação do Pavão, uma subgigante branco azulada, muito semelhante a Alnair (mag. 1.7) na constelação de Grus; mesmo porque ainda teremos a gigante branco amarelada Difda (mag.2.0) na constelação de Cetus. Começa a ganhar novamente nossa atenção este mês a constelação de Taurus com as Plêiades (M 45) e o gigante aglomerado aberto Hyades, bem como também o gigante caçador Órion; enquanto que o Sagittarius começa a despedir-se de nossa visão. A Lua ainda assim proporcionará alinhamentos bastante interessantes com Regulus, o planeta Saturno e também Antares. Mas a espetacular ocultação de Júpiter poderá somente em sua fase diurna ser acompanhada da Austrália, sendo sua parte noturna visível em regiões remotas onde a presença de observadores experientes é pouco provável. Entretanto como detalhamos no mês anterior a presença do Delphinus (Golfinho) nesta vastidão cósmica, desta feita veremos um pouco mais detalhadamente a constelação de Piscis Austrinus (Peixe Austral), que mergulhando na imensidão do Cosmo nada em direção ao céu, tendo também como principal estrela a brilhante Fomalhaut (1.2). Então ali Lacaille 9352, dará a real exatidão de seu movimento próprio demonstrando que além da nuvem de Oorth, a galáxia continua sua marcha no Universo. Eu espero que apreciem.

Nota:


Às 00:00 H de Brasília (03:00 TU) do dia 21 de outubro próximo, reinicia-se o Horário de Verão em parte do território brasileiro. Ele permanecerá vigorando nas regiões determinadas pelo Decreto n° 6.558 de 08 de Setembro de 2008, até às 00:00 H de Brasília (03:00 TU) do dia 17 de fevereiro de 2013, quando então terminará a vigência desta determinação neste período.

Assim sendo, as regiões afetas são: a) – SUL, estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; b) SUDESTE, estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais e, c) CENTRO-OESTE, estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

A Ocultação de Júpiter pela Lua em 05 de outubro de 2012

Em 05 de outubro próximo a Lua -72% iluminada e com uma elongação de 117°, ocultará o planeta Júpiter (mag. 2.4) e (conseqüentemente) seus principais satélites naturais: Io (5.1), Ganimedes (4.7) e Callisto (5.7), conforme posicionamento abaixo (figura 2) do instante máximo 20:57.0 (TU). Neste instante, Europa estará oculto pelo disco do planeta, com desaparecimento ("D") previsto para 19:41.2 (TU) e reaparecimento ("R") 22:02.6 (TU - Universal Time).


Esta ocultação poderá ser observada em sua fase diurna na Tasmânia (Estreito de Bass; incluindo Ilhas King e Finders) e Austrália (sul dos estados de Vitória, Austrália Meridional e sul da Austrália Ocidental), bem como a região do Grande Golfo Australiano, região Antártida e Oceano Antártico. Já a fase noturna poderá ser acompanhada da Ilha Amsterdam e Saint Paul no Oceano Índico. Embora desabitadas, ele abrangerá também as Ilhas Heard e McDonald e Kerguelas (Terras Austrais e Antárticas Francesas) já próximo as bases científicas localizadas na Banquisa do Mar de Davis no Oceano Glacial Antártico conforme apresentado na figura 3.


A Ocultação de Plutão pela Lua em 20 de Outubro de 2012

Em 23 de Setembro, a Lua +32% iluminada e com uma elongação de 69°, ocultará o pequeno planeta Plutão (mag. 14.2). Embora extremamente difícil de ser acompanhado, pois a instrumentação requerida deverá ser equipamentos óticos acima de 300mm de abertura, pode-se acompanhar esse evento. Assim a área de abrangência desse evento é: as ilhas ocidentais e região oeste da Sumatra do Mar de Andaman e ao Sul (Ilhas Christmas e Ilhas Cocos); no Oceano Índico o Sri-Lanka e o extremo sul da Índia, Maldivas e Território Britânico do Oceano Índico. Já na fase crepuscular a ocultação poderá ser acompanhada das Ilhas Seychelles. O fenômeno então já ocorrendo na luz do dia abrange também as Ilhas Maurício, Ilha Reunião, Comores, Tromelin e Madagascar (incluindo ilhas localizadas no Canal de Moçambique). Na porção sul do continente africano nas seguintes nações: Angola (exceto norte e nordeste), sul da República Democrática do Congo. Zâmbia (exceto região nordeste), sul da Tanzânia, Malauí, Zimbábue, Botsuana, Suazilândia, Namíbia, África do Sul e Lesoto. No Atlântico sul, somente na Ilha de Santa Helena e Ascension, conforme a figura 4 no mapa abaixo.

Planetas!

Mercúrio = Com Mercúrio então transitando pela constelação de Virgo desde 13/09, neste primeiro dia ele já começa a ter condições observacionais acima do horizonte no sentido Oeste. Sua magnitude será de -0.4 e sua elongação 15.1°. Ele estará em seu afélio no dia 08/10, com uma distância ao sol de 0.467 UA, sendo que em 11/10 ele já estará dentro dos limites da constelação de Libra. Sua máxima elongação ocorrerá em 26 de outubro, estando com uma elongação de 24.1° E, com uma magnitude de -0.1. Mas após o dia 29/10 ele estará nos limites da constelação de Escorpião terminando o mês com magnitude -0.0 e elongação de 23.6°. A boa surpresa ficará por conta do alinhamento que ocorrerá entre Mercúrio e Saturno no céu na noite de 05 de outubro; quando ambos estarão com uma elongação de 17° E, e separados no céu por 3.1° conforme figura 5.

Vênus = As elongações de Vênus vem gradativamente baixando sendo de 38.3°; já em 15/10 como sua magnitude era no início deste mês estimada em -4.1, ela também começa a cair também, passando essa estimativa para -4.0, sendo que no fim deste mês sua elongação já chegará a 35°. Venus ainda continua seu trânsito pela constelação de Leão até o dia 23 de outubro, quando então iniciará seu trânsito pela constelação de Virgem. Vênus ainda no dia 31/10 às 20:56 (TU – Universal time) estará no seu periélio, quando então sua mínima distância ao Sol será de 0.718423 UA e sua magnitude será de -3.9.

Lua (Fases) = As fases lunares este mês, ocorrerão nas datas e horários do fuso horário de Brasília (UT = + 03:00 h) mencionadas de acordo com o quadro 1:

Marte = Marte fica na constelação de Virgem até o dia 06 próximo, quando então fará um rápido trânsito de 12 dias pela constelação de Escorpião, sendo que já no dia 19/10 encontrar-se-á dentro dos limites da constelação de Ophiuchus. Sua magnitude, no entanto não sofrerá mudanças significativas neste período sendo estimada ainda em 1.2, mas como suas elongações (43.5° em 15/10 e 39.2° em 31/10) diminuem a cada dia, ele ainda pode ser observado na primeira parte da noite.

Júpiter = A cada noite e cada vez mais cedo o planeta Júpiter vem surgindo no Horizonte. Isso faz com que ele novamente ganhe nossa atenção observacional, visto que suas respectivas magnitudes aumentam, sendo: -2.5 em 01/10, -2.6 em 15/10 e -2.7 em 31/10, bem como também suas elongações: 112.0° em 01/10 e 142.9° em 31/10. Uma conseqüência direta de sua respectiva distância a Terra, será as magnitudes visuais de seus satélites naturais. Então a tabela 2 abaixo apresentará essas respectivas magnitudes para o início, meio e término do mês as 00:00 (TU).
Na tabela 3, podemos encontrar novamente os horários (UT – Tempo Universal) previstos dos trânsitos da Grande Macha Vermelha (GRS) para este período.
Saturno = As baixas elongações de Saturno neste mês farão com que ele no dia 25/10 esteja em conjunção com o Sol, mas a distância que ele se encontra será de 10.767909 UA. Ele continua seu trânsito pela constelação de Virgem e deverá ganhar condições observacionais novamente em torno do dia 12 de novembro próximo já em elongação W.

Urano = Como Urano passou por sua oposição no dia 23 de setembro último, sua elongações continuam favoráveis as suas observações. Isto faz com que ele seja também observado durante todo o período noturno e quase no limite de nova visão desarmada, pois como sua magnitude está estimada em 5.7, não será difícil sua localização na constelação de Pisces. Suas elongações para o período são 163.7° no dia 15/10 e 147.2° em 31/10. A boa indicação para buscar essas observações na fase da Lua Nova (acompanhe suas fases descritas no quadro 1) continua sendo para esse planeta.

Netuno = As elongações de Netuno estão lentamente a diminuindo até mesmo porque sua elongação já ocorreu em 24 de agosto, mas mesmo assim ele poderá ser observado ainda em uma posição favorável na constelação de Aquário. Sua magnitude, entretanto começa a baixar sendo que chegará até o dia 31/10 estimada em 7.9. Então a mesma indicação dada no caso de Urano em relação as fases lunares, caberá perfeitamente para facilitar as observações de Netuno.

Ceres e Plutão = Na segunda parte do período noturno da primeira quinzena deste mês, já poderão ser realizadas as buscas observacionais de Ceres. Ele é localizado facilmente na constelação de Órion, mas somente até o dia 11 de outubro, quando então passará a realizar seu trânsito pela constelação de Gemini. Então no dia 15/10 (observem novamente a facilidade devido à ausência do luar) sua magnitude poderá ser estimada em 8.3, mas em 31/10 ela deverá estar estimada em 8.0 com uma elongação de 124.2° W. Em contramão a essa situação está o pequeno planeta Plutão, pois como sua oposição ocorreu em 29 de junho passado, suas elongações ainda serão favoráveis a observação da ocultação prevista para o dia 20 de outubro. Sua magnitude é estimada em 14.1, ainda bem próximo ao Aglomerado Aberto M-25 em Sagittarius.

Notas:

(UA) = Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

(a.l) = Ano Luz. Unidade de distância e não de tempo, que equivale à distancia percorrida pela luz, no vácuo, em um ano, a razão de aproximadamente 300.000 Km por segundo. Corresponde a cerca de 9 trilhões e 500 bilhões de quilômetros.

CONSTELAÇÃO:

Pisces Austrinus

O céu continua sempre benéfico aos seus observadores; eu não poderia deixar de mencionar essa constelação que se apresenta culminando na esfera celeste próximo às 00:00 (TU – Universal Time) nesta época do ano. Então Pisces Austrinus (figura 6), mesmo que não possua estrelas brilhantes, apesar de fácil reconhecimento no céu, chamará nossa atenção a brilhante Fomalhaut (mag. 1.1), uma estrela branco azulada de classe espectral A3V, que se encontra distante do Sol cerca de 26.5 a.l e possui uma luminosidade de 17.3 vezes a do Sol. Ela será então entendida como a formadora da cabeça celeste desta constelação.

Ao sul encontramos Delta PsA (mag. 4.2), uma gigante amarela de classe espectral G8III, mas que está cerca de 170 a.l, com uma luminosidade de 45.1 vezes o Sol, temos também ali, Gama PsA (mag. 4.4), uma estrela gigante branca, de classe espectral A0III, que possuí uma companheira de magnitude 8.5 cuja observação requer uma atmosfera sem turbulência. Beta PsA (mag. 4.2) que é uma estrela anã branca de classe espectral A0V, cuja companheira de magnitude 7.7 e conhecida como SAO 213884 (do Catálogo de Estrelas do Smithsonian Astrophysical Observatory). Ambas possuem uma separação de 30.3” de arco num Ângulo de Posição 172°. Então essa sequência de estrelas poderá facilmente delinear as barbatanas dorsais desse grande peixe.

Já como nadadeira peitoral encontramos Epsilon PsA (mag. 4.1) uma estrela branca de classe espectral B8V, distante cerca 694 a.l e com uma luminosidade de 1300 vezes o nosso Sol, estendendo-se o prolongamento dessa fisiologia celeste, encontraremos Eta PsA (mag. 5.4) uma estrela branco azulada de classe espectral B8V que na realidade e uma sistema duplo formada pela companheira SAO190822 (mag. 5.4) e classe espectral B8. Finalizando nosso entendimento temos como a barbatana caudal Iota PsA (mag. 4.3) de classe espectral A0V, que encontra-se distante cerca de 247 a.l com uma luminosidade de 85 vezes o nosso Sol.
Lacaille 9352

Esta estrela está localizada no canto da constelação de Pisces Austrinus, cerca de 1° grau a su-sudeste de Pi PsA (mag. 5.1). Esta pequena estrela é conhecida por seu extraordinário e amplo movimento anual próprio, e a mais quarta rápida conhecida. Isso equivale a 6,90" por ano num AP (Ângulo de Posição) de 79° que a estrela requer, portanto cerca de 520 anos para percorrer 1° no céu.

As únicas estrelas conhecidas com maior movimento próprio são: Estrela de Barnard (mag. 9.5) em Ophiuchus (Veja maiores informações na resenha do Sky and Observers de julho 2012); Estrela Kapteyn (mag. 8.7) em Pictor e Groombridge 1830 (mag. 7.0) na Ursa Maior. Lacaille 9352 é uma anã vermelha de classe espectral dM2e com uma magnitude visual aparente de 7.3, e uma magnitude fotográfica cerca de 8,6. Distante cerca 11,9 anos-luz, é apenas um pouco mais distante do que 61 Cygni ou Tau Ceti. Com uma magnitude absoluta em cerca de 9,6, a luminosidade real é de cerca de 1/85 a do nosso Sol.

A velocidade espacial computada da estrela é de cerca de 75 milhas por segundo, e o movimento é quase diretamente "side-on", como visto da terra, a velocidade radial é relativamente pequena, cerca de 5,8 milhas por segundo em recessão. O grande movimento aparente da estrela é, assim, um resultado de tal circunstância, combinado com a pequena distância da estrela. É interessante refletir que uma estrela tão próxima possa passar despercebida por algum tempo, se ela estava se movendo diretamente na linha de visão, quer em mesma direção ou sentido que de o nosso, como não seria então nenhum grande movimento para chamar adequadamente a atenção da sua proximidade. A maioria dos fracos vizinhos nas proximidades do Sol terem sido detectados por pesquisas de movimento próprios, indicam também que a baixa luminosidade das anãs superam muitas estrelas gigantes no espaço.
A Carta de Busca da Lacaille 9352 (figura 7) baseia-se em placas obtidas no Observatório Lowell, em 1964. Estrelas com cerca de magnitude 11 são plotadas, As quadrículas possuem 1° de lado. A seta indica a direção do movimento da estrela, e a distância percorrida durante o intervalo 1860 - 2060 AD.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2012, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2011, 104P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 pp. 1547–1644.– Inc. New York – USA, 1978.

O asteroide (32) Pomona em 2012!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 21 de outubro próximo, o asteroide (32) Pomona estará com seu posicionamento favorável as observações (Lua = percentual iluminado +0.36%), quando então sua magnitude chegará a 11.2, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de pequenos instrumentos óticos, binóculos, lunetas e telescópios. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.


Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Pomona foi descoberto em 26 de outubro de 1854 pelo astrônomo amador alemão Hermann Goldschmidt (1806 - 1880) em Paris. Seu nome é uma alusão à deusa dos frutos e jardins. Nome proposto pelo astronônomo francês Joseph Urban Leverrier. (Mourão, 1987).


Nota: = (UA)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

Boas observações!


Bibliografia:
- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2012, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG) - 2011, 104 P.

O asteroide (95) Arethusa em 2012!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


Em 28 de outubro próximo, o asteroide (95) Arethusa estará com seu posicionamento favorável as observações (Lua = percentual iluminado +0.99%), quando então sua magnitude chegará a 11.3, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de pequenos instrumentos óticos, binóculos, lunetas e telescópios. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.





Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Arethusa foi descoberto em 23 de novembro de 1847 pelo astrônomo alemão Robert Luther (1793 - 1866 ) no Observatório de Dusseldorf. Seu nome é uma homenagem do astrônomo Johann Galle (1812 - 1910), a ninfa do Peloponeso e da Sicília, Aretusa, Filha de Nereu e Dóris, que persuadida por Alfeu se transformou em uma fone por intermédio de Diana (Mourão, 1987).


Nota: = (UA)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

Boas observações!


Bibliografia:
- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2012, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG) - 2011, 104 P.

O asteroide (91) Aegina em 2012!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


Em 09 de novembro próximo, o asteroide (91) Aegina estará com seu posicionamento favorável as observações (Lua = percentual iluminado -0.29%), quando então sua magnitude chegará a 11.5, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de pequenos instrumentos óticos, binóculos, lunetas e telescópios. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.


Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Aegina foi descoberto em 04 de novembro de 1866 pelo astrônomo francês Jean Marie-Édouard Stephan (1849 - ?) no Observatório de Marselha. Seu nome é uma homenagem do descobridor à figura mitológica de Aegina, filha de Asopus e Netuno. (Mourão, 1987).


Nota: = (UA)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

Boas observações!


Bibliografia:
- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2012, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG) - 2011, 104 P.

Campaña de Meteoros - Octubre 2012!


Campaña de la Sección de Materia Interplanetária Meteoros y bólidos de la LIADA

OCTUBRE 2012

La principal lluvia de meteoros de octubre indudablemente son las ORIÓNIDAS (ORI), ya que es el mes del encuentro de nuestro planeta con un chorro de partículas dejados a su paso por el cometa 1P/Halley, cuyos corpúsculos nos brindan una  lluvia de meteoros muy interesante en una de las constelaciones más conocidas: Orión. Esta lluvia de meteoros tiene asociados diversos sub-radiantes no periódicos, que dan muestra de un gran número de órbitas superpuestas. 

A pesar de ello, el radiante principal en Orión, presenta la mayor parte de la actividad con unos 30 meteoros por hora, que algunos años se reduce debido a no encontrarnos exactamente en la longitud solar prevista para el máximo, o bien, el cambio de densidad del tubo meteórico. Los meteoros de las Oriónidas suelen ser débiles y muy rápidos. Su actividad se prolonga entre el 2 de octubre al 7 de noviembre con su máxima actividad el 21 de octubre. Una muy interesante lluvia causada por partículas emitidas por el cometa 1P/Halley, que estos últimos años ha mostrado una actividad muy apreciable.

Este lluvia de meteoros presenta su máxima actividad el 21 de octubre cuando puede llegar a presentar 30 meteoros / hora.


Los meteoros de las radiantes Oriónidas (ORI) parecen cortos y débiles cuando los vemos muy de frente. En vez de ello es recomendable mirar hacia alguna región del cielo a unos 90 grados del radiante. Así verá la misma cantidad de Oriónidas, pero le parecerán más largos y atrayentes. Las colas de todos los meteoros de Oriónidas, no importan donde aparezcan, apuntarán hacia el radiante en Orión. Esos meteoros a veces dejan "trazos" (residuos incandescentes de la estela del meteoro) que permanecen en el cielo por varios segundos. Su velocidad es de 66 Km/seg. La zona a observar es: A.R =94º,   Dec. = +15º.

El mes de Octubre podemos centrar nuestra atención en esta lluvia y realizar la mayor cantidad de horas de observación toda la segunda quincena del mes, con mayor interés luego del 20 y 21 después de la medianoche.

Las Dracónidas. 

Este radiante también es conocido como las Giacobínidas (GIA) otra lluvia importante apropiada a ser observada en el hemisferio norte, aunque con altibajos o repentinos estallidos de actividad, es visible entre el 6 al 10 de octubre con su máximo el 9 de octubre, el año 2011 tuvo un incremento en su actividad. Es tan irregular que en 1935 presentó 10.000 meteoros por hora en su máximo, en 1985 en Japón pudieron observar 300 meteoros por hora y el mismo año luego de algunas horas, en España observadores de la SOMYCE solo detectaron un remanente de 3 a 5 meteoros por hora. Su cometa engendrador es el Giacobini-Zinneer, que es de donde proviene su nombre: Giacobínidas.

Las Epsilón Gemínidas (EGE),

Otro radiante en octubre cuya actividad suele ser baja, con 5 meteoros por hora las fechas del máximo; observadores lo suelen emparentar con las Oriónidas debido a la proximidad a este otro radiante, su cometa progenitor es el Nishikawa-Takamizawa-Tago. Su actividad se prolonga del 14 al 27 de octubre, siendo su máximo el 18 de octubre.

Existen en octubre otras lluvias menores de meteoros nuevas como: las Alfa Camelopárdalidas, las Leo Minóridas, las Cígnidas, las Ariétidas y otras, que nos proporcionan un mes muy interesante para la observación.

Para mayor información sobre la observación de meteoros pueden acceder a la página del  Curso Básico Observación de Meteoros dictado el 2011 (gratuito y de libre acceso) https://sites.google.com/site/cursoobservaciondemeteoros/

Cualquier consulta a su disposición 

Pável Balderas E. pavelba@hotmail.com Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Materia Interplanetaria
LIADA 

Dr. Josep M. Trigo trigo@ieec.uab.es Barcelona-España
Co-coordinador
Sección Materia Interplanetaria
LIADA.

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Romildo Póvoa Faria


 Personagens da nossa Astronomia


1952-2009

*Nelson Travnik

A comunidade astronômica brasileira foi abalada quando no dia 21 de abril de 2009, no Hospital Walfredo Gurgel de Natal/RN, vitima de um AVC, falecia com apenas 57 anos o renomado físico, astrônomo, educador e escritor, Romildo Póvoa Faria. Havia sido indicado pelo colega Carlos E. Mariano de Campinas, para dirigir o planetário de sua fabricação “Sphaera Planetária” adquirido pela cidade de Parnamirim/RN. Estava realizando treinamento da equipe e no dia 1º de abril de 2009, havia sido contratado pela Prefeitura daquela cidade. Romildo nasceu no dia 30 de novembro de 1952 em Manhuaçu, interior de Minas Gerais. Lá passou sua infância e adolescência. Naturalmente aquele céu maravilhoso do interior despertou nele inusitado interesse em conhecer astronomia. Fascinado pela ciência do céu, veio em 1970 para a cidade de São Paulo. Matriculou-se na USP em 1972 e mais tarde foi diplomado em física e matemática. Na ocasião foi colega do também renomado físico, astrônomo, educador e escritor, Paulo Bedaque com quem nutria grande amizade.  Começou dedicar-se em astronomia como planetarista e professor de cursos no Planetário e Escola Municipal de Astrofísica de São Paulo. Lá conheceu o Aulos Plautius Pimenta, também físico e astrônomo como ele e mais tarde ambos seriam contratados pela Prefeitura Municipal de Campinas/SP para trabalhar no Observatório Municipal ‘Jean Nicolini’. De 1977 a 1980 realizaram cursos em diversos níveis. Radicado em Campinas, foi diretor de astronomia do Centro de Ciências, Letras e Artes, CCLA ,de 1980 a 1983. De 1984 a 1986 lecionou nos colégios Oswald de Andrade e Logos em São Paulo. Por quase 20 anos trabalhou no Planetário do Museu Dinâmico de Ciências de Campinas. Contratado como professor pela UNICAMP, atuou na Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários. Em 1994 foi professor de ciências no Colégio Sagrado Coração de Jesus onde mais tarde seria construído o “Observatório Jorge Polman”. Foi consultor e Assessor do MEC para elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais na área de ciências. Foi coordenador do Planetário de Campinas e participou dos trabalhos para fundação da Associação Brasileira de Planetários, ABP, sendo seu primeiro presidente , eleito por dois mandatos (1996 a 2000) Nesta época foi eleito diretor administrativo da Organização Ibero-Americana de Planetários, OIAP, para o período 1996/98. Coordenou no Planetário o 1º Encontro Brasileiro de Ensino da Astronomia.

OBRAS

Dotado de uma didática excepcional, Romildo escreveu os seguintes livros: Fundamentos de Astronomia; Halley, Viajante do Universo; Visão do Universo; Olhando para o Céu; Iniciação à Astronomia; Maravilhas do Céu Estrelado; Cartilha Astronômica e Astronomia a Olho Nu.

PESSOA

Ainda jovem em Manhuaçu, Romildo conheceu sua primeira esposa Zezé com quem teve uma filha. Vivia desde 2001  com sua segunda esposa Lena com quem teve dois filhos, Vinicius e Helena. Romildo era uma pessoa carismática com um excelente timbre de voz. Uma gravação sua é utilizada até hoje no Planetário de Campinas, MDC. Trabalhamos juntos no Observatório Municipal de Campinas ‘Jean Nicolini’ e estávamos sempre em contato no Planetário. Participamos juntos de vários eventos. Seu nome consta do Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, 2ª edição, de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Editora Nova Fronteira, RJ. Sua ausência deixa um enorme vazio em todos nós que o admirávamos como colega e amigo. 

*O autor é astrônomo nos observatórios municipais de Americana e Piracicaba e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

Convite para a edição 2012 da Semana Mundial do Espaço - 04 a 10 de outubro

Valmir Martins de Morais - valmirmmorais@yahoo.com.br 
Coordenador Nacional da Semana Mundial do Espaço - Brasil
Núcleo de Astronomia IFCE/ FUNCAP
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
Juazeiro do Norte, Ceará - Brasil


Caros Amigos e Amigas:

A World Space Week ( http://www.worldspaceweek.org/wsw/index.php ) ou Semana Mundial do Espaço é o maior evento internacional público dedicado ao espaço, com comemorações em mais de 50 países.

Oficialmente estabelecida pelas Nações Unidas em 1999 como uma celebração internacional de contribuição da ciência e da tecnologia espacial para a melhoria das condições de vida das populações, a Semana Mundial do Espaço, de 4 a 10 de Outubro, é assinalada pela comemoração de dois eventos marcantes da era espacial:

- O lançamento do primeiro satélite artificial, Sputnik 1, abrindo o caminho para a exploração espacial, em 4 de Outubro 1957;
- A assinatura do Tratado sobre os princípios que governam as atividades dos Estados na Exploração e uso do Espaço, incluindo a Lua e os outros corpos celestes em 10 de Outubro 1967.

Na última edição da Semana Mundial do Espaço, em 2011, foram realizados 667 eventos em 52 países.
O Brasil contribuiu com 39 eventos efetivados em praticamente todas as suas regiões. Uma quantidade sem precedentes, maior do que a soma dos eventos produzidos no país nos últimos 8 anos e, ineditamente superior ao número de realizações nos Estados Unidos, país sede da campanha.


A SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO EM 2012

O tema da Semana Mundial do Espaço em 2012 é "O Espaço para a segurança e proteção do homem". Foi escolhido para celebrar as muitas maneiras como satélites de navegação, observação e telecomunicações melhoram nossa vida diária e ajudam a preservar o meio ambiente.

Mais detalhes sobre o tema pode ser encontrado em: http://www.worldspaceweek.org/wsw/index.php?option=com_content&view=article&id=82&Itemid=142

Conclamamos os astrônomos amadores e profissionais, educadores e alunos, instituições de pesquisa e ensino, as associações, os grupos e clubes de astronomia, os planetários e todos os entusiastas da ciência a fazerem e registrarem no site da World Space Week 2012  quaisquer eventos relacionados ao espaço: sessão pública de observação com telescópio, concurso de desenho ou redação, distribuição de panfletos temáticos, palestras, lançamento de foguetes, exposição fotográfica com imagens espaciais (a exposição "Paisagens Cósmicas" com seus excelentes painéis é uma excelente pedida para um evento em escolas, museus, bibliotecas, etc), sessão especial no planetário, um abaixo assinado contra a poluição luminosa de sua cidade, uma sessão de bate-papo exclusiva sobre o espaço pela internet, atividades escolares (exercícios sobre o espaço para casa), a organização de um evento esportivo (um jogo de futebol de campo ou futebol de salão entre amigos, basquete, vôlei, natação, sinuca ou outro esporte) ou um Balé infantil temático dedicado a Semana Mundial do Espaço.

Se você não tem como fazer nenhum desses eventos mas tem um blog ou uma página no Facebook, poste algo pessoal, uma mensagem sobre o espaço para o mundo e registre-a no site de evento, para que todos possam acessa-la!

Enfim, faça algo em prol da divulgação da astronomia ou do espaço na Semana Mundial do Espaço, de 4 a 10 de outubro e espalhe-o para o mundo!

A sincronização dos eventos e programas educacionais atrai a cobertura dos meios de comunicações, que contribui para a educação do público em relação à exploração do espaço.

Para registrar seu evento no site da Semana Mundial do Espaço 2012 e divulgar sua associação ou sua atividade para o Brasil e o mundo é muito fácil.

Acesse http://www.worldspaceweek.org/wsw/index.php?option=com_content&view=article&id=101&Itemid=152 e preencha o formulário em português ou inglês.

Se tiver alguma dúvida quanto ao que é requerido é só selecionar o idioma português localizado abaixo do formulário. Depois de preenche-lo, digite com letras minúsculas as duas palavras de segurança (no re-Captcha) e clique em "Submit Event". Pronto! Seu evento já aparecerá devidamente registrado no site.
Você receberá do Webmaster da WSW um e-mail de confirmação do registro com o Login e Password para fazer atualizações.

Se a sua instituição tiver uma página na internet não esqueça de coloca-la em " Event Web Address" . O site da Semana Mundial do espaço é uma excelente vitrine para o mundo.

Para ver os eventos já registrados acesse: http://www.worldspaceweek.org/wsw/index.php?option=com_content&view=article&catid=7:basics&id=97:events&whichYear=2012&Itemid=135

Para fazer download do poster com o tema 2012 (arte e texto) acesse: http://www.worldspaceweek.org/wsw/images/2012Poster/wsw_poster_with%20text.jpg

Para criar um texto exclusivo da sua instituição a partir da imagem tema da Semana Mundial do Espaço 2012, faça o download do poster sem texto em:
http://www.worldspaceweek.org/wsw/images/2012Poster/wsw_poster_no%20textb.jpg



Promova a Educação Científica!
Promova a Exploração do Espaço e a Astronomia!
Promova a sua atividade e a sua instituição para o mundo!
Participe e divulgue a Semana Mundial do Espaço - 4 a 10 de Outubro de 2012.


Grande abraço a todos e excelentes atividades!