domingo, 1 de dezembro de 2013

O Almanaque Astronômico Brasileiro de 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG - REA/Brasil - AWB

Nobres amigos (as)!

Novamente tenho a alegria de informar-lhes que já se encontra disponível para download na Home Page do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais - CEAMIG, o "Almanaque Astronômico - 2014".

O endereço é:

Aproveito a oportunidade para novamente agradecer as manifestações recebidas pelas edições anteriormente publicadas, bem como agradecer as sugestões recebidas e o carinho com que a ANRA (Associação Norte Riograndense de Astronomia) acolheu a mais esta publicação, bem como também as comemorações de seus 10 anos de circulação, isto durante a realização do XIII EANE, ocorrido em Natal-RN entre 30/05 a 01/06/2013. É importante informar também que algumas sugestões ali mencionadas foram inseridas, outras (ainda) encontra-se em fase de estudos para implantação.

Funcionando sempre como um valioso canal de divulgação dessas efemérides e informações, as notas mensalmente postadas no blog Sky and Observers (http://skyandobservers.blogspot.com/) fulcro as informações dessas efemérides, vem atuando como um elo valioso para consultas e complementação dos elementos deste Almanaque Astronômico que agora está disponível. Assim nele as frequentes consultas para os fenômenos visíveis além das fronteiras do Brasil, ganharam o contorno americano e ruma para uma contemplação maior dos que também tenham visibilidade nos demais continentes; muito embora não sejam todos os fenômenos abordados, mas não deixarão de ser mencionados de alguma forma. 

Chamo a atenção dos demais observadores para os seguintes fenômenos que teremos a oportunidade de acompanhar em 2014:

a) Ocultações:

a.1) - Ocultações de Saturno pela Lua que ocorrerão em: 25/01; 21/03/; 17/04; 08/07 e 31/08.
a.2) - Ocultação de Marte pela Lua que ocorrerá em 06/07.

Nota (1)

Não menos importante, mas que devemos ressaltar de alguma forma os seguintes eventos:
(N-1.A) - Ocultação de Ain pela Lua em 12/01;
(N-1.B) - Ocultações de lambda Virginis em 16/04 e 09/06; 
(N-1-C) - Ocultação de Acubens em 06/05;
(N-1-D) - Ocultação de Hyadum II em 12/10.

b) Asteroides:

Dentre os diversos asteroides cujas respectivas condições observacionais serão favoráveis nas oposições, destaca-se as seguintes:

b.1) - Oposição de (51) Nemausa em 02/01; mag. 10.4,
b.2) - Oposição de (18) Melpomene em 28/01; mag. 9.3,
b.3) - Oposição de (24) Themis em 13/03; mag. 10.6,
b.4) - Oposição de (65) Cybele em 15/05; mag. 10.8,
b.5) - Oposição de ( 9) Metis em 16/05; mag. 9.6,
b.6) - Oposição de (45) Eugenia em 20/05; mag. 10.7;
b.7) - Oposição de (22) Kalliope em 12/06; mag. 10.8;
b.8) - Oposição de (29) Amphitrite em 24/06; mag. 9.4, e
b.9) - Oposição de (46) Hestia em 31/10; mag. 10.5.

c) Cometas:

Em paridade as condições observacionais com que são analisadas os asteroides, os cometas cujo periélio dar-se-ão este ano, são apresentadas as efemérides cuja magnitude esteja dentro do limite observacional dos instrumentos óticos (binóculos, lunetas e telescópios) de pequeno e médio porte. Assim (após a colaboração sempre valiosa do observador Alexandre Amorim de Florianópolis, SC-Brasil) as expectativas são:

c.1) - C/2012 X1 LINEAR, em 21 fevereiro,  
c.2) - 209P/ LINEAR, em 06 abril, 
c.3) - C/2012 K1 Pan-STARRS, em 27 agosto,
c.4) - 289P/Blampain, em 28 agosto,e finalmente:
c.5) - C/2013 A1 Siding Spring, em 26 outubro.

d) Eclipses:

Em 2014 teremos a oportunidade de acompanhar 02 (dois) eclipse totais da Lua, em 15 de abril e 08 de outubro; embora na América do Sul eles sejam visíveis somente na primeira parte do evento, encontra-se a disposição para consultas os instantes de imersão e emersão das principais crateras lunares, bem como ainda a Escala de Escala de Brilho de Danjon para avaliação por partes dos observadores.

Nesta presente edição, e importante mencionar a excepcional fotografia de M42 de Victor Brasil que ilustra essa capa, escolhida entre os associados(das) do CEAMIG como a mais bela das incluídas no Blog do Grupo de Aquisição de Imagens; a diagramação foi realizada por Euller Monteiro sendo que, a todos os partícipes daquela equipe deixo registrada a minha gratidão.  

Espero que a publicação seja novamente útil e que, contando sempre com a colaboração de todos(as) que fazem da astronomia uma festa, disseminem essas efemérides no âmbito de suas respectivas associações, clubes, grupos, núcleos, observatórios e planetários; locais onde a ciência astronômica e sua prática observacional é uma constante.

Por oportuno, aproveitando a época para desejar a todos os amigos(as), votos de boas festas e um profícuo ano de 2014 cheio de muita saúde, paz, harmonia e prosperidade.

Um grande abraço!

O céu do mês – Dezembro 2013

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Macte animo generose puer sic itur ad astra! (Coragem, pois é assim que se chega aos astros), pois os observadores do céu ainda terão bastante trabalho observacional a realizar antes da finalização deste ano; que o diga o C/2012 S1 ISON em seu periélio nestes últimos dias. Como ele está agora? Qual é o futuro celeste deste cometa cujas magnitudes propiciaram capturas fotografias nos primeiros instantes do dia? Não deixe de acompanhar esse incrível cometa. Novamente o gigante gasoso Júpiter será um dos principais astros que acompanhará por quase toda a noite nossas jornadas observacionais; muito embora as ocorrências de ocultações do planeta Saturno ao início e ao término deste mês, somente serão visíveis nas regiões austrais do planeta.  A lua novamente proporcionará aos observadores de ocultações lunares as possibilidades de registros de Rho Sagittari (mag. 3.9) em 05/12; Dabih Major (mag. 3.1) em 06/12 e Ain (mag. 3.5) na noite de 15 para 16 de dezembro. Também a estrela lambda Geminorum (mag. 3.6) em 19/12 poderá ser registrada, sendo que as brilhantes Spica (mag. 1.0) em 27/12 e Zubenelgenubi (alpha Lib) de magnitude 2.8 em 28/12 finalizarão essa janela observacional neste período. Não nos esqueçamos que também que o solstício marcará o início do verão no hemisfério sul.  É também digno de menção que, encontrar-se-á disponível para download gratuito o “Almanaque Astronômico Brasileiro – 2014 (http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf)”, uma ferramenta extremamente valiosa que poderá ser utilizada livremente para balizar o planejamento observacional dos observadores. Como a finalização de um ciclo e bastante importante para o mundo moderno, talvez seja oportuno novamente buscar a genialidade do astrônomo francês Niçolas-Louis La Caille, (15/05/1713 – 21/03/1762) que buscou nas ciências e artes já no início da segunda metade do século XVIII, um forno químico, introduzindo em sua catalogação a constelação Fornax. Eu creio que muitos observadores apreciarão conhecer mais detalhadamente essa constelação.

As ocultações de estrelas brilhantes pela Lua neste Mês

Rho Sagittarii.

Em 05 de dezembro, a Lua +10% iluminada e com a elongação solar de 36°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9. Esse evento poderá ser observado numa grande extensão da Europa Oriental e Ásia Central de acordo com o mapa apresentado na figura 2. 

Dabih Major (beta Capricorni).

Em 06 de dezembro, a Lua +18% iluminada e com a elongação solar de 90°, ocultará a estrela Dabih Major (beta Capricorni). Esse evento poderá ser observado na Ásia Ocidental e Oriente Médio de acordo com o mapa apresentado na figura 3.

Ain (epsilon Tauri).

Em 15 de dezembro, a Lua + 98% iluminada e com uma elongação de 164°, ocultará a estrela Ain (epsilon Tauri) de magnitude 3.5. Esse evento poderá ser observado da África e do continente sul americano. Veja maiores informações em sobre as circunstâncias de visibilidade nas diversas regiões em: http://skyandobservers.blogspot.com.br/2013/12/a-ocultacao-de-ain-pela-lua-em-1516-de.html

Lambda Geminorum.

Em 19 de novembro, a Lua -96% iluminada e com a elongação solar de 158°, ocultará a estrela Lambda Geminorum. Esse evento poderá ser observado no norte do Canadá, Alaska e noroeste da Ásia de acordo com o mapa apresentado na figura 4.

Spica (alfa Virginis)

Em 27 de dezembro, a Lua -34% iluminada e com a elongação solar de 71°, ocultará a estrela Spica de magnitude 1.0. Esse evento poderá ser observado em uma grande extensão da Península Escandinava e nordeste da Ásia de acordo com o mapa apresentado na figura 5 (abaixo).

Zubenelgenubi (alfa Librae)

Em 28 de dezembro, a Lua -19% iluminada e com a elongação solar de 52°, ocultará a estrela Zubenelgenubi (alpha Librae) de magnitude 2.8. Esse evento terá uma boa visibilidade nas ilhas americanas do Hawaii no oceano Pacífico de acordo com o mapa apresentado na figura 6 (abaixo).

Planetas!

Mercúrio = Este planeta encontra-se na constelação de Libra até o dia 06 próximo, quando então de 07 até 10/12 estará cruzando a constelação de Escorpião, chegando então á constelação de Ophiuchus permanecendo ali até o dia 22. Já em 23 de dezembro, ingressa na constelação de Sagittarius permanecendo ali até 11 de janeiro.  Já na segunda quinzena deste mês com suas observações praticamente impossibilitadas, em 21 de dezembro ele estará no afélio quando sua distância ao Sol chegará a 0.46670 ua. Em 29 de dezembro então ele estará em sua conjunção superior encontrando-se a 1.7° do Sol.

Vênus = Neste mês o planeta Vênus começará a despedir-se do céu vespertino, entretanto a magnitude de -4.8 que ele já se encontra desde o dia 25 do último mês, então o seu brilho fará com que ele seja o 3° objeto mais brilhante do céu, sendo possível observar através de telescópios acima de 150mm de abertura ótica a diminuição gradativa de sua fase. 

Lua = As fases lunares este mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal (UT = - 03:00h,  fuso horário de Brasília) de acordo com a figura 7:

A ocorrência das apsides (Perigeu e Apogeu) lunares dar-se-á neste mês na seguinte seqüência: Perigeu em 04/12 às 10:16 (UT), quando a Lua chegará a distância de 360.063 km do centro da Terra, e seu Apogeu em 19/12 às 23:50 (UT), quando a Lua estará a 406.267  do centro de nosso planeta.

Marte = O planeta Marte se encontra na constelação de Virgo desde o dia 25 último. Mas na da medida em que suas elongações ganham aumento e sua magnitude vai começando a despertar a atenção dos observadores que esperam boas janelas observacionais nesta próxima oposição. Em 21 de dezembro sua magnitude já tornar-se-á menor que 1.0 chegando ao último dia deste mês com 0.8.

Júpiter = Júpiter estará roubando a cena celeste neste mês, da mesma forma que Vênus o fez no último bimestre. Suas magnitudes aliadas ao aumento constante de seu diâmetro, são os responsáveis por essa atenção uma vez que muito próximos de sua oposição a correr em 05 de janeiro, ele propiciará ainda neste período uma ocasião bastante promissora a observação de suas faixas equatoriais. Mas a Grande Mancha Vermelha, uma das características visíveis na atmosfera de Júpiter e conhecidas dos astrônomos, cujas primeiras observações datam do século XVII. Suas elongações serão de 139.3° em 01/12, com uma magnitude estimada em -2.5, chegando então ao último dia do ano deste ano com magnitude de -2.6 e elongação já de 173.2°. Com certeza a constelação de Gemini é o cenário ideal para as observações em torno desse gigante gasoso. 

Novamente a tabela 2 abaixo, informa as respectivas magnitudes para o início, meio e término do mês às 00:00 (TU) dos satélites galileanos.

Saturno = Passada a conjunção com o Sol que ocorreu novembro último, lentamente o planeta Saturno está aumentando sua elongação, mas ainda estaremos impossibilitados de buscar uma observação mais efetiva do disco desse planeta e seus anéis respectivamente, a não ser que estejamos apontando nossos telescópios para a linha do nascer. Suas elongações para esse período são: 01/12 = 21.9° de elongação; 15/12 = 34.5° de elongação e 31/12 = 49.2°; já a magnitude para todo esse período e estimada em 1.3 quando podemos visualizar na constelação de Libra.
  
Urano = Urano está visível na primeira parte da noite e este mês seu movimento orbital fará com que seu disco planetário seja localizado na constelação de Pisces até o dia 12 de dezembro; em 13 de dezembro estando com as coordenadas: AR: 00h 31m 57.81s e DECL: +02° 41 22.1” (J2000.0) ele adentra os limites da constelação de Cetus; Ele ainda em 15/12 atinge a sua declinação máxima sul, sendo que já em 17/12 encontrar-se-á estacionário obtendo movimento orbital prógrado em relação a eclíptica, retornando a constelação de Pisces em 20/12. Suas elongações e magnitudes para este período são: 01/12 = 119.7° e magnitude 5.7 e 31/12 = 89.2° e magnitude 5.8, os reportes de observadores afastados dos grandes centros urbanos (e consequentemente) longe da forte influência da poluição luminosa, faz do planeta Urano um alvo fácil até para binóculos 7 x 50mm.

Netuno = Ainda é possível observar Netuno após a finalização de toda a fase crepuscular vespertina. Muito embora suas elongações estejam diminuindo gradativamente pode ser localizado na constelação de Aquarius com a magnitude 7.9. Suas elongações para esse período são: 83.7° em 01/12 e 53.7° em 31/12.  

Ceres, Vesta e Plutão = As elongações do planeta anão (1) Ceres já possibilitam as tentativas observacionais, pois sua magnitude (estimada em 8.5 em 31/12) já deixa dentro do limite observacional de instrumentos de pequeno e médio porte; então ele então poderá ser buscando na constelação de Virgo; entretanto a surpresa naquela área do céu é o brilhante asteroide (4) Vesta, que em 24/12 estará com magnitude de 7.8 também na constelação de Virgo e muito próximos no campo na região onde encontraremos (1) Ceres. Entretanto (134340) Plutão estará muito próximo ao Sol. 

Asteroides = Diante das informações sobre o asteroide (4) Vesta acima citadas, é importante mencionar também a facilidade de observações de (2) Pallas com magnitude 8.4 na constelação da Hydra neste período; mas chamo a atenção para a ocultação do asteroide (51) Nemausa de 166 km em 30 de dezembro, quando ocorrerá a ocultação da estrela 2UCAC 33898884, de magnitude 12,4 na constelação de Monoceros propícia para os observadores localizados ao longo de uma estreita faixa apresentada na figura 8.

CONSTELAÇÃO:

Fornax

A genialidade do astrônomo francês Niçolas-Louis La Caille, em buscar nas ciências e nas artes uma interpretação para as constelações da esfera celeste o levou a introduzir o forno químico. Fornax irá mostrar de forma significativa o quanto essa analogia e correta. Localizada entre as constelações Sculptor e Eridanus, contém estrelas de pouca magnitude, sendo alfa Fornacis (mag. 3.8 e tipo espectral F8V) um par binário, medida pela primeira vez por John Herschel em 1835. Enquanto isso beta Fornacis, terá somente a magnitude de 4.4 e Nu Fornacis a magnitude de 4.6 e tipo espectral B9.5 conforme podemos visualizar pela figura 9.

O Aglomerado de Galáxias Fornax

Uma das melhores surpresas existentes nesta constelação, talvez sejam os objetos localizados por um retângulo verde na figura 9 acima. Este é um compacto grupo de 18 galáxias, localizadas na fronteira das constelações de Eridanus e Fornax (figura 10 e tabela 3) próximo as coordenadas 3h 37m, -35° 30m (J.2000.0). Se fizer o emprego de uma ocular um campo em 1° centrado nesta posição (assinalado no desenho por um círculo vermelho da figura 9, expandido na figura 10), será possível observar nove galáxias de uma só vez (figura 11). Estas nove galáxias estão destacadas em negrito na lista de objetos abaixo listados na tabela 3, mas vale lembrar que os NGC 1386, 1389 e 1437 aqui inseridos já se encontram no interior da constelação de Eridanus:

A galáxia mais brilhante do grupo Fornax, A NGC 1316 é um objeto de magnitude 8.5, que parece ser uma elíptica ou galáxia S0, embora esteja listado no Catálogo Shapley - Ames como uma espiral de classificação incerta.


No “Atlas of Southern Galaxies” (Atlas de Galáxias Austrais) (Córdoba, 1968) NGC 1316 é referida como “um objeto esferoidal de distribuição suave e brilho de elipticidade E2.5. Uma cadeia de glóbulos escuros simetricamente alinhados com o respectivo núcleo produz uma absorção menor que 0.05 magnitude da magnitude total fotográfica, cujo valor revisto é 9,56. O diâmetro máximo destas nuvens de material turvo é 10" de arco. Usando técnicas fotográficas especiais, H. Arp detectou extensões fracas deste objeto, cuja estrutura está relacionada com a distribuição de rádio... "As observações dão um módulo à distância em cerca de 31 magnitudes para a Galáxia, correspondente a uma distância de 17 megaparsecs ou cerca de 55 milhões anos-luz. A galáxia companheira, NGC 1317, situada 6' para o norte, é uma espiral bastante cerrada com um centro muito luminoso, é muito provavelmente um pouco mais distante do que NGC 1316.

A segunda em brilho no Aglomerado Fornax é um sistema praticamente esférico NGC 1399, a galáxia E0 de magnitude 9.6, com um pequeno núcleo brilhante. A mais fraca elíptica NGC 1404 encontra-se no mesmo campo, 8’  para o sul.

Terceira em brilho no grupo é a maravilhosa espiral barrada NGC 1365, provavelmente o melhor objeto de seu tipo no céu do sul. A barra central brilhante, medindo cerca de 31’ de comprimento, tem uma extensão real de cerca de 45.000 anos-luz, enquanto as longas e tênues curvas dos braços espirais varrem para distâncias ainda maiores em ambas as extremidades da barra. Com uma calculada magnitude absoluta de cerca de -20, esta é uma das mais luminosas de todas as espirais barradas conhecidas, uma supernova foi registrada no sistema em 1957 (Média do Red-shift do Aglomerado de Galáxias Fornax = 1.738 quilômetros por segundo).

O Sistema Fornax

Além dos membros do Aglomerado de Galáxias Fornax, a constelação também contém uma galáxia muito peculiar chamada de "Sistema de Fornax", um exemplo de aberração de galáxia do tipo que pode realmente ser bastante comum no Universo, mas quase impossível para detectar a distâncias além do Grupo local. Outro objeto semelhante foi descoberto em Escultor, e é chamado de "Sistema Escultor", ambos foram descobertos em Harvard em 1938.

Esses objetos são enxames esféricos de estrelas muito fracas, que se assemelham aos nossos próprios aglomerados globulares, exceto pela grande diferença de tamanho, brilho e densidade. O Sistema de Fornax, por exemplo, é cerca de 50 vezes o tamanho do maior aglomerado globular, mas ainda está muito além do alcance de qualquer telescópio amador por causa de sua baixíssima densidade e estrutura aberta. Mesmo com instrumentos poderosos isto foi detectado pela primeira vez como um mero ponto nebuloso no negativo, assemelhando-se uma imperfeição na placa ao invés da verdadeira imagem de um objeto celestial real. As estrelas individualmente mais brilhantes eram apenas de 19ª magnitude! O contorno do sistema é eclíptico, orientado NE-SW, com um diâmetro maior em cerca de um grau. A distribuição das estrelas é muito uniforme, sem condensação nuclear e nebulosidade. Cinco fracos aglomerados globulares, no entanto, parecem ser os membros do sistema.

A mais brilhante delas é NGC 1049, com uma magnitude visual aparente de 8.1 e dimensões:  17.0'x 12.0' é o objeto mais brilhante no centro da figura 9. Os outros quatro objetos globulares do Sistema de Fornax têm magnitudes aparentes de 13,7, 13,9, 14,1 e 16,6. Um estudo destes aglomerados leva a uma grande distância da espiral M31 Andrômeda seu grupo de cinco aglomerados globulares pode ser detectada, mas a própria Galáxia não seria visto no todo!

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- __________ - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.


- Burnham, Robert Jr. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0,  pp. 2138 – Inc. New York – USA, 1978.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 19/02/2013.

- http://www.lunar-occultations.com/iota/bstar/bstar.htm - Acesso em 08 outubro 2013.

- http://www.asteroidoccultation.com/ - Acesso em 14 outubro 2013.

- http://www.cbat.eps.harvard.edu/iauc/03400/03480.html - Acesso em 19 Agosto 2013.
- Dunham, E.W. et al. “Results from the Occultation of 14 Piscium by (51) Nemausa”, Astronomical Journal 89: 1755-1758, 1984.



A ocultação de Ain pela Lua em 15/16 de dezembro 2013!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Na noite de 15 para 16 de dezembro próximo, a Lua + 98% iluminada e com uma elongação de 164°, ocultará a estrela Ain (epsilon Tauri) de magnitude 3.5 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão da África e América do Sul. 

Observadores localizados em grande parte da África (Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Gana, Mauritânia, Nigéria, Ruanda, Senegal, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Uganda e Zâmbia) e América do Sul, (Brasil), poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1 e 2 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e Reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange além da África e América do Sul, englobando localidades situadas nos oceanos índico e atlântico. 

Ain (Oculus Borealis)

Epsilon Tauri é uma estrela gigante laranja com a classificação estelar K0III. Ela tem uma magnitude visual aparente de 3,5 estando cerca de 147 anos-luz de distância. Como sua localização próxima da eclíptica, ocasionalmente é oculta pelo disco Lunar e, raramente, por planetas. 

Ain possui uma companheira de magnitude 11 localizada 182 segundo de arco da primária. A estrela tem o nome apropriado Ain e Oculus Borealis, que significam "o olho”, sendo uma das estrelas componentes do imenso aglomerado aberto das Hyades (Mel 25). A sua idade é estimada em cerca de 790 milhões de anos. 

Em 07 de fevereiro de 2007, foi descoberto em órbita dessa estrela um grande planeta extrasolar detectado através do método de velocidade radial. Identificado como "eps Tau b", ele foi o primeiro planeta descoberto em um aglomerado aberto sendo ainda o único exoplaneta (planeta extrasolar) conhecido na região das Hyades.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

-  Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.


- http://exoplanet.eu/catalog/eps_tau_b/ - Acesso em 07 outubro 2013.

- http://messier.seds.org/xtra/ngc/hyades.html - Acesso em 07 outubro 2013.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.11 (David Herald - IOTA) - acesso em 07/10/2013.

O asteroide (19) Fortuna em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 08 de janeiro próximo, o asteroide Fortuna estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.485), quando então sua magnitude chegará a 9.6, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte, lunetas e telescópios. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 19 Fortuna foi descoberto em 22 de agosto de 1892 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. Seu nome é alusão a uma das mais poderosas divindades dos antigos, a deusa da fortuna. (Mourão, 1987).

Bibliografia:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 17 junho 2013.

O asteroide (51) Nemausa em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 03 de janeiro próximo, o asteroide Nemausa estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.038), quando então sua magnitude chegará a 10.4, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 51 Nemausa foi descoberto em 22 de janeiro de 1858 pelo notável aluno da escola de Marselha, A. Laurent que observava no Observatório particular de Benjamin Valz, em Nîmes. Seu nome e uma homenagem à cidade e a fonte dedicada ao deus Nemausus. Forma feminina de Nemausum, nome latino de Nîmes, cidade onde foi descoberto. (Mourão, 1987).

Em 1939 (51) Nemausa foi selecionado por Bengt Strömgren (1908 - 1987) do observatório de Copenhagen com o objetivo de melhorar os catálogos fundamentais das estrelas; uma das ocultações favoráveis para a determinação de curva de luz, tamanho e forma foi à ocorrida em 11 de setembro de 1983, quando então (51) Nemausa ocultou a estrela 14 Piscium, visível numa faixa densamente povoada dos Estados Unidos de modo que um perfil detalhado pode então ser determinado; entretanto não foi observada nenhuma ocultação secundária nesta oportunidade.

Bibliografia:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987,  914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.


- Dunham, E.W. et al. “Results from the Occultation of 14 Piscium by (51) Nemausa”, Astronomical Journal 89: 1755-1758, 1984.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 18 junho 2013.

O asteroide (11) Parthenope em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 11 de janeiro próximo, o asteroide Parthenope estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.773), quando então sua magnitude chegará a 9.9, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte, lunetas e telescópios. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 11 Parthenope foi descoberto em 11 de maio de 1850 pelo astrônomo italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. (Mourão, 1987).

Bibliografia:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 17 junho 2013.


Poluição luminosa, o desperdício de energia que estraga a beleza do céu noturno

Guilherme de Almeida 
guilhermedealmeida@clix.pt
APAA – REA/Portugal

Poucas pessoas ouviram falar na poluição luminosa, mas esta apresenta inconvenientes de vária ordem que atingem o cidadão no bolso, no descanso e na qualidade de vida. Poderiam poupar-se 40 por cento dos custos energéticos se a luz fosse doseada e orientada para onde e quando interessa.

O que é a poluição luminosa?

A poluição luminosa (PL) é o efeito produzido pela luz exterior mal direcionada, que é dirigida para cima, ou para os lados, em vez de iluminar o solo e as áreas pretendidas. Na maioria dos casos resulta de candeeiros e projetores de conceção inadequada ou instalação incorreta, que emitem luz para além do seu alvo, sem qualquer efeito útil. Muitas vezes até emitem luz para as nuvens. E essa luz também se paga. Muitas pessoas, para conseguirem dormir, têm de fechar os estores porque o candeeiro da rua faz entrar luz pela janela, mesmo quando esta fica acima desse candeeiro!

No caso da iluminação pública sabemos que são os cidadãos que pagam a conta da energia desperdiçada. Há quem diga que a poluição luminosa é inevitável, constituindo um indicador de progresso e modernidade, mas isso não é verdade. Ela é o resultado do mau planeamento dos sistemas de iluminação, não da necessidade de iluminação, em si, cuja utilidade não discutimos. As consequências desse imenso desperdício têm ainda outros custos indiretos: parte dessa energia provém de centrais térmicas, elas mesmas poluidoras do ambiente, que assim têm de consumir mais recursos, lançando mais dióxido de carbono na atmosfera, o que agrava o aquecimento global.

O que fazer para melhorar a situação? 

Não sugerimos apagar as luzes nem andar às escuras. É possível otimizar a iluminação pública mantendo, apesar disso, bons níveis de iluminação no solo: onde interessa. Existem luminárias concebidas de raiz para minimizar a poluição luminosa.

Para mudar o estado actual da iluminação caótica é preciso que os cidadãos protestem e que os municípios escolham equipamentos de iluminação adequados. Uma lâmpada mais eficiente e de luz bem direcionada (veja-se a figura) consegue produzir o mesmo nível de iluminação, consumindo muito menos. Economizar 40% não é irrelevante: são milhões de euros anuais.

A figura mostra a emissão de luz de diversos tipos de candeeiros (luminárias), onde o modelo A é o pior e C é o melhor. O feixe luminoso ótimo é o da ÁREA 1. O feixe indicado na ÁREA 2 é incómodo e sem iluminação relevante; A iluminação nas ÁREAS 3 e 4 é inadmissível. Na verdade, os feixes luminosos nas áreas 2, 3 e 4 deveriam ser redirecionados, por reflexão (e refração), para dentro da área ótima 1.

Como avaliar a poluição luminosa num local

Um bom indicador da poluição luminosa num local é a abundância de estrelas visíveis a olho nu. Quanto mais estrelas forem vistas, menor será a poluição luminosa. Muitos jovens já não reconhecem as estrelas e constelações. Se nada for feito, a tendência, será para piorar as coisas. É preciso sensibilizar a opinião pública para os efeitos prejudiciais da poluição luminosa na beleza do céu noturno, que é um património da Humanidade e uma das maiores maravilhas que podemos contemplar.

Texto, esquema e fotografia de Guilherme de Almeida

Para saber mais:

Guilherme de Almeida – “O Céu nas Pontas dos Dedos”, 1.ª Edição, Plátano Editora, 2013.
(pack livro+planisfério celeste multifuncional)
Guilherme de Almeida e Pedro Ré — “Observar o Céu Profundo” (Cap. 3), Plátano Editora, 2.ª Edição, Lisboa, 2003.


Guilherme de Almeida, nasceu em 1950. É licenciado em Física pela Faculdade de Ciências de Lisboa e foi professor desta disciplina, tendo incluído Astronomia na sua formação universitária. Realizou mais de 80 palestras e comunicações sobre Astronomia, observações astronómicas e Física, em escolas, universidades e no Observatório Astronómico de Lisboa. Utiliza telescópios mas defende a primazia do conhecimento do céu a olho nu antes da utilização de instrumentos de observação.

Escreveu mais de 90 artigos de Astronomia e Física. É autor de oito livros: Sistema Internacional de Unidades; Itens e Problemas de Física–Mecânica (co-autor); Introdução à Astronomia e às Observações Astronómicas (co-autor); Roteiro do Céu; Observar o Céu Profundo (co-autor); Telescópios; Galileu Galilei; O Céu nas Pontas dos Dedos. A obra Roteiro do Céu foi publicada em inglês, sob o título “Navigating the Night Sky (Springer Verlag–London). O livro Galileu Galilei também está publicado em castelhano e catalão.

Brasil celebra o Dia Nacional da Astronomia

Nelson  Travnik
nelson-travnik@hotmail.com
OAP - SAF

Os discípulos de Urânia, a Musa da Astronomia, estarão festejando nesta segunda-feira, 2 de dezembro, o Dia Nacional da Astronomia. Ele foi instituído após o 2º Encontro de Astronomia do Nordeste celebrado de 30 de junho a 3 de julho de 1978 em Recife, PE, quando os astrônomos presentes aprovaram por unanimidade o título de “Patrono da Astronomia Brasileira” a D. Pedro II (1825-1891). Foram muitas as razões da escolha. Além de astrônomo amador, modernizou o Imperial Observatório do Rio de Janeiro criado pelo seu pai D. Pedro I, contratando astrônomos europeus de renome para aqui trabalhar.  A partir da escolha a efeméride ganhou força e a data passou a celebrar o Dia Nacional da Astronomia, o Dia do Astrônomo.

Porque Astronomia?

Nossa origem como nosso destino sempre estiveram ligado aos astros e é natural portanto que a observação do céu seja uma forma de encontro com nossa história interior, uma experiência de transformação e ampliação da consciência. Quando quedamos maravilhados ante a grandiosidade das pirâmides do Egito, de Kukulcán no México ou dos monumentos megalíticos de Stonehenge na Inglaterra, devemos lembrar que eles foram construídos segundo conhecimentos astronômicos daqueles povos.  Aliada a física e a matemática, foi ela que estabeleceu os parâmetros da teoria atômica ao estudar o interior das estrelas. Geradora de ciência e tecnologia, dela nasceu a Astronáutica que permite a humanidade desfrutar dos progressos e conquistas na área das comunicações, previsões meteorológicas, posicionamento global, experiências genéticas dos alimentos, experiências laboratoriais na medicina e um sem número de outras aplicações. Diante da dependência cada vez maior dessas tecnologias realizadas no espaço, podemos afirmar que não há futuro para um país que não investir em Astronomia e Ciência Espacial. E tudo começa nos bancos escolares. Mesmo conhecendo as noções mais elementares, é importante que os alunos  não somente aprendam o que está no currículo escolar como e, principalmente, percebam a relação estreita da Astronomia com as conquistas espaciais, com a sociedade, com outras ciências, com a moderna tecnologia e com isto compreender e avaliar o que os meios de comunicação mostram em nosso dia-a-dia. E assim estar aptos a responder  algumas das perguntas que mais aguçam a mente humana: De onde vim ? O que sou ? Onde estou ? Para onde vou ?

Nelson Travnik, astrônomo e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

Campaña de la Sección Interplanetaria - Meteoros y Bólidos de La LIADA - Diciembre 2013

Las Gemínidas

Una de las lluvias de meteoros más interesantes del año son  las Gemínidas, visibles en la constelación Géminis luego de la medianoche en el hemisferio sur, la zona del cielo donde este año se encuentra el planeta Júpiter. Esta fabulosa lluvia de meteoros tiene una actividad que se prolonga del 7 al 17 de diciembre, siendo en fecha 14 el máximo, que es cuando se podrían observar hasta 120 meteoros por hora, en condiciones favorables.

Las Gemínidas son un espectáculo de los cielos del sur. Las primeras "Gemínidas" fueron vistas en 1862, sorprendiendo a los observadores del cielo. Regularmente, las “lluvias de estrellas fugaces” resultan de fragmentos desprendidos de un cometa cuando éste pasa cerca del Sol y quedan en el espacio siguiendo la trayectoria del propio cometa. Luego, cuando la Tierra cruza la zona en que se encuentran estos restos, muchos de ellos penetran en la atmósfera convirtiéndose en lo que popularmente llamamos “estrellas fugaces”.
Los astrónomos trataron de localizar el cometa responsable, pero la búsqueda resultó infructuosa durante más de un siglo hasta que en el año 1983, el Satélite Infrarrojo de Astronomía de la NASA (IRAS, por sus siglas en inglés) detectó un cuerpo de varios kilómetros de diámetro que se movía en la misma órbita que las "Gemínidas". Los científicos lo llamaron 3200 Phaetón. El asteroide 1983 TB Phaeton es el cuerpo que da origen a esta lluvia, asteroide que posee todas las características de ser un núcleo cometario extinto. 
Debido a las perturbaciones del planeta Júpiter sobre el 2010 el enjambre dejó de interceptar la órbita terrestre,  por  lo  que  el núcleo del enjambre mucho más denso y que proporciona las altas tasas horarias mencionadas dejará de observarse sobre el año 2020. Una prueba que demuestra que los cometas periódicos al quedar inactivos, se asemejan a núcleos asteroidales como el 1983 TB Phaeton que está catalogado como uno potencialmente peligroso, que roza la órbita de la Tierra, a una distancia sólo 8 veces mayor que la de la Luna.
La radiante de las Gemínidas de diciembre es:  AR = 112º,  DEC = +33º  y su THZ es de 120 meteoros, siendo el máximo el 14 del mes. 

GEMÍNIDAS

Existen las denominadas lluvias menores de meteoros, en diciembre hay una importante cantidad de ellas y a modo de información las mencionamos:

Las Chi Oriónidas Norte y Sur (XOR) en la constelación Orión que son dos ramas de una corriente meteórica de escasa actividad, se prolongan del 26 de noviembre al 15 de diciembre siendo su máximo el 2 de diciembre que raramente supera los 3 meteoros por hora, pero que suelen ser bólidos con estelas muy persistentes.

El complejo de las Púpidas-Vélidas en las constelaciones Popa y Vela constituyen un entramado de radiantes que proporcionan 10 meteoros por hora la fecha del máximo que es el 7 de diciembre, la lluvia se activa entre el 1 al 15 de diciembre.

Las Phoenícidas (PHO) en la constelación Phoenix o Fénix es otro radiante que suele tener incrementos de actividad inesperados como lo ocurrido en 1956 con 100 meteoros por hora. Su actividad se da del 28 de noviembre al 9 de diciembre. Está relacionado al cometa Blanpain, y todos los años ha proporcionado unos 5 meteoros por hora su fecha de máxima actividad que es el 6 de diciembre.

Las Monocerótidas (MON) todos los años con no más de 3 meteoros por hora con algunos bólidos asociados, del 27 de noviembre al 17 de diciembre con su máximo en fecha 9. Este radiante está relacionado al cometa Mellish 1917.

Las Sigma Hídridas (HYD) es otro radiante medianamente activo en diciembre con 2 a 5 meteoros por hora la fecha del máximo que es el 12 de diciembre, la lluvia se prolonga del 3 al 15 de diciembre. Son meteoros rápidos y con estelas persistentes.

Una corriente muy activa en el Hemisferio Norte son las Coma Berenícidas (COM) en la constelación Coma Berenices o Cabellera de Berenice, que tiene un máximo de 10 meteoros por hora el 22 de diciembre, aunque su actividad se mantiene entre el 12 de diciembre y el 23 de enero. Presenta meteoros rápidos y con estelas, que están emparentados con el cometa Lowe 1913, las primeras detecciones de este radiante las realizaron miembros de la Sociedad de observadores de meteoros y cometas de España (SOMYCE) junto a otros grupos de Europa a mediados de la década de 1980.

Para concluir el año tenemos a las Úrsidas (URS) en la constelación de la Osa Mayor también para el hemisferio norte: un radiante redescubierto por miembros de SOMYCE el año 1986, pudiendo observar 110 meteoros por hora en el máximo el 22 de diciembre de ese año, estallido que luego bajó los siguientes años hasta llegar en la actualidad a cerca a 10 meteoros por hora. Su actividad se extiende del 17 al 26 de diciembre.

De esta manera finalizamos la campaña  de observación de meteoros para la gestión 2013. Estamos a su disposición para cualquier consulta.

Cielos Claros para todos.

Pável Balderas Espinoza  
Coordinador General 
Sección Materia Interplanetaria
pavelba@hotmail.com
Tarija-Bolivia

Dr. Josep M. Trigo
Co-Coordinador
Sección Materia Interplanetaria
trigo@ieec.uab.es
Barcelona-España

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O céu do mês – Novembro 2013

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Esta época certamente estará marcada por um longo período na memória da maioria dos apreciadores do céu. Logo em seu início a ocorrência do eclipse no dia 03 próximo fará com que os clubes de astronomia, planetários e observatórios tenham uma movimentação maior em torno da ocorrência deste fenômeno, mesmo que a linha central de sua totalidade esteja cortando vasta região do território africano. É que venha o cometa ISON! Visto que sua passagem pelas cercanias do sistema solar interior está cercada de expectativas inúmeras. Será visível a luz diurna? Quem poderá registrar de algum modo sua conjunção com o cometa 2P/Encke? É bastante oportuna as considerações reportadas pelo observador Alexandre Amorim. Ele chega também num momento muito especial em que o brasileiro Paulo Holvorcem descobre em 23 de outubro último o C/2013 U2 Holvorcem, tratando-se do segundo cometa que recebe seu nome com exclusividade. Sem dúvida que os questionamentos acima somente poderão obter respostas após o desafio de se observar e registrar as mudanças do céu de forma constante; é isso e o buscamos de forma perene. Enquanto isso a Lua ocultará as brilhantes Spica (mag. 1.0) em 02 e 29/11; Dabih Major (mag. 3.1) em 09/11, Ain (mag. 3.5) em 18/11 e lambda Geminorum (mag. 3.6) em 29/11. Eu creio também que a genialidade do advogado e astrônomo bávaro Johann Bayer aliava-se a sua admiração por aves e mitologia, pois neste mês falaremos da constelação cujo pássaro após morto tem a capacidade de ressurgir das cinzas.
As ocultações de estrelas brilhantes pela Lua neste Mês

Spica (alfa Virginis)

Em 02 de novembro próximo, a Lua -2% iluminada e com a elongação solar de 16°, ocultará a estrela Spica de magnitude 1.0. Esse evento poderá ser observado numa grande extensão da Europa Oriental abrangendo os seguintes países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido, Suíça e Suécia de acordo com o mapa apresentado na figura 2a (abaixo). 

Já em 29 de novembro próximo, a Lua -14% iluminada e com a elongação solar de 44°, novamente ocultará essa estrela; sendo que esse evento poderá ser observado numa grande extensão da  América do Norte sendo sua parte noturna visível da região do Alasca, e partes do território do Canadá de acordo com o mapa apresentado na figura 2b (abaixo).

Dabih Major (beta Capricorni).

Em 09 de novembro próximo, a Lua +39% iluminada e com a elongação solar de 77°, ocultará a estrela Dabih Major (beta Capricorni). Esse evento poderá ser observado no nordeste da Ásia, no Alasca e grande parte do pacífico norte abrangendo os seguintes países e localidades: Estados Unidos (Alasca), Rússia e Japão (ilha Marcos) de acordo com o mapa apresentado na figura 3a.

Ain (epsilon Tauri).

Em 18 de novembro próximo, a Lua -99% iluminada e com a elongação solar de 168°, ocultará a estrela Ain (epsilon Tauri). Esse evento poderá ser observado no sudeste da Ásia, Indonésia e Leste da África abrangendo os seguintes países: Birmânia, Brunei, Camboja, China (Kong Kong, Formosa, Macau e Taiwan), Filipinas, Índia, Indonésia, Japão, Laos, Madagascar, Marshall (Ilhas), Maurício, Mianmar, Maldivas (Ilhas), Malásia, Micronésia (Estados Federados: Chuuk, Kosrae, Pohnpei e Yap), Papua Nova Guiné, Reunião (Ilhas), Seychelles (Ilhas), Singapura, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã de acordo com o mapa apresentado na figura 3b.
lambda Geminorum.

Em 22 de novembro próximo, a Lua -83% iluminada e com a elongação solar de 131°, ocultará a estrela Lambda Geminorum. Esse evento poderá ser observado na América do norte (extremo), Norte da Europa e noroeste da Ásia, abrangendo os seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Eslováquia, Estónia, Faroe (Ilhas), Finlândia, França, Geórgia, Guernsey, Hungria,  Irlanda, Irã, Islândia,  Luxemburgo, Moldávia, Noruega, Países Baixos, Polônia, Reino Unido, Republica Tcheca, Romênia, Rússia, Turquia, Suíça e Suécia de acordo com o mapa apresentado na figura 3c.

O Eclipse Total do Sol

O último eclipse do sol neste ano é um eclipse anular que terá como áreas de visibilidade nações situadas próximo à costa do Oceano Atlântico (norte e Sul) e ainda em regiões localizadas no oceano pacífico próximo ao litoral da Colômbia e oceano indico em região próxima ao mar arábico, conforme podemos vislumbrar na figura 4 (abaixo). Veja maiores informações em sobre as circunstâncias de visibilidade em diversas regiões em: http://skyandobservers.blogspot.com.br/2013/11/o-eclipse-do-sol-em-03-de-novembro-de.html


Planetas!

Mercúrio = Mercúrio após o ocaso do Sol, ganhou no mês anterior uma atenção especial entretanto, agora ele estará em conjunção inferior e seu posicionamento praticamente junto com o disco solar. Faz com que ele  fique praticamente invisível no horizonte, mas em 18/11 ele estará novamente com uma máxima elongação, já sendo visível na linha do nascente antes do nascer do Sol; ele estará na constelação de Libra até 03/11, ingressa em seguida na constelação de Virgo, permanecendo alí até 18/11 quando então retorna a Libra. Sua magnitude agora negativas (-0.7 em 26/11), fará com que ele se destaque juntamente com Saturno no céu matutino, sendo que nesta data estarão em conjunção separados somente 0,3°; a figura 5 abaixo ilustra como será essa visão matutina.

Vênus = Os eventos propiciados pela presença do resplandecente planeta Vênus na linha do poente, faz com que ele não fique despercebido do grande público. Ele estará já estará com máxima elongação (47.1° E), quando você estiver lendo essas notas; suas magnitudes que já ultrapassou -4.4 chegará ainda neste fim de mês em -4.8. É um espetáculo ao anoitecer principalmente quando forma interessantes alinhamentos com a presença da Lua. Ele estará ainda neste primeiro dia na constelação de Ophiuchus, mas ingressará já em 02/11 na constelação de Sagittarius.

Lua = As fases lunares este mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal (UT = - 03:00h,  fuso horário de Brasília) de acordo com a figura 6:
A ocorrência das apsides (Perigeu e Apogeu) lunares dar-se-á neste mês na seguinte seqüência: Perigeu em 06/11 às 09:29 (UT), quando a Lua chegará a distância de 365.361 km do centro da Terra, e seu Apogeu em 22/11 às 09:51 (UT), quando a Lua estará a 404.445 km  do centro de nosso planeta.

Marte = O planeta Marte que se encontra na constelação de Leo desde o dia 26 de setembro último, mas isto até 25 deste mês, quando então chegará a constelação de Virgo. Continua ainda com o constante aumento de sua elongação e diminuição de sua distância a Terra, desta forma suas magnitudes estimadas em 1.5 neste início de mês, já poderá ser estimada em 1.3 a contar de do último dia deste mês. 
Antecedendo o alvorecer do dia 27, Marte estará formando um par interessante com a Lua fazendo com a madrugada ganhe uma bela paisagem celeste antes do início das fases crepusculares matutinas. 

Júpiter = As magnitudes de Júpiter vem aumentando na medida em que suas elongações ficam mais favoráveis, elas são estimadas em: 01/11 01 em 108°.4, magnitude -2.4; 15/11 em 122°.5, magnitude -2.5 e 30/11 a elongação será de 138°.4 e magnitude -2.6.  Já observável na primeira parte da noite seu diâmetro será de 41.28” em chegando no dia 30/11 a 44.73” de arco.   
Não restam dúvidas de que os fenômenos “Multi Sombras” e mútuos eventos do último mês prenderam a atenção de uma grande quantidade de observadores, então uma nova oportunidade ocorrerá ainda este mês, quando por cerca de 7 minutos em 13 de novembro próximo, Io e Europa protagonizarão em evento de dupla sombra na superfície joviana conforme podemos vislumbrar em desenho na figura 7 abaixo.

Novamente a tabela 2 abaixo, informa as respectivas magnitudes para o início, meio e término do mês às 00:00 (TU) dos satélites galileanos.
Saturno = O planeta Saturno estará já no próximo dia 06 na sua maior distância a Terra, quando então sua distância é estimada em 10.85848 ua, entretanto a conjunção com o Sol neste mesmo dia, fará com ele esteja separado do disco solar em 2,1 °, o que impossibilitará qualquer observação ótica nesse período, mas a sua conjunção com Mercúrio em 26/11 na fase crepuscular matutina, conforme foi mencionado acima e apresentado na figura 5, dará um colorido naquela madrugada antes do alvorecer do dia, sendo que sua elongação em 30/11 já estará estimada em 21.0° enquanto sua magnitude será de 1.3 neste último dia do mês.

Urano = Urano é facilmente percebido aos observadores que estão localizados sob um céu menos afetado pela poluição luminosa, já seus satélites estão requerendo um telescópio com uma abertura ótica um pouco maior. Esse fato está agora mais ligado ao problema da poluição luminosa do que com os telescópios de boa ótica e abertura.

Netuno = Em 11 de novembro próximo, Netuno estará posicionado somente 5.4° Sul da Lua, que denunciará a sua posição em meio a constelação de Aquarius, O planeta estará estacionário já em 13/11, sendo que suas magnitudes podem ser estimadas em 7.9 durante todo esse período, pois suas elongações já estão também diminuindo (113.8° em 01/11 e 84.7° em 30/11).

Ceres e Plutão = O planeta anão (1) Ceres já estará em melhores condições observacionais neste mês, embora o ideal seja esperar até dezembro próximo, para que possamos iniciar tendo em vista o aumento de suas elongações e incremento de sua magnitude até sua oposição em 2014. Enquanto isso o longínquo (134340) Plutão, vem diminuindo também de forma gradativa suas elongações, quando então no mês seguinte ficará completamente ofuscado pelo brilho do Sol.

Asteroides = Além das diversas ocultações de estrelas por asteroides que ocorrerão este mês, chamo a atenção para o evento de 02 de novembro próximo, quando ocorrerá a ocultação da estrela TYC 6028-00309-1, de magnitude 9.6 na constelação de Hydra, pelo asteroide (2) Pallas recaindo essa visibilidade sobre a América do Sul. Desta forma, observadores localizados no norte da Argentina e do Chile; sul da Bolívia; região sul do Brasil, Paraguai e sul do Peru, estarão dentro da faixa de visibilidade, conforme podemos ver na figura 8 abaixo.

CONSTELAÇÃO:

Phoenix

Como eu havia mencionado acima na introdução dessa resenha, fico sempre imaginando o que passava pela imaginação de Johann Bayer e outros fantásticos astrônomos na tarefa de delinear o céu, por isso creio eu que uma de suas paixões seria os pássaros e principalmente aqueles que seriam encontrados dentro da mitologia. Não sem razão, ele identifica Phoenix, entre as constelações de Fornax, Sculptor, Grus, Tucana e Eridanus.

Conforme podemos ver no mapa (figura 9), Ankaa (alfa Phe, mag. 2.3), também chamada de Lucida Cymbae é uma gigante amarela de tipo espectral K0III, que forma a cabeça da Fênix; já beta Phe (mag. 3.3) é uma dupla, possuindo a primária um tipo espectral G8III, gamma Phe (mag. 3.4) e tipo espectral M0-IIIa é uma gigante vermelha, sendo que delta Phe é uma gigante amarelo-laranjada de magnitude 3.9 e tipo espectral K0III.

Em 1990, foi lançado pela revista Universo da LIADA (Liga Iberoamericana de Astronomia) (Comellas, 1990) um programa observacional chamado de “Duplas Austrais”, com o objetivo de confirmar ou corrigir dados do Catálogo de estrelas duplas visuais contendo as seguintes estrelas daquela constelação: h 3395, Xi Phe e também Δ 250; eu creio que naquela ocasião esse pesquisador tenha recebido um bom número de contribuições.

A Variável SX Phoenicis

Localizada cerca de 6,5° a oeste de Ankaa. Esta é uma das mais famosas variáveis (figura 10). Ela foi descoberta originalmente como uma estrela de grande movimento próprio em 1938,  e considerada de variações rápidas de luz por O.J. Eggen em Canberra - Austrália, em 1952. Naquela época ela tinha o menor período conhecido do que qualquer outro tipo de estrela pulsante, cerca de 79 minutos. De acordo com o "Catálogo Geral de Estrelas Variáveis" de Moscou (1970), o período exato é 0,054965 dia, ou 79m 10s. A magnitude visual varia de 7,1 a cerca de 7,5; fotograficamente é cerca de 7,1 a 7,8, devido à mudança de cor durante o ciclo. Alguns valores máximos são mais elevados do que os outros por 0,5 magnitude, o que indica que a estrela está oscilando em, pelo menos, dois períodos sobrepostos. O ciclo das variações de amplitude é cerca de 4,6 horas ou muito perto de 3,5 vezes o período principal.

SX Phoenicis parece ser uma estrela subanã do tipo A, a partir da distância computada a luminosidade real deve ser apenas 2 ou 3 vezes maior que a do Sol. O Catálogo de Moscou relata uma provável magnitude absoluta de +4,1 que coloca a estrela pelo menos duas magnitudes abaixo da seqüência principal. Em um estudo feito em 1975 no ESO (Observatório Europeu do Sul), R. Haefner descobriu que o tipo espectral, geralmente dado como A2 a A5, na verdade, atingiu F4 no baixo mínimo. Das teorias de estrutura estelar, parece que as estrelas deste tipo têm uma massa anormalmente baixa para os seus tipos espectrais. A estrela apresenta um movimento próprio anual de 0,89" em  AP de 163°, a distância pode ser cerca de 140 anos-luz.

Em um estudo desta estranha estrela realizado no observatório da Universidade do Chile, em 1970, J. Stock e S. Tapia relatam que "uma análise das curvas de velocidade radial, a partir de 500 espectros, juntamente com os dados fotométricos, mostram que as observações não podem ser conciliadas com o modelo de uma única estrela pulsante ... além disso, as intensidades e os perfis das linhas de absorção variam rapidamente, muitas vezes em poucos minutos .... SX Phoenicis é provavelmente uma binária, ou até mesmo um sistema múltiplo". As estrelas deste tipo lembram as RR Lyrae Estrelas, mas têm pequenas massas e luminosidades mais baixas (Burnham, 1977).
As figuras mitológicas de um modo geral fornecem "asas a nossa imaginação” sempre criativa e nobre. Isso fica patente quando vemos que algumas constelações emprestam seus nomes a importantes observatórios no Brasil, vejamos: O Observatório do Capricórnio, hoje ligado a Prefeitura Municipal de Campinas - SP (http://observatorio.campinas.sp.gov.br/observatorio.php); Em atividade também o Observatório Sagitário (http://observatoriodosagitario.blogspot.com.br), no município de Botucatu - SP. Além Paraíba, cidade localizada na zona da Mata de Minas Gerais e a sede do Observatório Astronômico Monoceros, fundado em 15 de Julho de 1975 (http://www.monoceros.xpg.com.br), No sul desse estado também, temos localizado em Cambuquira – MG o Observatório Centauro, é suas atividades podem ser visualizadas em http://www.observatoriocentauro.com.br/. Finalizando a nossa constelação (objetivo de estudo) deste mês, apadrinhou o "Phoenix Observatório Astronômico" (http://www.observatorio-phoenix.org), que iniciou suas atividades em Belo Horizonte em 12 de maio de 1974, mas teve sua transferência para o município de Cláudio - MG, na mesorregião Oeste do estado de Minas Gerais. Dessa forma fica claro que Johann Bayer estaria muito satisfeito nos dias de hoje com os trabalhos, desenvolvidos por esse conjunto de instalações disseminadores da ciência astronômica.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0,  pp. 2138 – Inc. New York – USA, 1978.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 19/02/2013.

- http://www.asteroidoccultation.com/ - Acesso em 22 julho 2013.
- http://www.aavso.org/lcg/plot?auid=000-BCW-822&starname=SX+Phe - Acesso em 01 outubro 2013.
- http://rea-brasil.org/cometas/12s1.htm - Acesso em 02 outubro 2013.
- http://observatorio.campinas.sp.gov.br/observatorio.php - Acesso em 07 outubro 2013.
- http://observatoriodosagitario.blogspot.com.br - Acesso em 07 outubro 2013.
- http://www.monoceros.xpg.com.br - Acesso em 07 outubro 2013.
- http://www.observatorio-phoenix.org - Acesso em 07 outubro 2013.
- http://www.observatoriocentauro.com.br - Acesso em 31 outubro 2013.
- http://www.rea-brasil.org/cometas/13u2.htm - Acesso em 31 outubro 2013.

O eclipse do Sol em 03 de novembro de 2013!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

I – Introdução

Em 03 de novembro próximo, teremos a ocorrência do último eclipse do Sol (anular) deste ano, que terá como áreas de visibilidade nações situadas próximo à costa do Oceano Atlântico (norte e Sul) e ainda em regiões localizadas no oceano pacífico próximo ao litoral da Colômbia e oceano indico em região próxima ao mar arábico. Engloba esse fenômeno também, ilhas localizadas ao norte e sul de sua dessas regiões oceânicas cuja de visibilidade parcial estejam dentro dos limites norte e sul. 

II – Região de Visibilidade Global

O conde de sombra conforme podemos visualizar na figura 1, inicia-se no Atlântico Norte próximo ao estado da Flórida nos Estados Unidos, sendo que todas as localidades situadas naquela região poderão vislumbrar o evento ainda na fase do crepúsculo matutino, sendo que para algumas dessas cidades o sol já estará eclipsado no amanhecer.


Continuando sua trajetória, a linha central do cone central de sombra deverá passar ao sul de Cabo Verde atingindo seu instante máximo no oceano às 12:47:36 TU (Universal Time), no sudoeste da Libéria nas seguintes coordenadas (Latitude: 3.4906° N e Longitude: 11.6935° W). Nesse instante, o eixo da sombra da Lua passa mais próximo ao centro da Terra. A duração máxima da totalidade neste ponto é de 1m39.5s, sendo a altura do Sol de 71° e a largura da faixa de visibilidade estimada em 57 quilômetros. 

Passando este ponto, já mais próxima à costa da África sub-saariana, a linha central estará atravessando ainda o oceano entre São Tomé e Príncipe e a ilha de Annobón (ilha e província da Guiné Equatorial), quanto então atinge a costa do Gabão ao norte de Porto Gentil, já dentro dos limites do Parque Nacional Wonga Wongue. A linha central então cruza este país chegando então a costa do Congo e instantes depois chega à fronteira com a República Democrática do Congo, seguindo em direção ao nordeste de Uganda, norte do Quênia e sul da Etiópia (figura 2). Seus últimos minutos então dar-se-á em todo o sul da Etiópia, deixando a superfície da Terra a sudoeste da localidade de Galcaio na Somália.

Ao longo de 3,3 horas, a faixa de sombra viajará aproximadamente 13.600 quilômetros de extensão, abrangendo 0,09 % da superfície da Terra (Espenak, 2008). Assim sendo observadores localizados em grande parte da costa leste norte-americana, América central, norte da América do Sul, sul da Europa, Oriente Médio e África. 

A tabela 1 apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações do continente africano: Angola, Argélia, Benin, Burquina Faso, Cabo Verde, Egito, Ilhas Reunião, Gana, Líbia e Marrocos.
Sendo que a tabela 2 complementa a visibilidade daquele continente para as seguintes nações: Maurício, Mauritânia, Moçambique, Nigéria, Quênia, República da África do Sul, Ruanda, Senegal, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Uganda, Tunísia e Zâmbia.

A tabela 3 apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações localizadas na América Central e região do Caribe: Barbados, Cayman (Ilhas), Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Honduras, Jamaica, Nicarágua, São Cristóvão e Nevís, Trinidad e Tobago.

A tabela 4 apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações localizadas na América do Norte: Bermudas (Ilhas), Canadá e Estados Unidos.

A tabela 5 apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações localizadas na América do Sul: Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela.

A tabela 6 apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações localizadas na Ásia: Irã, Iraque, Israel, Kuwait, Omã, Arábia Saudita e Iêmen.

A tabela 7 apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações localizadas na Europa: Azerbaijão, Albânia, Andorra, Chipre, Espanha, França, Geórgia e Grécia.

Sendo que a tabela 8 complementa a visibilidade na região européia nas seguintes nações: Itália, Malta, Portugal e Turquia. 

III - O Eclipse no Brasil

Dentro do limite sul do seu cone de sombra, a faixa de visibilidade deste eclipse adentrará o território brasileiro próximo ao Monte Caburaí na Serra do Navio (RR) e na região conhecida como "Cabeça do Cachorro" no extremo noroeste do Brasil, estado do Amazonas, em região de fronteira com a Colômbia (figura 3).
Assim sendo as tabelas abaixo, apresentam às circunstâncias locais do 1º contato, instante máximo e último contato para as regiões norte (tabela 9), nordeste (tabela 10), centro oeste (tabela 11) e extremo norte do estado de Minas Gerais (tabela 12).

O maior percentual de disco solar encoberto dar-se-á na Ilha de Fernando de Noronha - PE no litoral do nordeste brasileiro conforme vislumbrado na tabela 10, onde o disco solar estará numa altura de 059.9° de altura em relação ao horizonte e com 114° de azimute (figura 4).

IV - Conclusão

A ocorrência deste eclipse certamente deixará o pessoal do “Grupo de Astronomia Noronha nas Estrelas” (http://noronhanasestrelasblog.blogspot.com.br/) e também da ANRA - Associação Norte-riograndense de Astronomia (http://www.anra.com.br) numa situação privilegiada dentro no que concerne a América do Sul e certamente eles darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total, à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro; não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

-  Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.11 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.



- http://noronhanasestrelasblog.blogspot.com.br/ - Acesso em 06 outubro 2013.

- http://www.anra.com.br/ - Acesso em 31 outubro 2013.