quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A ocultação de Spica pela Lua em 01 de fevereiro 2013 na África!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Na noite de 01 de fevereiro próximo, a Lua - 67% iluminada e com uma elongação de 109°, ocultará a estrela Spica (alpha Virginis) de magnitude 1.0. Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente africano, conforme apresenta a figura 1.


Observadores localizados em grande parte desse continente (África do Sul, Angola, Costa do Marfim, Gana, Moçambique, Nigéria, Reunião, São Tomé e Príncipe e Zâmbia), poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 respectivamente.

A supergigante branco azulada Spica (1.0) e uma binária espectroscópica (Tripla - AB e AC) cujas companheiras invisíveis foram detectadas por intermédio das raias de seu espectro, e também cerca de 2.300 vezes mais luminosa do que nosso sol. A partir dos resultados de um estudo combinado de espectroscopia e interferometria feito em 1970, a distância parece ser próximo de 275 anos luz. A estrela apresenta um movimento próprio anual de 0,05"; a velocidade radial é inferior a 1 milha por segundo em recessão, com variações definidas.


Seu sistema massivo e binário foi detectado pela primeira vez pelo astrônomo alemão Hermann Carl Vogel em 1890, o período é de 4,014604 dias (figura 2), extremamente curto para estrelas da classe gigante. Cerca de 80% da luz do sistema que vem da estrela primária que tem uma massa calculada de 10,9 e um diâmetro de 8,1 em valores solar, a mais fraca estrela parece ser, possivelmente, a metade do tamanho da primária, e tem um tipo espectral próximo de B7 e uma massa calculada de 6,8. A partir dos elementos orbitais, a separação centro a centro deve ser algo próximo a 11 milhões de milhas, a órbita é inclinada cerca de 24 graus a partir da posição de lado, e a excentricidade computada é 0,10. Além das alterações pequenas de luz provocadas pelos eclipses, a mais brilhante estrela é em si uma variável pulsante, evidentemente, da classe Beta Canis Majoris, com um período em de cerca de 0,174 dias, tanto na amplitude e na forma da curva de luz são variáveis.

Sites recomendados:

www.rea-brasil.org/ocultacoes
"Como observar"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/observar.htm
"formulário de reporte"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/1reporte_ocultacoes_lunares_v2.0c2_portugues.xls  (ocultações lunares) ou
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/reporte_asteroides.xls
(ocultações de estrelas por asteróides).

- Astronomical Software Occult v4.1.0.0 (David Herald - IOTA) - acesso em 08/07/2013.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. Three – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.1 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O céu do mês – Janeiro 2013

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Um novo ano! O céu, nosso anfitrião não poupará neste início de ano os observadores mais atentos a sutilezas que estão reservadas neste profícuo período. Novamente a lua ao início da noite neste primeiro dia, fará com a Brilhante Regulus (1.41) um alinhamento bastante interessante, quando então estará essa brilhante estrela a 5.6° norte do disco lunar. E falando em nosso satélite natural ela proporcionara aos observadores de grande parte da Austrália, incluindo Ilha Christmas ou Ilha do Natal e Cocos, bem como também o sudoeste da Indonésia, uma ocultação da brilhante Spica (1.00) em 05 de janeiro; essa ocultação ocorrerá de forma diurna na Nova Zelândia (exceto na cidade de Auckland) inclusive Chatham Island. Muito embora ela seja a protagonista de uma ocultação diurna do diminuto Plutão no dia 11 deste mês, será também a responsável pela ocultação do gigantesco planeta Júpiter, quando grande parte dos observadores localizados na América do Sul poderá acompanhar esse fenômeno. Certamente o grande caçador não passará despercebido das jornadas observacionais que ocorrerão nestas noites, tornando-se assim uma ótima oportunidade do reconhecimento de suas principais estrelas.



A Ocultação de Spica pela Lua em 05 de janeiro de 2013

Em 05 de janeiro próximo a Lua -43% iluminada e com uma elongação de 82°, ocultará a estrela Spica (mag 1.0). A faixa de visibilidade do evento recai sobre no sul dos oceanos Pacífico e Indico, cortando uma grande porção do território da Austrália e sudoeste da Indonésia, conforme apresentado na figura 2.

As tabelas 2 e 3 abaixo, apresentam as circunstâncias para algumas localidades da Austrália e também da Indonésia.

A Ocultação de Júpiter pela Lua em 22 de janeiro de 2013

Na noite de 22 de janeiro próximo, a Lua + 78% iluminada e com uma elongação de 124°, ocultará o planeta Júpiter (mag. 2.3) e (conseqüentemente) seus principais satélites naturais (Veja maiores informações na resenha do Sky and Observers).

Planetas!

Mercúrio = O planeta começa este início de ano na constelação de Sagittarius, mas sua elongação faz com que ele esteja mergulhado no clarão da luz solar. Sua respectiva magnitude no dia 1° é -0.6 e ao final do mês já estará estimada em -1.1. Mercúrio estará no afélio de sua órbita quando então chegará a distância de 0.466702 UA, já alcançando sua conjunção superior dia 18. Neste instante sua distância a Terra será de 1.42167 UA. Ele estará na constelação de Capricornus a partir do dia 19 onde permanecerá até o fim deste mês.


Vênus = Este planeta estará na constelação de Ophiuchus somente até o próximo dia 6, quando então chegará a constelação de Sagittarius. Sua elongação vem diminuindo a cada dia; mas isso não será um grande problema devido a sua magnitude em torno de -3.9. Vale destacar que Vênus cruzará o plano da eclíptica na descendente para o sul no dia 17 próximo.


Lua (Fases) = As fases lunares este mês, estão indicadas em Tempo Universal. Fuso Horário de Verão em Brasília (UT = + 02:00 h).


Marte = Estará na constelação de Capricornus por quase todo este mês Sagittarius, mas no dia 30 ingressa na constelação de Aquarius. Suas observações ainda poderão ser realizadas na primeira parte da noite após o ocaso do Sol, visto que suas elongações também vão gradativamente diminuindo também. Sua magnitude para esse período está estimada em 1.2. Marte chegará ao periélio de sua Órbita (quando então ficará mais próximo do Sol) no dia 24 próximo, quando sua distância será de 1.38149 UA.

Júpiter = Júpiter continuará chamando a atenção dos observadores neste início de ano, novamente será o gigante gasoso o grande protagonista de uma ocultação pela Lua no dia 26 próximo, sendo que nesta oportunidade, grande parte dos observadores localizados no continente sul americano, acompanhará esse evento. Na constelação de Taurus durante este mês, suas magnitudes começam a decair, mas de forma sutil, então elas estão estimadas em -2.7 no início deste ano; -2.6 no dia 15 e -2.5 no dia 31 próximo.

Novamente trata-se a tabela 4 abaixo, as respectivas magnitudes para o início, meio e término do mês às 00:00 (TU) dos satélites galileanos.

Saturno = Durante essa primeira quinzena ainda, o planeta Saturno poderá ser observado durante o início das madrugadas, já na constelação de Libra sua magnitude ainda pode ser estimada em 1.3, mas já no fim deste mês sua elongação já em torno de 88°, fará com que ele seja no horizonte leste antes da meia-noite. Sua magnitude, entretanto neste fim de mês já chegará em 1.2. 

Urano = Na constelação de Pisces, sua elongação ainda faz com que O planeta Urano seja um objeto a ser observado, pois sua magnitude de 5.8 faz com que ele permaneça ainda dentro do limite visual a visão desarmada, mas a aplicação de um binóculo 7x50 ou um telescópio de 100 mm trará aos observadores um conforto observacional deste planeta. No fim deste mês sua magnitude começa a cair um pouco sendo estimada em 5.9.

Netuno = A magnitude continua estimada em 7.9 e a primeira quinzena ainda será a ideal para a busca deste distante planeta na constelação de Aquarius, suas elongações estarão favoráveis somente até o fim deste mês.

Ceres e Plutão = Ceres ainda permanecerá na constelação de Taurus, entretanto sua magnitude (após ter passado por sua oposição em 18 de dezembro último) começa a decair sendo que neste início de ano pode ser estimada em 7.1, chegando a 7.4 no dia 15 e estimada em 7.7 no fim de janeiro. Plutão, as elongações neste início de ano não favorecem a qualquer tentativa observacional do diminuto Plutão; estas somente começam a ficar favoráveis nos últimos dias de janeiro. Ele esta na constelação de Sagittarius, sendo sua magnitude estimada em 14.1. 
Notas: 

(ua) = Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

(a.l) = Ano Luz. Unidade de distância e não de tempo, que equivale à distancia percorrida pela luz, no vácuo, em um ano, a razão de aproximadamente 300.000 Km por segundo. Corresponde a cerca de 9 trilhões e 500 bilhões de quilômetros.

CONSTELAÇÃO:

Orion 

É conhecida pela grande maioria dos amantes da mitologia e também dos astrônomos a história deste caçador celeste.  Na realidade para muitos também essa constelação quase que dispensa apresentações como também não iremos esgotar de uma única vez os temas observacionais que esse caçador celeste guarda em seu alforje.

Na base desta constelação temos a brilhante estrela dupla Rigel, uma supergigante branco azulada de classe espectral, B8Ia. A companheira possui uma magnitude de 6.8, mas que necessita uma grande ampliação para possamos separar esse par; e também Saiph, essa uma supergigante azul de classe espectral,  B0.5Ia.  Ambas encontram-se a uma distância de cerca de 750 a 800 anos luz de distância do Sol respectivamente.

Marcando o início do braço esquerdo temos a gigante azul Bellatrix de classe espectral B2III e como a empunhar um grande escudo de defesa, temos na seqüência as seguintes estrelas: 1 Orionis (3.1), que possui o nome próprio de Tabit; 2 Orionis (4.3);  3 Orionis (3.6), 7 Orionis (4.7); 8 Orionis (3.7), 9 Orionis (4.7) e 10 Orionis (4.4). Em contra partida a supergigante vermelha Betelgeuse (0.5) de classe espectral M1-2Ia-Iab, marcará o braço direito em suspensão a uma clava pronta para o golpe fatal. Formarão essa seqüência as estrelas:  54 Orionis (4.4); 61 Orionis (4.1); 67 Orionis (4.4); 70 Orionis (4.4) e 62 Orionis (4.6).


M42 e M43 

Como podemos perceber numa rápida visualização no mapa desta constelação (Figura. 4) acima, em Orion podemos facilmente e com a aplicação de um binóculo 7 x 50 a existência de inúmeros objetos de céu profundo (Deep Sky); mas é quase um dever mencionar M42 (Grande Nebulosa de Orion, uma gigantesca nebulosa de emissão), pois além de sua percepção a visão desarmada, esse berçário de novas estrelas tornar-se-á quase um objeto de necessária observação durante os diversos Star Parties que ocorrem em todo o globo. Assim também não escapará a visão telescópica M43. Alguns autores mencionam M43 como parte integrante de M43 visto que separa-se da nebulosa principal (M42), por uma faixa de poeira interestelar; a fotografia realizada pelo astrônomo amador Vitor Brasil Sabbagh do CEAMIG - Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais -, no poluído céu de Belo Horizonte, apresenta esse detalhe conforme vemos na figura 5. Desta forma M43 (também uma nebulosa de emissão) ela será uma fração de M42.


O Admirável Trapézio

Muitas estrelas múltiplas são conhecidas dos astrônomos e poderemos citar diversas; certamente Theta 1 Orionis deva ser uma das mais conhecidas e interessantes ao alcance de pequenos telescópios. As quatro componentes mais brilhantes foram um quadrângulo conhecido como “Trapézio” sendo que diversos catálogos de estrelas duplas designam 4 estrelas por A, B, C e D. a Figura 6 abaixo ilustra bem esse celestial arranjo.

A estrela “C” (HD 37022), classe espectral O6p é na realidade a primária do grupo com uma magnitude 5.1 e “A” (HD 37020), classe espectral B0.5V) é a terceira com magnitude de 6,7.  A estrela “D” e a segunda em magnitude 6.7 que se assemelha a estrela “A”. A estrela mais fraca, “B” é uma binária eclipsante com um período de 6,471 dias, e é também uma conhecida estrela variável (BM Orionis) como veremos em seguida. A estrela “A” foi identificada em 1975 como uma binária eclipsante também, com um período de 65,432 dias e uma variação entre 6,7  a 7,7.

Já um pouco fora dos limites visuais dos telescópios de médio porte, temos E (magnitude 11.1) e F (magnitude 11.5); Já as estrelas G e H são observáveis com a aplicação grandes instrumentos, sendo registradas através de Câmaras CCD.

Variáveis no Trapézio
As surpresas nesta região do trapézio não param e como era de se esperar, num berçário de recém nascidos e M42 existem uma boa quantidade de estrelas variáveis. Algumas dentro do limite visual de pequenos instrumentos, outras já na seara de médios e grandes instrumentos. Obviamente dentro desta gigante constelação, outras estrelas variáveis existem, mas na tabela 5 abaixo é destacada  somente as que ali são conhecidas. Bem como um mapa para onde estrelas de comparação de magnitudes são apresentadas sem o ponto decimal, assim sendo 116 é na realidade 11.6.

V361 – Existe o maior interesse na descoberta de um grande número de estrelas tênues avermelhadas, incluindo algumas variáveis erradas, espalhadas ao longo da região da nebulosa de Orion. A maioria delas parecem ser estrelas variáveis da classe T Tauri, usualmente assim consideradas por ser estrelas muito jovens, outras são estrelas do tipo UV Ceti. Uma estrela semelhante é V361 Orionis, localizada a leste 2,2 ' de Theta-2, quando muito ativa pode atingir no máximo em alguns poucos dias, na figura 8 abaixo um gráfico dessa curva de magnitude. 

Certamente aquele meio interestelar deverá revelar muito ainda para as próximas gerações de astrônomos, assim como é bastante interessante conhecer as particularidades de cada uma dessas estrelas recém nascidas. Desta forma então podemos iniciar uma belíssima temporada observacional. "A la chasse"!.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 pp. 1730–1740.– Inc. New York – USA, 1978. 

- Astronomical Software Occult v4.1.0.1 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 27/11/2012.

A ocultação de Júpiter pela Lua em 22 de Janeiro 2013!


Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Na noite de 22 de janeiro próximo, a Lua + 78% iluminada e com uma elongação de 124°, ocultará o planeta Júpiter (mag. - 2.4) e (conseqüentemente) seus principais satélites naturais (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente sul americano.
A posição dos satélites de Júpiter em 22 de janeiro é representada na figura 02, podendo seus respectivos desaparecimentos e reaparecimentos ser também cronometrados das localidades onde a ocultação será visível.
Assim os observadores localizados na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai poderão acompanhar esse evento, conforme é descrito nas tabelas 1 a 9 abaixo.
Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo se encontra o do continente sul americano cuja faixa de visibilidade o fenômeno poderá ser observado. (figura 3).
Faixa de visibilidade na América do Sul

Júpiter é conhecido desde a mais remota antiguidade; um dos dias da semana (quarta-feira)  lhe é consagrado, há mais de 2000 a.C., pelos caldeus. A mais antiga observação desde planeta, que se conhece, data de 3 de setembro do ano 140 a.C., quando ocultou a estrela Delta do Cancer (Mourão, 1984).

As ocultações de planetas pela Lua são fenômenos de rara beleza, onde seus registros constituem uma excelente oportunidade do astrofotógrafo, por exemplo, incrementar sua coleção, bem como ainda, ao astrônomo amador manter um registro significativamente importante desde que enviado para associações de pesquisas como a ALPO (Association Lunar and Planetary Observers), IOTA (International Occultation Timing Association) e no Brasil a REA (Rede de Astronomia Observacional).

Sites recomendados:

www.rea-brasil.org/ocultacoes
"Como observar"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/observar.htm
"formulário de reporte"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/1reporte_ocultacoes_lunares_v2.0c2_portugues.xls  (ocultações lunares) ou
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/reporte_asteroides.xls
(ocultações de estrelas por asteróides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas – Da Terra às Galáxias – Uma Introdução à Astrofísica, Ed. Vozes, 4ª Ed., Petrópolis (RJ) - 1984, 359P.

-Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.1 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 27/11/2012.


O asteroide (92) Undina em 2013!


Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 31 de janeiro próximo, o asteroide Undina estará com seu posicionamento favorável às observações (Lua = percentual iluminado = 0.85%), quando então sua magnitude chegará a 11.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte, lunetas e telescópios. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Undina foi descoberto em 07 de julho de 1867 pelo astrônomo alemão Christian August Friedrich Peters (1806 - 1880) no Observatório de Clinton. Seu nome é uma referência à heroína do romance Undine, de autoria do escritor alemão Barão Friedrich H. K. de la Motte Fouqué (1777 - 1843); Ondina. (Mourão, 1987).

Nota: = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

Boas observações!

Bibliografia:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 08 Set 2012.

O asteroide (75) Eurydike em 2013!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


Em 24 de fevereiro próximo, o asteroide Eurydike estará com seu posicionamento favorável às observações (Lua = percentual iluminado = 0.96%), quando então sua magnitude chegará a 13.7, dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte como: lunetas e telescópios. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Eurydike foi descoberto em 22 de setembro de 1862 pelo astrônomo alemão Christian August Friedrich Peters (1806 - 1880) no Observatório de Clinton. Seu nome é uma homenagem à Eurídice, esposa de Orfeu, que desceu aos infernos para conseguir sua volta, depois que ela morreu. Hades assegurou sua volta com a condição que não olhasse o rosto dela até alcançar o mundo superior. No último momento da subida, Orfeu não resistiu ao desejo de olhá-la, e ela, impulsionada por uma força terrível, desapareceu para sempre nos infernos: Eurídice.  (Mourão, 1987).

Nota: = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

Boas observações!

Bibliografia:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 08 Set 2012.


JEE2013 Call for Observers


Scott Degenhardt
IOTA - Santa Fe, NM  USA

As Jupiter’s orbit ever so slowly closes towards edge on in late 2014, JEE events will have ever smaller separations between the Jovian moon conjunctions and near eclipses. JEE2012 showed us once again what all past observing Campaigns have shown, we are in unchartered territory and surprises in our lightcurves abound and need much more additional data.

2013 opens up with what I like to call the “Quarter of Io”. The geometry of the conjunctions of Io and Europa are such that starting in January and leading up to the April 4th UT conjunction of I-II the separations will get so close that we may skim the upper atmosphere of Io with extinction measurements. Using Europa as the probe for Io’s surrounding dust and gas field we will look for dimming as Europa passes behind Io line of sight to within 8 Io radii where we measured Io’s extinctive part of its atmosphere to in IAEP2009 and JEE2010. Add to that the excitement of JEE2012 showing us all new anomalies that may be material streaming through the flux tubes of moons connected to Jupiter’s poles, we may get repeated measurements of this new anomaly with this fortuitous close geometry. Pay special attention in the predictions for all events where I is in front and II is in back.

After the April 4th I-II conjunction I and II begin separating in distance of their closest approach with each conjunction until later when Jupiter’s orbit closes more. But then the Summer of 2013 belongs to Europa. Starting in early June Europa will be in front with Io in back being the probe for Europa’s dust and gas, and the conjunctions will get within 20 Europa radii where we measured Europa’s equatorial extinction to extend to. Starting in early June 2013 pay special attention in the predictions for all events where II is in front and I is in back.

Towards the end of 2013 every conjunction gets closer and closer until September of 2014 when the bodies of the moons actually occult each other and JEE data will be plentiful with each event. Record any part you can within a JEE event window of opportunity. Place high priority on events with smaller arc seconds of separation, especially when those separations are less than 20”. These measurements outside of occultations as the bodies are further apart are still important for placing outer limits and boundaries on Jovian dust and gas distribution.

Remember also that Io transits its Torus Tip once a day and suffers self extinction during those tip transits.

You can get the latest discussions on JEE work on the new Yahoo JEE_Talk Discussion Group:

Predictions through 2014, past results, and additional information about how to observe and submit data of JEE can be found at:


 -- 
Santa Fe, NM  USA
Jovian Extinction Event Principle Investigator 

Ano Novo: 2013 ou 2019 ?

Nelson  Travnik


Para a civilização cristã é mais um ano que passou. Em meio as festas e aos abraços, em algum momento lhe passou pela cabeça que estamos comemorando o ano errado?

Uma pesquisa histórica nos ensina que a era cristã tem inicio no nascimento de Cristo cuja data verdadeira é desconhecida. A estimativa de datas em que se baseia nosso calendário foi feita durante a Idade Média por um monge chamado Dionisyus Exiguus e, segundo uma série de fontes, incluindo a Enciclopédia Católica, de fixar o ano 1 de nossa era em 753 A.U.C.  (ab urba condita), depois da fundação de Roma. Acontece que Dionisyus utilizando a data de 25 de dezembro do ano 753 errou nas contas por cerca de 4 anos e além disso não se deu conta de fixar um ano zero; ele apenas chamou o ano 752 de ano 1 antes de Cristo e o de 753 de ano 1 AD (Ano Domini ou Ano do Senhor).   

A era cristã foi adotada pela igreja em 532 por sugestão de Dionisyus que decidiu contar os anos a partir de 1º de janeiro em seguida ao nascimento de Cristo. Em 440 é que a Igreja decidiu que a data do nascimento de Cristo seria 25 de dezembro do calendário romano. Os cronologistas por sua vez decidiram retardar sete dias o inicio da era cristã para que coincidisse com o inicio do ano 754 da fundação de Roma.  Analisando fatos históricos ligados a Roma e Israel, palco dos acontecimentos, o cálculo de Dionisyus carece de fundamento. Isto porque se Cristo houvesse nascido em 754 da fundação de Roma, Herodes já estaria morto há cinco anos e os apóstolos Mateus e Lucas estariam mentindo. 

Sendo válido este raciocínio estamos pois brindando o ano de 2019 ou 2020 segundo o qual Cristo deve ter nascido cerca de  seis ou sete anos que o registrado pelo calendário ocidental, considerando o erro maior cometido por Dionisyus. Em seu último livro “A Infância de Jesus”, recém-editado em cinquenta países, o papa Bento XVI diz que  Maria deu à luz entre 7 e 6 a.C. o que vem corroborar o acima colocado. Nosso calendário é gregoriano que adveio do juliano e este por sua vez dos egípcios. Ao longo dos séculos, as modificações introduzidas não teve como corrigir as discrepâncias que ocorriam e a solução foi a introdução de um novo calendário pelo papa Gregório XIII que para isto, consultou o astrônomo napolitano Luigi Lilius (1510-1576) e depois o matemático alemão Christophorus Clavius (1537-1612). 

Mesmo com as regras estabelecidas no  calendário gregoriano que utilizamos a partir de 1582, ele  não é perfeito e apresenta um excesso de 0,003 dias em relação ao ano trópico, ou seja, de 1,132 dias em quatro mil anos. Essa diferença pouco significa para a humanidade mas para a datação de fatos históricos, em astronomia, ciência espacial e cálculos relativísticos tal é inadmissível e para isto é que foram criados os relógios atômicos São eles que controlam a diminuição da rotação do nosso planeta via marés e no fato da Lua afastar-se de nós quatro centímetros por ano. 

O efeito acumulativo da diminuição da rotação da Terra cresce proporcionalmente não ao tempo mas ao seu quadrado. Esses cálculos mostram que a diminuição da rotação da Terra se encarregará no futuro de se elaborar um novo calendário. Cálculos indicam que há 900 milhões de anos o ano tinha 480 dias. Acredito que o calendário deveria ser universal, segundo cálculos astronômicos. Como está é historicamente arbitrário e matematicamente errôneo. Quando brindamos um ano novo significa que transcorreram 365 dias, 05 horas, 48 minutos e 14 segundos. São essas voltas ao redor do Sol que ditam a nossa existência. Quantos anos você tem? Ah!, eu já dei tantas voltas ao redor do Sol. Ninguém diz isso, mas poderia falar.

Nelson Travnik é astrônomo e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

Campaña Seccion Materia Interplanetaria Meteros y Bólidos - LIADA - Eneiro 2013


Las Cuadrántidas

Iniciamos el año con la lluvia de meteoros Cuadrántidas (QUA), considerada una de las más activas, denominada así por la zona de la antigua constelación Quadrans Muralis, llamada en la actualidad Bootes o Boyero. Esta lluvia tiene el 3 de enero su pico máximo con 120 meteoros por hora, aunque en las Cuadrántidas los límites de su periodo activo pueden variar en un día, pero generalmente sus meteoros son visibles desde el 1 al 5 de enero. Para Bolivia después de las 2 de la mañana hacia el nor este.

Presenta grandes altibajos en la densidad de partículas, haciendo posible que algunos años se presentan tasas horarias de 200 meteoros por hora y otros no superan los 30 meteoros por hora. 

Todo esto es debido a la dispersión de los meteoroides de diferentes edades producido por diversas perturbaciones.

La siguiente es la zona de la radiante de las Cuadrántidas:



Otras lluvias de meteoros en enero:

Con respecto a los demás radiantes de enero, el mejor estudiado sin duda es el de las Delta Cáncridas (DCA) en Cáncer, que presenta un máximo de 2 meteoros por hora en fecha 17, aunque su actividad se prolonga entre el 1 y el 24 de enero, con meteoros débiles y lentos. Las Pi Púpidas II (PIP) en constelación Puppis o Popa, radiante activo entre el 6 y el 14 de enero con su máximo en fecha 10, con 5 a 10 meteoros por hora.

Otro radiante destacable es de las Alfa Crúcidas (ACR) en la Cruz del Sur, con actividad entre el 6 y el 28 de enero, con 5 meteoros por hora la fecha del máximo el 19 de enero. También se encuentran las Alfa y Eta Carínidas (ACN-ECN) en la constelación Carina o Quilla muy poco observadas, aunque los pocos datos que se tienen nos indican una muy pequeña actividad entre el 24 de enero y el 9 de febrero.

Todos los radiantes de enero requieren mucha atención ya que se disponen de pocos datos.

Zona de observación de las Alfa Crúcidas (ACR) y las Pi Púpidas II (PIP)




Les deseamos excelentes cielos todo el año y esperamos sus reportes.

Cualquier consulta a su disposición.

Pável Balderas Espinoza 
pavelba@hotmail
Coordinador General 
Liga Iberoamericana de Astronomía
Tarija-Bolivia

Dr. Josep M. Trigo
trigo@ieec.uab.es
Co-Coordinador
Liga Iberoamericana de Astronomía
Barcelona-España