sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O céu do mês – Fevereiro 2013

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Este mês será uma dessas oportunidades em que os observadores de todo o planeta ficarão atentos ao céu. Iniciando com as ocultações astronômicas, cuja facilidade de observação é a obtenção de registros extremamente fácil; sendo que as listadas para esse profícuo período serão novamente eventos de extrema beleza, já começando por Spica, que já estará brindando aos observadores da África. Mas não poderemos deixar de mencionar a importância das observações de asteróides que chegarão até a oitava magnitude como será o caso do Asteróide 2012 DA14. A Lua (mesmo minguante neste início de mês), e Saturno (mag. 0.5), na madrugada do dia 03 farão um belo par no céu, aliado ao planeta Marte (mag. 1.2) que fará um par visual com o longínquo Netuno (mag. 8.0). Nosso satélite será novamente a protagonista de uma ocultação diurna do diminuto Plutão no dia 07 deste mês. É passível de se obter alguma chance de registro observacional no norte da América do Sul, região do Caribe e sudoeste da América do Norte; ela ainda estará no perigeu a uma distância a Terra de 365.295 Km). Em 18 de fevereiro observadores do sul da Austrália terão a oportunidade de registrar mais uma ocultação de Júpiter pela Lua, sendo que em 20 de fevereiro próximo poderemos registrar a ocultação da estrela zeta Tauri (mag. 3.0). Oportunamente e ao anoitecer do dia 01 de março respectivamente, teremos a oportunidade de registrar a ocultação de Spica (mag 1.0) já no primeiro dia útil do próximo mês. Mas esse período é extremamente prometedor!



Nota:

Às 00:00 HBV de Brasília (02:00 UTC) do dia 17 de fevereiro próximo, termina o Horário de Verão em parte do território brasileiro, que esteve em vigor nas regiões determinadas pelo Decreto n° 6.558 de 08 de Setembro de 2008.

Assim sendo, as regiões afetas: a) – SUL, estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; b) SUDESTE, estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais e, c) CENTRO-OESTE, estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, retornam para o Fuso de -03:00 (UTC - Tempo Universal Coordenado).


Ocultação de Spica pela Lua em 01 de fevereiro de 2013

Na noite de 01 de fevereiro próximo, a Lua - 67% iluminada e com uma elongação de 109°, ocultará a estrela Spica (alpha Virginis) de magnitude 1.0  A faixa de visibilidade desse evento que poderá ser observado numa grande extensão do continente africano, encontra-se no artigo de janeiro 2013 do Sky and Observers.

Ocultação de Júpiter pela Lua em 18 de fevereiro de 2013

Na noite de 18 de fevereiro próximo, a Lua + 56% iluminada e com uma elongação de 97°, ocultará o planeta Júpiter (mag. -2.2) e (conseqüentemente) seus principais satélites naturais cuja faixa de visibilidade recairá no sul da Austrália, conforme apresentado na tabela 2 abaixo.

Ocultação de zeta Tauri pela Lua em 20 de fevereiro de 2013

Na noite de 20 de fevereiro próximo, a Lua + 70% iluminada e com uma elongação de 113°, ocultará a estrela zeta Tauri de magnitude 3.0  A faixa de visibilidade desse evento que poderá ser observado numa grande extensão do continente sul americano, encontra-se na resenha do Sky and Observers.

Ocultação de Spica pela Lua em 01 de março de 2013

Na noite de 01 de março próximo, a Lua - 87% iluminada e com uma elongação de 137°, ocultará a estrela Spica (alpha Virginis) de magnitude 1.0. Proporcionando um belo espetáculo aos observadores, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente americano. (Veja maiores informações na resenha do Sky and Observers).

Planetas!

Mercúrio = Ele estará na constelação de Capricornus mas somente até o dia 04, quando então ingressa na constelação de Aquarius. No dia 16, Mercúrio com uma magnitude de -0.5 chegará a sua fase de dicotomia, atingindo também seu periélio e chegando a 0,30750 UA do Sol; estando em máxima elongação neste dia, o Planeta fará seu ingresso na constelação de Pisces. Então com uma magnitude já estimada em 3.1, estará com uma elongação apenas de 9.3° em 28 de fevereiro.

Vênus = Na constelação de Sagittarius, somente neste primeiro dia, pois no dia 02 já estará na constelação de Capricorni. Suas elongações ainda continuam desfavoráveis a observações visuais, se bem que sua magnitude de -3.9 faz com que esse planeta seja um objeto celeste muito brilhante na madrugada por cerca de 20 minutos antes do nascer do Sol; portanto já na fase crepuscular do céu matutino. A melhor informação sobre Vênus é que ele atingirá o Afélio de sua órbita em 21 de fevereiro, com uma distância ao sol de 0,72820 UA. Cabe ainda mencionar que em 24 deste mês ingressa na constelação de Aquarius.

Lua (Fases) = As fases lunares este mês, estão indicadas em Tempo Universal. Fuso Horário de Verão em Brasília (UT = + 02:00 h).

Marte = Esse planeta começa este mês na constelação de Aquarii e suas elongações fazem com que ele seja observado no entardecer já dentro da fase crepuscular vespertina do dia, sendo que fará no dia 03 um par com o planeta Netuno. Entretanto a magnitude de Netuno (estimada em 8.0), aliado a poluição luminosa tornará quase impossível registrar de algum modo esse alinhamento. Como principal novidade marciana neste período, será o início do verão no hemisfério Sul de Marte que ocorrerá as 02:36 (UT) de 23/02.

Júpiter = Júpiter continuará chamando a atenção dos observadores neste mês, sendo que desta feita observadores localizados no sul da Austrália poderão registrar uma ocultação pela Lua desse brilhante planeta em 18 de fevereiro como acima mencionado. Na constelação de Taurus durante este mês também, suas magnitudes que começam a decair como no mês passado de forma gradativa; mesmo por que seu diâmetro aparente vem diminuindo também, sendo que em 23/02 já será de 39.9” de arco. Então ele estará com magnitudes estimadas em -2.3 em 01/02 e -2.1 em 28/02.

Novamente trata-se a tabela 4 abaixo, as respectivas magnitudes para o início, meio e término do mês às 00:00 (TU) dos satélites galileanos, os quais ressalta neste período a importância do engajamento dos observadores no programa internacional JEE2013, realizada pelo observador norteamericano Scott Degenhardt (scotty@scottysmightymini.com) principal investigador da IOTA (International Observations Timing Association).


Saturno = A cada quinzena Saturno vem na direção do nascente cada vez mais cedo. Então as suas observações já começam a ficar favoráveis a contar do dia 15/02, até mesmo sua magnitude nesta data estimada em 0.9. Sua elongação aumentando neste período favorecerá sobremaneira essas observações. Saturno estará estacionário no dia 19/02 quando então inicia movimento orbital retrógrado. Entretanto seu tamanho aparente já passará de 17.5” de arco em 15/02, chegando a 17.9” no fim do mês.

Urano = As observações de Urano, vão se tornando a cada dia mais difícil na medida em que suas elongações vão diminuindo. Sua magnitude estimada em 5.9 fará com que ele possa ser facilmente identificado na constelação de Pisces, quando em 26 de fevereiro estará a 0.05° da estrela 44 Piscium (mag. 5.7), uma gigante branco-amarelada de classe espectral  G5III, que deverá fazer um belo contraste com a coloração verde do disco do planeta.

Netuno = A magnitude é estimada em 8.0 e a conjunção com o sol está prevista para 21 de fevereiro deste mês; após esse período suas magnitudes e elongações começarão gradativamente a aumentarem, chegando em 28/02 com 6.5°; será necessário de agora em diante esperar que as condições de visibilidade possam favorecer a volta de sua busca no céu. Isso somente será possível novamente quando então a constelação de Pisces voltar a ser visível no céu noturno.

Ceres e Plutão = (1) Ceres ainda permanece na constelação de Taurus, entretanto a magnitude deste planeta anão continuará a decair, chegando a 8.0 em 15/02 e 8.2 já em 28 de fevereiro. Mas aumentando suas elongações e na constelação de Sagittarius poderá ser com alguma carta de busca identificado (134340) Plutão. Ele será novamente oculto pelo disco Lunar em 07 de fevereiro, mas sua pouca magnitude faz com que ele desapareça na intensa luminosidade do luar, pois a fase da lua (-11% Iluminada) nesta oportunidade já será o fator responsável por esse desaparecimento, sua magnitude é estimada em 14.1.

Glossário:

(UA) = Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

(a.l) = Ano Luz. Unidade de distância e não de tempo, que equivale à distancia percorrida pela luz, no vácuo, em um ano, a razão de aproximadamente 300.000 Km por segundo. Corresponde a cerca de 9 trilhões e 500 bilhões de quilômetros.

Afélio = Maior distância do Sol de um corpo em órbita ao seu redor.

Dicotomia = Aspecto de um planeta ou de um satélite quando apresenta exatamente a metade do disco iluminada.

Periélio = Menor distância do Sol de um corpo em órbita ao seu redor.


CONSTELAÇÃO:

Canis Major 

Vigilante, fiel e um grande companheiro em qualquer jornada. Assim pode-se definir o Cão como também dar-lhe o título de melhor amigo do homem. Na terra como também no céu a história se repete, pois encontraremos o simbolismo dessa figura no Egito antigo, quando então veremos que a mais brilhante estrela do céu, Sirius (uma estrela branca de magnitude -1.4 e classe espectral A1V), consequentemente alpha Canis Majoris, nesta constelação marca também o início das cheias do Rio Nilo.


Mirzam (1.9) é uma gigante branco azulada de classe espectral B1II-III, o que leva aos astrônomos crerem que essa talvez seja uma estrela velha, visto que deve possuir poucos metais. Mesmo assim estivesse essa estrela a 3,26 anos-luz ela ultrapassaria Sirius em brilho.

Muliphen, outra gigante branco azulada de magnitude 4.1 e classe espectral B8II, será a pata dianteira deste Cão, cujo dorso encontrará na estrela Wezen de magnitude 1.8, classe espectral F8Ia, uma estrela branco amarelada marcará o fim de sua garupa.

Aglomerados e Estrelas 

Tornar-se-á fácil numa primeira análise perceber que está região também oferece belos campos abertos de estrelas, mas embora não seja M41 o mais brilhante; será ele que oferecerá aos observadores uma bela visão com o emprego de binóculos 7 x 50 e também de pequenos telescópios com baixa ampliação. Ele é também um dos melhores objetos que se pode vislumbrar nesta área com essa classe de equipamentos. A imagem abaixo na figura 3 evidencia claramente a presença em seu interior de estrelas de oitava magnitude, mas facilmente perceptíveis em locais afastados da poluição luminosa.

Não é muito complexa a localização do NGC 2354, embora seja muito disperso e possua sua estrela mais brilhante na ordem de 9ª magnitude, sua dimensão de 20.0'x 20.0' e magnitude estimada em 6.5, farão evidenciar sua localização ainda por estar aparentemente próximo a brilhante estrela Wezen (mag. 1.8), uma supergigante amarela e classe espectral F8Ia, cuja luminosidade chega a ser mais de 10 000 vezes a do Sol.
Embora a magnitude do aglomerado aberto NGC 2362 seja estimada em torno de 4.1, sua dimensão de 8.0'x  8.0', faz com que ele evidencie a brilhante estrela Tau Canis Majoris (ou 30 Canis Majoris), uma estrela massiva e supergigante azulada que possui classe espectral O9Ib. Essa estrela ainda não deixa de surpreender aos observadores, visto que além de ser uma variável tipo EB (beta Lyrae) possui também um companheiro de menor magnitude.  

A Companheira de Sirius 

Como mencionado acima, Sirius (alpha Canis Majoris) e a mais brilhante estrela do céu, também possui uma companheira de oitava magnitude, numa distância de aproximadamente 10" de arco. No entanto apesar da grande separação, essa estrela é difícil de ser observada em telescópios de pequeno porte em virtude de seu brilho permanecer ofuscado pela estrela primária (Sirius A). Assim e sob condições excepcionais um telescópio acima de 300 mm será a condição mínima para uma visão clara. A separação varia de acordo com o lento movimento da estrela companheira (Sirius B) cujo período e de aproximadamente de 50 anos. A distância mínima é aproximadamente 2", conforme é apresentado na figura 4 abaixo.

Sirius B, uma estrela Anã Branca

A companheira é notável por várias razões e tornou-se um alvo bastante interessante desde sua descoberta a mais de um século atrás, quando o astrônomo e matemático alemão F.W. Bessel constatou que o movimento próprio de Sirius não se realizava numa linha reta no céu, mas apresentava oscilações devido à ação gravitacional de um pequeno corpo. Deste fato ele deduziu a existência então de uma pequena companheira não observada, embora ambas as estrelas movem-se num centro de gravidade comum. Alvan Clark descobriu essa estrela companheira em 31 de janeiro de 1862.

Canis Major certamente revelará bastante aos observadores os demais brilhantes objetos celestes existentes nesta área do céu. Isso faz com que essa região seja bastante conhecida dos astrônomos que conseguem obter êxito nesta fronteira celeste. Fica fácil agora perceber quais objetos celestes prenderão a atenção dos observadores que apreciam essa resenha. “A caçada continua”!

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 pp. 1730–1740.– Inc. New York – USA, 1978.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 27/11/2012.

- http://stars.astro.illinois.edu/sow/taucma.html - Acesso em 18/01/2013.

- http://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=5513 – Acesso em 18/01/2013

A ocultação de zeta Tauri pela Lua em 20 fevereiro 2013!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


Na noite de 20 de fevereiro próximo, a Lua + 70% iluminada e com uma elongação de 113°, ocultará a estrela zeta Tauri de magnitude 3.0 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente sul americano. 
Observadores localizados em grande parte da América do Sul, (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 respectivamente.

 
 
 
 


Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e Reaparecimento acima mencionadas, o fenômeno poderá ser acompanhado nas ilhas situadas nos oceanos Atlântico e Pacifico Sul, conforme demonstra a figura 2.



Zeta Tauri fica a cerca de 8 graus a SSE de El Nath, e marca a ponta do chifre Sul do Touro.

A estrela (figura 3) é muito remota para produzir uma paralaxe trigonométrica mensurável. A partir de várias características espectrais a luminosidade verdadeira é estimada em cerca de 4.400 vezes a do Sol (magnitude absoluta -4,2), a distância calculada nesta base é de cerca de 940 anos-luz. A estrela mostra um movimento próprio de 0,023" e uma velocidade radial em cerca de 15 quilômetros por segundo em recessão; variações periódicas na medição indicam que o semi-eixo maior da órbita da estrela visível é cerca de dez milhões de milhas, com uma excentricidade de 0,16. Evidentemente, a estrela invisível é um objeto mas muito menor que a gigante principal.

Zeta Tauri é uma das mais conhecidas "estrelas com capas", com características espectroscópicas que revelam a presença de uma atmosfera extensa e turbulenta em expansão. Desde os primeiros anos do século 20, a força do espectro da capa tem variado consideravelmente, foi muito forte em 1914 e em 1950, enfraquecendo em 1951 e 1952, então mais uma vez reforçando, até 1959. Embora Zeta Tauri seja muitas vezes considerada um exemplo bastante "clássico" de uma estrela com capa, tem mostrado atividade consideráveis nos últimos anos, com mudanças notáveis, por vezes, ocorrem dentro de poucos dias. Às vezes tais camadas as estrelas do exterior podem apresentar movimentos turbulentos, com enormes quantidades de material que flui para fora ou para dentro, com velocidades de até 100 quilômetros por segundo. O processo sugere algo parecido como proeminências solares em uma escala muito maior, suficiente para manter um anel permanente ou capas de gás em torno da estrela. Como em outras estrelas do tipo, há outras que parecem possuir diversas camadas diferentes em ação ao mesmo tempo, aumentando ou diminuindo a velocidades diferentes. Estratificação química é detectada em muitas das estrelas do tipo, as linhas dos elementos espectrais diferentes, evidentemente, se originam em diferentes níveis acima da superfície. Enquanto algumas estrelas da classe são opticamente variável, Zeta Tauri não mostra significativas mudanças de luz.

Muito pouco é conhecido sobre o mecanismo de funcionamento dessas Stars Shell (estrelas capas), mas acredita-se que uma série de ondas de choque podem ser geradas em uma região de instabilidade abaixo da superfície visível, mantendo as camadas mais externas da estrela em um estado de erupção. Rápida rotação também pode gerar turbulência, uma vez que as várias camadas da formação da capa estendida pode ser um dos fatores na evolução de estrelas para o estado de gigante ou supergigante.


Sites recomendados:

www.rea-brasil.org/ocultacoes
"Como observar"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/observar.htm
"formulário de reporte"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/1reporte_ocultacoes_lunares_v2.0c2_portugues.xls  (ocultações lunares) ou
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/reporte_asteroides.xls 
(ocultações de estrelas por asteróides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. Three – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.0 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 27/11/2012.

A ocultação de Spica pela Lua em 01 de março 2013!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Na noite de 01 de março próximo, a Lua - 87% iluminada e com uma elongação de 137°, ocultará a estrela Spica (alpha Virginis) de magnitude 1.0 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente americano. 

Observadores localizados em grande parte da América do Sul, (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 respectivamente.


Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e Reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange além da América do Sul, América Central e porção Sul da América do Norte, englobando os oceanos atlântico e pacífico.

Desta forma também, isonomicamente apresentamos as circunstâncias para algumas localidades da Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá e o México, cujas regiões e cidades são constantes nas tabelas 10, 11, 12, 13, 14 e 15.
 
  
A supergigante branco azulada Spica (1.0) e uma binária espectroscópica (Tripla - AB e AC) cujas companheiras invisíveis foram detectadas por intermédio das raias de seu espectro, e também cerca de 2.300 vezes mais luminosa do que nosso sol. A partir dos resultados de um estudo combinado de espectroscopia e interferometria feito em 1970, a distância parece ser próximo de 275 anos luz. A estrela apresenta um movimento próprio anual de 0,05"; a velocidade radial é inferior a 1 milha por segundo em recessão, com variações definidas.

Seu sistema massivo e binário foi detectado pela primeira vez pelo astrônomo alemão Hermann Carl Vogel em 1890, o período é de 4,0141604 dias (figura 3), extremamente curto para estrelas da classe gigante. Cerca de 80% da luz do sistema que vem da estrela primária que tem uma massa calculada de 10,9 e um diâmetro de 8,1 em valores solar, a mais fraca estrela parece ser, possivelmente, a metade do tamanho da primária, e tem um tipo espectral próximo de B7 e uma massa calculada de 6,8. A partir dos elementos orbitais, a separação centro a centro deve ser algo próximo a 11 milhões de milhas, a órbita é inclinada cerca de 24 graus a partir da posição de lado, e a excentricidade computada é 0,10. Além das alterações pequenas de luz provocadas pelos eclipses, a mais brilhante estrela é em si uma variável pulsante, evidentemente, da classe Beta Canis Majoris, com um período em de cerca de 0,174 dias, tanto na amplitude e na forma da curva de luz são variáveis.

Sites recomendados:

www.rea-brasil.org/ocultacoes
"Como observar"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/observar.htm
"formulário de reporte"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/1reporte_ocultacoes_lunares_v2.0c2_portugues.xls  (ocultações lunares) ou
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/reporte_asteroides.xls
(ocultações de estrelas por asteróides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. Three – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.0 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.

O asteroide 2012 DA14 em 2013!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

I - Introdução

Em 15 de fevereiro próximo, o asteroide 2012 DA14 estará em sua máxima aproximação a Terra com seu posicionamento mais favorável as observações (Lua = percentual iluminado = 0,30%), nas regiões da Ásia e Oceania, quando então sua magnitude em algumas localidades e estimada em 6.97, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. Já os observadores dotados com instrumentos e câmeras CCD, poderão realizar excepcionais tomadas deste corpo celeste dentre as constelações. 

II- Descoberta

O Asteróide 2012 DA14, foi descoberto em 22 de fevereiro de 2012 no Observatório Astronômico de La Sagra, que está localizado no sul da Espanha nas montanhas da Andaluzia, pelos observadores S. Sanchez, J. Nomen, M. Hurtado, J. A. Jaume, W. K. Y. Yeung, P. Rios, F. Serra e F. Serra, utilizando os seguintes equipamentos: Telescópio refletor 0. 45-m f/2. e CCD (Charge Coupled Device). A figura 1 abaixo é um fotograma realizado naquela noite pela equipe de observadores.

III - Dados Orbitais 

Por imediato ao descobrimento, uma vez informado seu descobrimento ao MPC (Minor Planet Center) a circular eletrônica MPEC 2012-D51 de 24 de fevereiro 2012, já apresentava seus elementos orbitais (figura 2) uma vez que ele foi também observado no Kitt Peak National Observatory e Sabino Canyon Observatory ambos nos Estados Unidos, e ainda em St Pardon de Conques na Suíça, quando então foi possível concluir tratar-se de um Asteróide NEO´s. 
III - Objetos NEO e PHA

NEOs (Near Earth Objects), são cometas e asteróides que foram impelidos pela atração gravitacional dos planetas de órbitas próximas a Terra (Vênus e Marte) fazendo com isso que fiquem gravitando nas cercanias da Terra. Eles são compostos principalmente de gelo de água com partículas de poeira. Um dos principais interesses nestes objetos e devido a grande maioria ter se originado ainda no processo de formação do Sistema Solar (cerca de 4,6 bilhões de anos atrás).

Para classificar e (consequentemente definir) um objeto como: PHAs (Potentially Hazardous Asteroids), deve-se avaliar criteriosamente e com base em parâmetros seguros, o potencial de realizarem aproximações perigosas a Terra. Assim especificamente, serão todos os asteróides com uma Distância Minima de Interseção Orbital de 0,05 (U.A) e uma magnitude absoluta (H) de 22,0 ou menos para que seja considerado PHAs.

IV - Circunstâncias na Oceania e na Ásia

As tabelas enumeradas (1 a 6) abaixo apresentam suas efemérides, para algumas localidades nestes continentes, onde um posterior reporte dessas observações são extremamente “importantes e necessários” para um amplo delineamento de sua órbita em suas próximas aproximações da Terra, visto que nesta oportunidade sua distância mínima será de 0.000185951 U.A. 


V - Circunstâncias na África e Europa

Pelo mesmo motivo acima mencionado, também as tabelas enumeradas abaixo (7 a 9) apresentam suas efemérides, para algumas localidades nos continentes africano, bem como as tabelas (10 a 16) abrange o continente europeu. Ressalta-se que para algumas localidades o evento de passagem meridiana já lãs ocorra após as 00:00 (TU) que indicará a data seguinte (16 de fevereiro); estas ocorrências estão ressaltadas com um asterisco (*) nas cidades mencionadas.


VI - Próximas aproximações

Como podemos facilmente verificar numa rápida análise de seus elementos orbitais, ele possui um período orbital de 366.2644 dias, ou seja, muito parecido com o da Terra. Mas o fato é que ele estará nesta época, em sua menor distância da Terra como podemos perceber facilmente analisando a tabela 17. As condições serão bem oportunas nos próximos anos, principalmente em 16 de fevereiro de 2046, mas nenhuma delas se compara a essa excepcional oportunidade de registro do Asteróide 2012 DA14.

Nota: = (U.A)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

Boas observações!


Referências:

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 21 Jan 2013.
- www.minorplanets.org/OLS/ - Acesso em 27 Jan 2013.
- http://www.oam.es/Asteroide_2012DA14.htm - Acesso em 27 Jan 2013.
- http://www.minorplanetcenter.net/mpec/K12/K12D51.html - Acesso em 27 Jan 2013.
- http://neo.jpl.nasa.gov/neo/groups.html - Acesso em 27 Jan 2013.
- http://newton.dm.unipi.it/neodys/index.php?pc=0 – Acesso em 27 Jan 2013.