quarta-feira, 1 de maio de 2013

O céu do mês – Maio 2013

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Este mês de maio novamente estará promissor do ponto de vista observacional e os motivos são os mais diversos; A ocorrência do eclipse anular em 10 de maio, que será visível na Oceania e em grande parte do Oceano Pacífico e ainda o eclipse penumbral da lua em 25/03. Mas neste evento será muito difícil notar alguma mudança significativa de tonalidades do disco lunar. A Lua estará visível neste instante nas regiões ocidental da África e também no continente americano. Complementando esse quadro, teremos também ocultações diurnas de Marte o dia 09, cuja faixa de visibilidade recai sobre a região norte do oriente médio na Ásia, abrangendo também o norte da África, Europa, Atlântico Norte, extremo norte da América do Sul, América Central (incluindo as ilhas do Mar do Caribe) e também a costa leste da América do Norte. Neste dia ainda (é também no período diurno), observadores localizados no Atlântico Norte, América do Norte, ilhas da região do Mar do Caribe e localidades no Oceano Pacifico (Havaí), poderão acompanhar a ocultação de Mercúrio pelo disco Lunar. Em 22 de maio será a vez do disco lunar ocultar a brilhante Spica, que poderá ser acompanhada da Oceania e ilhas do pacífico (polinésia, micronésia e melanésia), bem como o nordeste da Austrália e sudeste da Ásia. O diminuto Plutão também será oculto pelo disco lunar em 27 de maio e essa faixa de visibilidade recai no extremo norte do continente americano (Alasca e Mar de Bering), bem como o nordeste da Ásia (região da península Kamchatka, montes Kolyma, Japão e a península da Coréia). Com tantos atrativos para os observadores localizados nestas regiões do Globo, a constelação deste mês será também uma das mais conhecidas dos astrônomos, pois Centauri é uma das mais atrativas regiões celestes para instrumentos de pequena abertura ótica, as Star Parties confirmam facilmente essa assertiva.

O Eclipse Anular do Sol em 10 de maio de 2013

Em 10 de maio, teremos a ocorrência do primeiro eclipse do Sol (anular) deste ano que terá como áreas de visibilidade a Austrália, o leste da Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Ilhas Gilbert (República do Kiribati); as regiões adjacentes que poderão acompanhar esse eclipse de forma parcial incluem as demais partes do território australiano, Nova Zelândia e Indonésia (na Ásia), demais áreas da Oceania e grande parte do centro do Oceano Pacífico conforme é apresentado na figura 2.

As tabelas 2, 3 e 4 abaixo, apresentam as circunstâncias para algumas regiões dessa área do globo, visto que o seu  máximo instante se dará em oceano aberto às em 00:26:20 UT, com a duração da anularidade estimada em 6 minutos e 3 segundos, estando o Sol cerca de 74º acima do horizonte.

O Eclipse penumbral da Lua em 25 de maio de 2013

Este será a segunda ocorrência dos eclipses lunares previstos neste ano. Muito embora seja esse eclipse muito difícil de perceber alguma nuance de cor no limbo lunar, ela estará a apenas 0,5 minuto de arco da pálida sombra da penumbra terrestre. A figura 03 abaixo apresenta os instantes de contato com penumbra da Terra.

Nela é apresentado também as regiões em que a Lua será visível no céu e engloba as Américas e a África ocidental.

A Ocultação de Acrab (beta Scorpii) pela Lua em 25 Maio de 2013

Em 25 de maio próximo, a Lua + 100% iluminada e com uma elongação de 178°, ocultará a estrela Acrab (beta Scorpii) de magnitude 2.6 Esse evento poderá ser observado numa grande extensão das Américas Sul, Central e norte, bem como ainda na África e extremo sul da Europa. (Veja maiores informações no artigo do Sky and Observers).

A Ocultação de rho Sagittarii pela Lua em 28 Maio de 2013

Em 28 de maio próximo, a Lua - 87% iluminada e com uma elongação de 137°, ocultará a estrela rho Sagittarii de magnitude 3.9. Esse evento poderá ser observado numa grande extensão dos continentes americano, europeu e africano.  (Veja maiores informações no artigo do Sky and Observers).

A Ocultação de Dabih Major pela Lua em 29 Maio de 2013

Em 29 de maio próximo, a Lua - 78% iluminada e com uma elongação de 124°, ocultará a estrela Dabih Major (Beta Capricorni) de magnitude 3.1. Esse evento poderá ser observado numa grande extensão dos continentes americano, europeu e africano.  (Veja maiores informações no artigo do Sky and Observers).

Planetas!

Mercúrio = Já no segundo dia deste Mercúrio chegará à constelação de Áries, onde permanecerá até 12/05, quando então ingressará na constelação de Taurus. Todavia no meio deste mês ele estará muito pouco afastado do disco solar, o que impossibilitará nossas observações. Então novamente ressalto CUIDADO com as observações próximo ao disco do Sol. Suas elongações para o período são: 12.1°(W) em 01/05; 3.8° (E) em 15/05 e já em 31/05 chegará a 19.9°(E) com uma magnitude de -0.4.

Vênus = Vênus estará ainda na constelação de Áries até 04/05, quando a partir daí chega aos limites da constelação de Taurus, mas após o dia 10 já será possível a percepção do intenso brilho do planeta, ainda que mergulhado na intensa luz do dia, entretanto será no fim deste mês que teremos uma visão melhor de Vênus por alguns minutos antecedendo o nascer do Sol. Suas elongações para esse período serão de 12.2° (E) em 15/05 e 16.5°(E) em 31/05, sua magnitude é estimada em -3.8.

Lua (Fases) = As fases lunares este mês, ocorrerão nas datas e horários do fuso horário de Brasília (UT = + 03:00 h) mencionadas de acordo com o quadro 1:

Marte = Marte ainda permanecerá até o dia 22/05 na constelação de Áries sendo que suas observações ficam impossibilitadas devido também estar nas imediações do Sol à luz do dia. Essa situação somente começará a mudar um pouco no mês de junho quando então suas elongações W começarão a melhorar e teremos uma melhor visualização desse planeta nas madrugadas antes do nascer do Sol.

Júpiter = O gigantesco planeta vem despedindo-se do céu noturno a cada dia mais cedo, mas este mês as condições ainda são favoráveis as suas observações e bem como ainda os eventos dos satélites galileanos. As elongações de Júpiter para esse período são 36.7° (E) em 01/05, 26.1° (E) em 15/05 e 14.3° E em 31/05. Suas magnitudes são estimadas em torno de -1.9 em todo o período.

Novamente a tabela 5 abaixo, informa as respectivas magnitudes para o início, meio e término do mês às 00:00 (TU) dos principais satélites.

Saturno = Certamente para todos os observadores Saturno vem roubando a cena no céu noturno. A simples existência dos anéis por si somente já explica esse acontecimento normal. Entretanto a percepção de seus satélites também vem despertando o interesse nas observações realizadas junto ao público (por esse motivo estou incluindo na tabela 6 dados para a correta identificação dos satélites ao alcance visual de instrumentos de médio porte), visto a repercussão da semelhança encontrada na superfície do Satélite Titã de um vale cuja semelhança lembra o Rio Nilo na Terra. Saturno encontra-se na constelação de Libra até o dia 13/05, passando no dia seguinte aos limites da constelação de Virgo, suas magnitudes e elongações continuarão favoráveis a observação noturna durante todo o período.

Urano = As elongações de Urano vão gradativamente aumentando, o que já torna possível as buscas nas madrugadas antecedendo o nascer do Sol. O planeta continua na constelação de Pisces com a magnitude estimada em 5.9. Suas elongações para o período serão: 01/05, 30.4° (W); 15/05, 43.3° (W) e em 31/05 58.0° (W). Caso as madrugadas sejam convidativas, apresentando boas condições observacionais, um a aplicação de um binóculo 7x50 já será ideal para sua localização.

Netuno = A magnitude de Netuno é ainda estimada em 7.9 neste mês, mas isso influenciado pela elevação de suas elongações prevista em 01/05, 65.7° (W); 15/05, 79.1° (W) e 94.3° (W) em 31/05. O diâmetro aparente de Netuno mantém-se em torno de 2.4”. Mas será ideal buscar o quanto antes sua identificação em meio as brilhantes estrelas da constelação de Aquarius.

Ceres e Plutão = Nos primeiros dias deste mês ainda será possível visualizar (1) Ceres em meio as brilhantes estrelas da constelação de Auriga, mas somente neste primeiro dia, visto que ingressa na constelação de Gemini já amanhã 02/05, embora suas magnitudes vem sofrendo diminuição será possível encontrar esse planeta anão em 15/05 próximo a Tau Gemini de magnitude visual 4.4 e tipo espectral K2-III, após essa oportunidade teremos que esperar novas oportunidades em que suas elongações sejam novamente favoráveis, entretanto o planeta anão (134340) Plutão continua seu trânsito em meio as brilhantes estrelas da constelação de Sagittarius. Ele será oculto pelo disco lunar em 27 de maio próximo, mas magnitude estará estimada em 14.1, portanto fora do alcance de pequenos instrumentos óticos.

CONSTELAÇÃO:

Centaurus

Certamente é a constelação uma das mais conhecidas do céu desde a antiguidade, visto que se encontra figurada na obra Almagesto de Cláudio Ptolomeu, sendo que seu nome tem como base um relato de Erastóstenes de Cyrene (276 – 193 a.C), um sábio grego que notadamente por seus conhecimentos, foi convidado por Ptolomeu Evergete para ser responsável pela biblioteca de Alexandria. Segundo mencionado (Mourão, Uranografia, p. 105-106P) o nome é uma homenagem a figura mitológica do Centauro Quíron, que foi o mais célebre e sábio dos centauros em virtude de seus conhecimentos em medicina, astronomia e navegação. Os centauros eram seres monstruosos metade homem metade cavalos, que possuíam hábitos selvagens. Ferido acidentalmente por uma flecha envenenada de Heracles tentou em vão, aplicar todos os medicamentos disponíveis, mas sabendo que as flechas disparadas por Heracles eram incuráveis, solicitou que o matassem a fim de que não sofresse para sempre, visto que era imortal. Foi então que Prometeu que era mortal lhe ofereceu seu direito de morte. Dessa forma Quíron encontrou seu repouso no céu imortalizando-se entre as estrelas, próximo a constelação representativa do Navio Argos cuja tripulação havia aprendido a arte de navegação com esse Centauro.

Sendo a nona constelação mais extensa do céu, Centaurus situa-se entre as constelações da Crux, Hidra, Vela, Carina, Lupus e Circinus e possui uma área de 1060 graus conforme e demonstrado na figura 4, sendo também considerada aquela área celeste uma das mais brilhantes da esfera celeste, pois a atenção dos observadores logo voltará para suas mais brilhantes estrelas (Alfa e Beta Centaurus) que mencionei no mês anterior.

Alfa e Próxima Centauri

Talvez seja uma simplificação, mas costumeiramente vejo no dia a dia o tratamento de Alfa Centauri (cujo nome próprio é Rigel Kentaurus ou ainda Toliman) como a estrela mais próxima do Sol. Essa designação não estará equivocada se levarmos em consideração todo o conjunto, que na realidade é um sistema triplo de estrelas, sendo que as duas mais brilhantes componentes (alfa Centauri A e alfa Centauri B) são duas estrelas amarelas do tipo G2V e K1V. Este par faz com que todo o sistema seja a terceira estrela mais brilhante do céu, sendo que a magnitude do conjunto seja de -0,27.

Como podemos verificar na figura 5 abaixo, o sistema A e B tem um movimento orbital calculado em torno de 80 anos e a velocidade radial do sistema é de 23,5 km/seg em aproximação. Essa duplicidade foi descoberta em 1689 pelo padre jesuíta e astrônomo Richaud em Pondicherry na Índia.

Entretanto ambas possuem características muito análogas ao Sol, mas diferenças e os tamanhos comparativos são apresentados na tabela 7 juntamente com as informações das principais estrelas dessa constelação apresentadas na figura 04.

Próxima Centauri

Não será uma surpresa também tratar-mos de forma individualizada a estrela que denominamos “alfa Centauri C” que completa esse sistema triplo, pois a determinação de sua paralaxe em como sendo 0,762” (figura 6) após sua descoberta realizada em 1915 pelo astrônomo Robert T. A. Innes (1861 – 1933), determinou que ela está ainda mais próxima ao Sol que alfa Centauri, provindo daí seu acertado nome “Próxima Centauri”.

Entretanto como o período de revolução de “alfa Centauri C” em torno de seu sistema é enorme, (atualmente estimado em torno de 1 milhão de anos) sua distância de “alfa Cen A”, é estimada em 10.000 UA. Seu diâmetro estimado em 64.000 km, faz com que essa anã vermelha seja um pouco maior que o planeta Netuno, muito embora seu pequeno tamanho, caso estivesse situada à mesma distância do Sol, teria ela uma luminosidade equivalente a 45 luas cheias no céu. Mas as surpresas não param aí visto que o astrônomo norte-americano Harlow Shapley (1885 – 1972), analisou 592 placas fotográficas obtidas pelo Observatório de Harvard entre 1925 e 1950, onde foi possível verificar 48 flares na estrela. Essa variação de brilho de “Próxima Centauri” talvez seja devido à atividade intensa de sua superfície, mesmo porque outras estrelas apresentam esse comportamento como Krueger 60 em Cepheus e Ross 614 em Monoceros.

Os Objetos Deep-Sky na região de Centaurus

Como está atravessada pelo plano equatorial da galáxia Via-Láctea, aquela região torna-se excepcionalmente rica em objetos de céu profundo; então a profusão de aglomerados e galáxias ali localizados ficará bem diversificada. Como uma conseqüência direta deste fato, a seleção de objetos ao alcance de pequenos instrumentos fica fácil, todavia será mais complicado escolher dentre eles o mais belo. Como as opções são diversas apresento na tabela 8 uma opção de escolha, chamando a atenção para a quantidade de Aglomerados Abertos existentes que se encontram também mapeados na figura 04


Não de forma surpresa, em 22 de fevereiro de 2005 o programa brasileiro de busca de supernovas (pela sua terminologia em inglês, Brass – Brazilian Supernovae Search), descobriu uma supernova na galáxia espiral NGC 4945, identificada como SN2005af; esta confirmação fez com que a SN2005af, se tornasse a supernova mais próxima descoberta naquela época (Napoleão, 2006).

A Galáxia Centaurus A 

A magnífica visão através da ocular de um bom telescópio já faz com que a NGC5128, ou ainda, a galáxia elíptica Centarus A, seja um dos objetos mais peculiares e interessantes do céu. Essa gigantesca galáxia encontra-se a uma distância de 13,7 milhões de anos-luz, isso faz com que ela esteja localizada fora do Grupo Local de Galáxias a que pertencemos.

Aos telescópios de boa ótica podendo ser esses de 140mm ou acima (neste caso a melhor opção recairá para os refletores), Centaurus A (NGC 5128) apresentará uma faixa de poeira escura que atravessa seu plano equatorial, conforme podemos observar na imagem da figura 07 abaixo.

A curiosidade desta galáxia além da existência de uma fonte de rádio e forte emissão de raios X e que uma equipe internacional de astrônomos do ESO (European Southern Observatory) descobriram a existência de mais de 1.000 estrelas luminosas sendo essas, variáveis vermelhas estrelas do tipo Mira. Muito embora a existência de alguns milhares de estrelas variáveis desse tipo é conhecida, algumas outras centenas foram encontradas em outras galáxias próximas, incluindo as Nuvens de Magalhães.

O aglomerado globular Omega Centauri

A expressão admirativa Uau! será a mais pronunciada por aquelas pessoas que tem o privilégio da  primeira vez observar em uma noite de Star Parties, o magnífico aglomerado globular Omega Centauri. Atualmente fico atento também às diversas reações do público, pois sou testemunha dessas ocorrências, quando o objeto no campo da ocular é o NGC 5139 que na figura 08, muito embora realizada com um telescópio grande não da margens a dúvidas.
Mas nem sempre foi assim. Catalogado por Johannes Bayer (1572 - 1625) em 1603 no Atlas Uranometria, foi tratado como uma estrela, vindo daí a denominação até hoje usual de “Omega Centauri”. Isso mudou quando o astrônomo Edmond Halley (1656-1742) (que ganhou notoriedade por predizer o retorno do cometa P/Halley) realizou o trabalho de catalogação de estrelas no hemisfério sul em Santa Helena (catalogus stellarum australium), pois durante essa atividade em 1677 reconheceu a aparência globular desse objeto; mas a designação NGC 5139, somente possível após a elaboração por Johan L.E.  Dreyer (1852 – 1926) do New General Catalogue of  Nebulae and Cluster of Stars (Londres, 1888).

Visível a olho nu em noites límpidas com a ausência da Lua e também da poluição luminosa, pode perceber facilmente no céu, uma mancha luminosa semelhante a muitos cometas, que está situada na direção norte numa reta imaginária formada pelas estrelas Beta e Epsilon Centauri. Distante cerca de 17.000 a.l, ele é composto de pelos menos 100 mil estrelas. Devido ao seu tamanho (36.3'x 36.3') estima-se que seu diâmetro seja da ordem de 350 anos luz e que em sua região nuclear a distância entre as estrelas seja da ordem de 1/10 a.l.

Evidentemente a acidental fecha disparada por Quíron e consequentemente sua aceitação ao direito de morte, tiveram um efeito reverso que o levou ao honorífico direito de ser imortalizado no céu austral. Isso até os dias atuais não ficam em vão ou adormecidos, quando estamos dispostos a caçar esses valiosos objetos celestes, ainda que estejam sob vigilância fiel e guarda de seres metade homem, metade cavalo.

Glossário: 

(UA) = Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

(a.l) = Ano Luz. Unidade de distância e não de tempo, que equivale à distancia percorrida pela luz, no vácuo, em um ano, a razão de aproximadamente 300.000 Km por segundo. Corresponde a cerca de 9 trilhões e 500 bilhões de quilômetros.

Afélio = Maior distância do Sol de um corpo em órbita ao seu redor.

Dicotomia = Aspecto de um planeta ou de um satélite quando apresenta exatamente a metade do disco iluminada.

Periélio = Menor distância do Sol de um corpo em órbita ao seu redor.

MPa = Movimento Próprio anual, sendo: (-) em aproximação, (+) em recessão.

E3 = Galáxia Elíptica de achatamento intermediário.

SO = Galáxia de forma Lenticular.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23567-X pp. 535–572.– Inc. New York – USA, 1978.

- Napoleão, Tasso Augusto – Astronomy Brasil – Dezembro 2006, Vol. 1, n° 8, Duetto Editorial, P. 64/67, São Paulo – SP – Brasil.

- Riedel, Bernardo – Astronomia – Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) – 1979 – Vol. 1, n° 1, 87P.

- Fortune, David Henry – Boletim  do CEAMIG – Maio 1986 n° 4, pág. 3; Belo Horizonte - MG – Brasil.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 19/02/2013.


- http://www.eso.org/public/news/eso0315/ - Acesso em 20/03/2013.

A ocultação de Acrab pela Lua em 25 de Maio 2013!


Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 25 de maio próximo, a Lua + 100% iluminada e com uma elongação de 178°, ocultará a estrela Acrab (beta Scorpii) de magnitude 2.6 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios. Esse evento poderá ser observado numa grande extensão das Américas Sul, Central e norte, bem como ainda na África e extremo sul da Europa. 

Observadores localizados no norte da América do Sul (Brasil, Colômbia e Venezuela), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentada na tabela 1. 
Observadores localizados na região continental da América Central e istmo (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá), bem como ainda aqueles localizados no mar do caribe (Ilhas Cayman, Cuba, Rep. Dominicana, Jamaica, Porto Rico e Trinidad e Tobago), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentada na tabela 2.
Observadores localizados na América do Norte (Bermudas, Canadá, México e Estados Unidos), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentada na tabela 3.
Observadores localizados na África (Argélia, Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Gana, Marrocos, Nigéria e Senegal) que abrange a porção oeste setentrional, poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentada na tabela 4. 
E os observadores localizados na região insular das ilhas canárias, no Atlântico ao largo da costa africana, poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentada na tabela 5.
Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e Reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa global de visibilidade do fenômeno, visto que abrange também outras localidades não mencionadas nas tabelas acima.

Beta Scorpii é uma das melhores estrelas duplas brilhantes no céu para telescópios de pequeno porte, e não será nada difícil de ser encontrada com um bom refrator de duas polegadas. Magnitudes individuais dos componentes foram medidos como 2,63 e 4,92; separação de 13,7" em Ângulo de Posição de 23°. Há cores de muito pouco contraste neste par, embora C.E Barns chama-os. "intenso e colorido" para T.W. Webb eles eram "Pálidos amarelo e verde" W.T. Olcott os chama  "branco e azul", Proctor Mary pensou que eles são "branco e lilás", enquanto E.J. Hartung fala deles como um "par pálido e esplêndido amarelo" vistos à luz do dia eles dão a impressão de uma tonalidade amarelada, provavelmente devido ao contraste com o céu azul. Contra o céu escuro da noite a maioria dos observadores irá encontrá-los simplesmente branco talvez com um tom cinzento ou azulado na estrela mais fraca.

A segunda companheira, de magnitude 9,5, foi descoberta por SW Burnham com uma abertura de 18,5 polegadas em 1879, e é difícil de observar mesmo em grandes telescópios. Hartung acha que foi possivelmente visíveis com telescópios de 30 centímetros em 1960, desde então fechou um pouco, cerca de 0,5", o ângulo de posição aumentou de 88 graus em 1880 para cerca de 132 graus em 1959.

Evidentemente, as duas estrelas estão em revolução orbital com um lento período, provavelmente se aproximando de 1000 anos.  Durante uma ocultação de Beta Scorpii pela lua em 08 julho de 1976, a estrela fraca foi encontrada para ser consideravelmente mais brilhante do que o esperado, provavelmente cerca de magnitude 6.5; ou a estrela é variável, ou a estimativa de magnitude 9,5 foi uma grande subestimativa resultantes da dificuldade de observação. Este par fechado, aliás, é chamado de "A-B"; a terceira estrela em 13,7" é designada "C".

Além desses dois companheiros visíveis, a principal brilhante é uma binária espectroscópica com período de 6.828145 dias. Da órbita conhecida, as massas dos dois componentes parecem ser cerca de 21 e 13 massas solares, e a órbita da componente brilhante é cerca de 8 milhões de quilômetros do centro gravitacional do sistema, com uma excentricidade de 0,27.

Um evento amplamente observado e raro foi a ocultação do sistema Beta Scorpii por Júpiter em 13 de maio de 1971. Na ocasião, a componente brilhante passou por trás do disco do planeta muito perto de seu pólo sul, permanecendo escondida durante cerca de 90 minutos, a magnitude 5 do componente "C" de 13,7" foi ocultado quase centralmente por um intervalo de 2,2 horas de "totalidade". No reaparecimento, cada estrela foi vista pela primeira vez como um ponto fraco da luz, aparentemente dentro do disco de Júpiter, a estrela mais brilhante requer cerca de 7 minutos para recuperar o brilho total. Ambas as estrelas brilharam irregularmente com "flares", aparentemente o resultado da estrutura estratificada da atmosfera de Júpiter Durante este evento, um fenômeno ainda mais raro foi observado; a ocultação de Beta Scorpii C pelo satélite de Júpiter Io, a estrela permaneceu ocultada por 4m 11s como observado na Jamaica, e um pouco mais de 5 minutos como pode ser visto a partir do Observatório da Universidade da Flórida. 

Durante este evento, uma forte evidência foi encontrada para o fim da duplicidade de Beta Scorpii C, de acordo com os astrônomos no McDonald Observatory a estrela é provavelmente um par perto de cerca de 0,10" de separação em AP de 308 graus com um diferença de brilho de cerca de 2 magnitudes. O sistema Beta Scoprii então se torna um quíntuplo, embora apenas o brilhante par A-C possa visto na maioria dos telescópios amadores.

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteróides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. Three – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978. 

- Astronomical Software Occult v4.1.0.0 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 19/02/2013.

A ocultação de rho Sagittari pela Lua em 28 maio 2013!


Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


Em 28 de maio próximo, a Lua - 87% iluminada e com uma elongação de 137°, ocultará a estrela rho Sagittarii de magnitude 3.9 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão dos continentes americano, europeu e africano. 

Observadores localizados no norte da América do Sul (Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 1.
Observadores localizados na região continental da América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e  Nicarágua), região do istmo (Panamá), bem como ainda, aqueles localizados no mar do caribe (Ilhas Cayman, Cuba, Rep. Dominicana, Jamaica, Porto Rico e Trinidad e Tobago), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 2.
Observadores localizados na América do Norte (Estados Unidos), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 3.
Observadores localizados na África (Argélia, Burkina Faso, Cabo Verde, Marrocos, Nigéria e Senegal) que abrange a porção setentrional, poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 4. 
E os observadores localizados na Europa (Espanha, França e Portugal), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 5.
Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e Reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa global de visibilidade do fenômeno, visto que abrange também outras localidades não mencionadas nas tabelas acima.

A designação de Bayer para Rho Sagittarii (Sgr 1, 2 Sagittarii) é compartilhada por duas estrelas. As duas estrelas estão separadas por 0,46 graus no céu. Porque também elas estão perto da eclíptica, podem ser ocultadas pela Lua e, muito raramente, por planetas. A próxima ocultação de rho Sagittarii por um planeta ocorrerá em 23 fevereiro de 2046, quando será ocultada por Vênus.

Rho-1 Sagittarii é uma estrela de um tipo espectral F0 que tem uma magnitude aparente de 3,93. Ela encontra-se cerca de 122 anos-luz da Terra (figura 3).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteróides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

-  Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.



A ocultação de Dabih Major pela Lua em 29 de maio 2013!


Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 29 de maio próximo, a Lua - 78% iluminada e com uma elongação de 124°, ocultará a estrela Dabih Major (Beta Capricorni) de magnitude 3.1 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão dos continentes americano, europeu e africano.

Observadores localizados no norte da América do Sul (Brasil, Colômbia e Venezuela), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 1

Observadores localizados na América Central, região do istmo (Panamá), bem como ainda aqueles localizados no mar do caribe (Ilhas Cayman, Cuba, Rep. Dominicana, Jamaica, Porto Rico e Trinidad e Tobago), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 2.
Observadores localizados na América do Norte (Bermudas e Estados Unidos), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 3.
Observadores localizados na África (Argélia, Burkina Faso, Cabo Verde, Marrocos, Egito, Senegal e Tunísia) que abrange a porção setentrional, poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 4. 
E os observadores localizados na Europa (Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Malta, Moldávia, Holanda Polônia, Portugal, Inglaterra, Rep. Tcheca, Romênia, Sérvia, Suíça, Suécia e Turquia), poderão acompanhar esse evento, conforme as circunstâncias apresentadas na tabela 5.
Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e Reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa global de visibilidade do fenômeno, visto que abrange também outras localidades não mencionadas nas tabelas acima.

Beta Capricorni é uma dupla fácil de observar, oferecendo um contraste de cores muito boas para o pequeno telescópio. As duas estrelas (figura. 3) compartilham um movimento próprio comum em cerca de 0,04" por ano; a separação projetada é 9.400 UA, (Burnham, 1978). Dabih está situada a 500 anos luz de distância e sua luminosidade é de cerca de 1.500 vezes a do Sol. Beta B é uma estrela dupla de magnitude 6.1 que forma com ela um par ótico (Mourão, 1987).

A estrela brilhante é uma tripla espectroscópica, com períodos de 8.678 e 1.374 dias. Thomas William Webb também menciona um par minúsculo entre os componentes, com uma separação de 6,4" e AP de 322 °,  sendo ambas as estrelas de 13ª magnitude.

Sites recomendados:

www.rea-brasil.org/ocultacoes
"Como observar"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/observar.htm
"formulário de reporte"
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/1reporte_ocultacoes_lunares_v2.0c2_portugues.xls  (ocultações lunares) ou
http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/reporte_asteroides.xls
(ocultações de estrelas por asteróides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

-  Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2013, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2012, 100P.

- Burnham, Robert Jr. – Burnham´s Celestial Handbook (23567-X, 23568-8, 23673-0)– An Observer´s Guide to the Universe beyond the Solar System – Vol. One – Dover Publications, Inc. New York – USA, 1978.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.0 (David Herald - IOTA) - acesso em 27/11/2012.

- Cartes du Ciel - Version 2.76, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 19/02/2013.


O asteroide 285263 (1998 QE2) em 2013!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB


A contar do dia 25 de maio próximo, o asteroide 285263 (1998 QE2) estará com seu posicionamento e magnitudes favoráveis às observações, quando então sua magnitude chegará a 10.5, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos, lunetas e telescópios de médio e pequeno. A tabela 1 apresenta suas efemérides aqui calculas para as coordenadas do Observatório Wykrota (Observatório código 859) do CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), bem como ainda o percentual iluminado da fase da Lua até o 11 de junho, visando sua observação.


II - Descoberta

O Asteróide 285263 (1998 QE2) foi descoberto em 19 de agosto de 1998 por Matthew S. Blythe, Frank Shelly, Mike Bezpalko, Joseph S. Stuart, Herbert E.M. Viggh e Ron Sayer; todos da equipe do LINEAR (Lincoln Laboratory Experimental Test System, New Mexico - USA) Observatório Código 704.

Classificado como um objeto da classe Amor visto que em suas oposições periélicas ele aproxima-se muito da Terra, este objeto ainda já é considerado também um NEO/PHA. Observado pelo Telescópio Espacial Spitzer por Trilling et al. (2010), estima-se que ele tenha um diâmetro de 2,7 km e um escuro albedo ótico de 0,06. O quadro abaixo apresenta seus elementos orbitais.

Seu posicionamento nesta oportunidade está bastante favorável as observações telescópicas no hemisfério sul, visto que em seu perigeo estará a 0,039 UA (15 distâncias lunares) em 31 de maio de 2013 conforme apresentado na figura 1. É ideal ainda que as observações óticas sejam reportadas da melhor forma possível, para que se possa estimar com melhor exatidão seu período de rotação, muito embora as observações por radar darão números mais precisos para esse objeto celeste.


Nota: = (UA)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

Boas observações!


Referências:
- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#results - Acesso em 27/03/2013.
- http://echo.jpl.nasa.gov/asteroids/1998QE2/1998QE2_planning.html - Acesso em 27/03/2013.
- http://www.ll.mit.edu/mission/space/linear/ - Acesso em 27/03/2013.
- The Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR) Program - Acesso em 27/03/2013.
- Detection and Discovery of Near-Earth Asteroids by the LINEAR Program - Acesso em 27/03/2013.


O Sábio que Descobriu o Brasil


Nelson Travnik
nelson-travnik@hotmail.com

Em abril de 1500, numa enseada de águas cristalinas ao sul de Bahia, o sábio Mestre João improvisou um observatório astronômico e localizou o Brasil pela primeira vez.

No entardecer de 22 de abril, quarta-feira, Pedro Álvares Cabral e sua tripulação avistaram o contorno arredondado de um ‘grande monte’. Acreditando que estavam se dirigindo para a distante Índia, acabaram realizando uma descoberta fortuita ou intencional. Na hoje  denominada Baia de Cabrália, a 12 quilômetros de Porto Seguro-BA, em uma noite de Lua Nova daquela segunda-feira, 27 de abril, o astrônomo e médico da frota respeitosamente chamado de Mestre João, entrava para a história como primeiro a posicionar o Brasil. Ele tinha ficado até este dia na caravela em virtude de uma grande ferida, fruto de uma intermitente coceira. Mestre João era um fidalgo de origem espanhola encarregado da operação de posicionar a frota. Em solo, ele foi incumbido de, através do Sol e das estrelas, ver que terra era aquela, em que latitude se encontrava. O procedimento do cálculo da longitude ainda não estava definido àquela época. Isto viria acontecer em escala ultramarina somente a partir de 1762. Com um grande astrolábio de madeira que os lusos haviam aperfeiçoado desde o inicio do ciclo das grandes navegações e que era superior ao kamal de origem árabe, mediu a altura do Sol e calculou a latitude. Obteve a medida de aproximadamente 17 graus o que se mostrou bem precisa pois hoje sabemos que a Baia de Cabrália fica a exatos 16° 21’ 22”. Não somente o astrolábio mas outros instrumentos como a balestrilha e o kamal, todos de madeira, eram usados. Mestre João foi assim o primeiro a posicionar por meio de instrumentos onde estava o Brasil.

CRUZEIRO  DO  SUL

A maior contribuição de Mestre João a ciência astronômica, viria contudo à noite. Ao observar extasiado a beleza do céu austral, mais rico em estrelas que o céu boreal, observou uma constelação que já era conhecida desde a antiguidade e que servia para orientar navegantes depois de cruzar a linha do equador. Ao ver o desenho perfeito de uma cruz, Mestre João a batizou de Cruzeiro do Sul, constelação que está em nossa bandeira e serve até hoje aos escoteiros e curiosos para posicionar o polo sul celeste, aquele ponto no céu para onde está direcionado o eixo de rotação da Terra. O Cruzeiro do Sul com uma área de 68 graus quadrados, é a menor das constelações e uma das mais famosas do Hemisfério Sul. Os gregos a conheciam  como parte do Centauro. A primeira descrição como uma cruz é devida ao Mestre João pois o navegador Andreas Corsali somente a veria assim em 1516. Sua introdução  em uma carta celeste  com o nome latino ‘Crux’ somente foi feita em 1604 pelo astrônomo Jean Bayer em sua célebre obra Uranometria.

Nelson Travnik é astrônomo e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.



13 de abril, dia do hino nacional

Antônio Araújo Sobrinho
antonio.araujo@ifrn.edu.br
ANRA - Associação Norte-Rio Grandense de Astronomia

Qual a relação entre o céu e o hino nacional brasileiro?
Quais os significados entre algumas palavras citadas no hino e a nomenclatura científica?
Por que o dia 13 de abril é considerado o dia do hino nacional?


Todas as nações têm sua Bandeira e seu Hino, que são sagrados.  O Hino Nacional Brasileiro constitui, por sua significação histórica, um símbolo nacional.

Particularmente, no hino nacional brasileiro se faz referência ao Sol, a constelação do cruzeiro do Sul, ao céu profundo e a bandeira nacional.

A história do Hino Nacional reflete alguns dos momentos mais importantes de nossa História. O hino surgiu no momento em que o Brasil atravessava um período difícil, pois D. Pedro I, em razão de seus desmandos autoritários fazia a independência do país oscilar. Assim, ao calor das manifestações civis que comemoravam a abdicação do Rei, forçada pelo clamor dos patriotas, Manuel da Silva refez o hino que criara em 1822 para saudar a emancipação política do País. 

O hino então se transformou num grito de rebeldia da Pátria livre contra a tutela portuguesa. Ele tocado pela primeira vez em 1831. Ele foi tocado por quase um século sem ter oficialmente uma letra. Foram muitas as tentativas de acrescentar um texto à música que não deram certo, pois em sua maioria não possuíam versos bons: alguns eram carregados de ressentimentos e insultavam os portugueses; outros eram cheios de bajulações ao soberano reinante. 

Assim, só em 1909 a composição de Francisco Manuel da Silva ganhou a letra de Joaquim Osório Duque Estrada. No ano de 1922, Epitácio Pessoa oficializou a letra como Hino Nacional Brasileiro. Por ter sido originalmente criada para execução em orquestra, a música sofreu adaptações para ser cantada.


SIGNIFICADO ASTRONÔMICO

Sol da liberdade, em raios fúlgidos: O Sol que brilha livremente para todos
brilhou no céu da pátria nesse instante: O Sol brilhou para todos brasileiros
céu, risonho e límpido:  céu claro,  que nos dá prazer em olhar
a imagem do cruzeiro resplandece: A constelação do Cruzeiro do Sul se destaca no céu do Brasil
e o teu futuro espelha essa grandeza: o futuro reflete
ao som do mar e à luz do céu profundo:  A visão do ceú muito além dos planetas
Sol do novo mundo: O Sol visto da América
o lábaro que ostentas estrelado: A bandeira brasileira e suas estrelas.

Antônio Araújo Sobrinho e astrônomo e presidente da ANRA - Associação Norte-Rio Grandense de Astronomia



Campaña de la Sección Materia Interplanetaria - Mayo 2013


METEOROS Y BÓLIDOS - LIADA


Eta Acuáridas:

Una lluvia de meteoros muy activa a inicios de mayo que recomendamos observar. Las Eta Acuáridas son visibles entre las constelaciones Aguila y Sagitario, zona donde podrán observarse meteoros de otras lluvias activas en Escorpión, Ofiuco, Boyero y Virgo. Los siguientes datos pretenden ser explicativos pero recuerde no ver previamente en la carta estelar que use la posición de los radiantes para evitar sugestionarse al trazar los meteoros. Recomendamos contar las Eta Acuáridas y trazar el resto de meteoros que aparezcan de otras lluvias. 

Este radiante suele presentar su máxima actividad entre el 4 y el 6 de mayo. Aunque suele ser variable de un año a otro, produce una THZ de unos 60 meteoros / hora. Es una lluvia que puede presentar actividad superior a 30 meteoros / hora por toda una semana (entre el 3 y 10 de mayo). Tal THZ es unas diez veces superior a la típica de otras lluvias menores pero además sus meteoros son muy brillantes, por encima de una magnitud sobre la media del fondo esporádico. Gran parte de esos meteoros presentan estelas persistentes cuya duración puede llegar a ser de varios segundos.


Posición y desplazamiento del radiante de las Eta Acuáridas ETA. El radiante aparece trazado para las fechas de inicio, máximo y fin de la actividad.

Hay varios radiantes que se pueden estudiar paralelamente a las Eta Acuáridas. 
Las Alfa Bootidas (ABO) presentan un máximo de unos 5 meteoros por hora muy evidente el 28 de abril, manteniéndose activas hasta mediados de mayo. Los meteoros son fácilmente identificables por su velocidad aparente lenta y por proceder de las cercanías de la brillante estrella Arturo. Las Alfa Escórpidas (ASC) se mantienen activas hasta el 15 de mayo teniendo un máximo sobre el día 3 de unos 10 meteoros por hora con meteoros de velocidad moderada que proceden de las proximidades de la brillante estrella Antares.

Las Beta Corona Austrálidas (CAU) producen meteoros moderados rápidos procedentes de la cola de Escorpión. Son visibles desde el 23 de abril hasta el 30 de mayo, con un máximo en torno al 18 de mayo cuando produce actividad probablemente inferior a 3 meteoros por hora. También hay una zona de radiación meteórica conocida con el nombre genérico de Sagitáridas (SAG). Produce meteoros de velocidad moderada desde un radiante muy disperso que alcanza su máximo en torno al 17 de mayo. Finalmente las Sigma Leonidas (SLE) permanecen activas hasta el 13 de mayo. Aunque su actividad es ya muy baja, en ocasiones produce bólidos (meteoros muy brillantes) procediendo del norte de Spica la estrella de mayor brillo de Virgo. 

A su disposición para cualquier consulta.

Cielos claros para todos.

Pável Balderas Espinoza pavelba@hotmail.com Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Materia Interplanetaria 
LIADA 

Josep M. Trigo trigo@ieec.uab.es Barcelona-España
Co-coordinador
Sección Materia Interplanetaria
LIADA