sábado, 26 de julho de 2014

Falecimento do Professor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Novamente a ciência astronômica no Brasil sofre um revés com a partida de um de seus mais importantes disseminadores. O professor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, incansável trabalhador na missão de levar a todos os mais importantes avanços da astronomia cativou uma série de astrônomos amadores no Brasil que atualmente, realizam excepcional trabalho de importância fundamental a essa ciência.

Suas referências bibliográficas são um ponto marcante nas séries que mensalmente podemos ver nesta página de astronomia. Lembro algumas vezes em que via o Professor Ronaldo Mourão pelos Jardins do Observatório Nacional do Rio de Janeiro, certamente absorvido em pensamentos que muitas vezes levariam a prelo, obras de importância para o público leitor de astronomia, astrofísica, astronáutica e ciências correlatas.

Um dos membros fundadores do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) em janeiro de 1985 e também do Clube de Astronomia do Rio de Janeiro (CARJ), destacou-se também por seus trabalhos de estrelas duplas, asteroides e cometas; entre os anos 70 e 80 por algumas oportunidades, vinha a Belo Horizonte-MG palestrar aos integrantes do CEAMIG em seus Cursos de Iniciação de Astronomia, temas que lhe eram de maior domínio.

Durante as atividades do XIII EANE (Encontro Nordestino de Astronomia) que foi realizado com sucesso pela ANRA (Associação Norte-Riograndense de Astronomia) entre os dias 30 de maio e 1° de junho de 2013, no campus central do IFRN em Natal-RN, onde tive a honra de conferenciar aos presentes naquela oportunidade, o tema: "Divulgação da Astronomia", mencionar a importância de suas obras para o grande público, enfatizando que são através desses trabalhos que ocorre o crescimento da nossa conscientização cosmopolita.

Que dizer de suas obras se não referências elogiosas?, muitos começaram a navegar pelo céu noturno através da orientação segura do "Atlas Celeste" (Editora Vozes), Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Editora Nova Fronteira (1997), entre outros (figura 1). 


Carismático e sempre afável, por diversas vezes recebia na sua residência a visita de inúmeros amigos como podemos frequentemente ver nesta página as informações postadas pelo astrônomo Nelson Travnik (figura 2).  

Por muitos anos ainda, esses trabalhos publicados farão parte do acervo da biblioteca pessoal de muitos amigos(as) para consultas e leituras sempre proativas.

terça-feira, 1 de julho de 2014

O céu do mês – Julho 2014

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Mensurar os objetos celestes para que se possa melhor apreciar a beleza do céu; talvez seja essa uma das concepções básicas que são ensinadas aos recém-diletantes na ciência astronômica.  Observar o céu então de forma simples, vai somente complementar as nossas aspirações. Os eventos para esse mês então, não passarão despercebidos pois novamente a Lua brindará os observadores no hemisfério ocidental com duas fantásticas ocultações que envolverão Marte em 06/07 e posteriormente Saturno em 08/07. É importante mencionar também que Rho Sagittarii, Dabih Major e Hyadum II serão ocultas pelo disco lunar neste período e que esses a amplitude desses fenômenos, vem despertando a cada vez mais o interesse de diversos observadores para esse tipo de evento, facilmente acessíveis a telescópios de pequeno e médio porte. Aos diletantes: Já conseguiram localizar Spica (alfa Virgo) e Aldebaran (alfa Tauri)? A Lua dará novamente a bela oportunidade de localizar essas brilhantes estrelas em neste mês, sendo que a partir desse referencial e utilizando uma carta celeste poderemos localizar outros pontos interessantes da abobada celeste. Então que tal apreciar também uma celestial Régua imaginada no século XVIII por Lacaille? A única certeza que tenho até o momento e que não iremos ficar decepcionados na contemplação da esfera celeste local.


Ocultações de Marte e Saturno (e estrelas) pela Lua

A ocultação de Marte em 06 de julho 2014

Em 6 de julho próximo, a Lua + 56% iluminada e com uma elongação de 97°, ocultará o planeta Marte cuja magnitude estará estimada em  0.1. Os observadores localizados na América Central, na América do Norte e ainda na região central da América do Sul  poderão acompanhar esse evento, de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1. Veja maiores informações em sobre as circunstâncias de visibilidade nas diversas regiões em: http://skyandobservers.blogspot.com.br/2014/07/a-ocultacao-de-marte-pela-lua-em-6-de.html.

A ocultação de Saturno em 08 de julho 2014

Em 08 de julho próximo, a Lua + 75% iluminada e com uma elongação de 121°, ocultará o planeta Saturno com a magnitude de 0.4  Os observadores localizados na região mais austral da América do Sul, poderão acompanhar esse evento, de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1. Veja maiores informações em sobre as circunstâncias de visibilidade nas diversas regiões em: http://skyandobservers.blogspot.com.br/2014/07/a-ocultacao-de-saturno-pela-lua-em-08.html.

Rho Sagittarii

Em 12 de julho, a Lua +100% iluminada e com a elongação solar de 176°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado no Pacífico Norte (ilhas Havaianas) e durante o período diurno na América do Norte de acordo com a figura C, apresentada no quadro 1.

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 13 de julho, a Lua -98% iluminada e com a elongação solar de 166°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado na América Central e América do Norte, bem como ainda no oceano Pacífico de acordo com a figura D, apresentada no quadro 1. 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 22 de julho, a Lua -20% iluminada e com a elongação solar de 53°, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado na região oeste da África setentrional, de acordo com a figura E, apresentada no quadro 1.

Planetas, asteroides e cometas!

Já a contar deste primeiro dia, as elongações de Mercúrio encontram-se favoráveis a alguma tentativa observacional, mas agora será necessário buscar o seu posicionamento nos instantes que antecedem o nascer do Sol. Vênus da mesma forma é um dos objetos mais brilhantes do firmamento (-3.8), até a presença da Lua e do Sol ofuscarem seu brilho. A configuração celeste apresentada na figura 2 (dentro da faixa crepuscular matutina) em 24 de julho, certamente fará com que apreciamos um pouco mais desta manhã que promete ser radiante. 

As condições observacionais de Júpiter (-1.8) estão bastante prejudicadas, pois ele está localizado nesta época bem próximo a linha do ocaso, encaminhando-se para sua conjunção com o Sol que ocorrerá em 24/07. Enquanto isso os distantes planetas Netuno (7.8) na constelação de Aquarius e Urano (5.8) na constelação de Pisces, gradativamente aumentam suas elongações evidenciando suas oposições neste próximo trimestre; entretanto o planeta menor (134340) Plutão, com uma magnitude um pouco além da possibilidade de resolução de instrumentos de pequeno porte, estará em oposição no dia 04 próximo, a uma distância de 31.6660 ua (unidades astronômicas).  

Marte (0.1) e Saturno (0.4), por vez predominam na esfera celeste sendo que as ocultações acima mencionadas serão o diferencial envolvendo estes planetas neste período. Marte encontra-se na constelação de Virgo e Saturno na constelação de Libra (vide tabela 2). Nas últimas oportunidades observacionais, pudemos observar com telescópios de pequena abertura ótica (150 mm) seus principais satélites naturais, causando uma boa surpresa a fácil identificação de Titã (8.5), Rheia (9.8) Dione (10.5) e Enceladus (11.8), pelo público e astrônomos presentes na visitação pública promovida pelo CEAMIG em 24/05 último. 

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 3:

A ocorrência das apsides (Perigeu e Apogeu) lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Perigeu em 13/07 às 08:28 (UT), quando a Lua então estará somente 358.258 km do centro da Terra e Apogeu em 28/07 às 03:28 (UT), quando a Lua estará a 406.568 km do centro de nosso planeta.

Os Cometas

O cometa C/2014 E2 (Jacques) na constelação de Orion (Ori), poderá ser acompanhado antes do nascer do Sol já partir do dia 06/07, quando suas elongações passam novamente a serem favoráveis à observação; já a contar do dia 07 ele ingressa na constelação de Taurus (Tau), permanecendo naquela região celeste até o dia 19. Após este dia então este cometa passará no dia 20 a constelação boreal de Auriga (Aur), o conhecido Cocheiro, permanecendo lá até o fim deste mês conforme podemos verificar na tabela 3.


Os observadores que se encontram no hemisfério norte terão certamente após o dia 16 de julho, suas atenções voltadas para dois cometas: A) C/2013 A1 (Siding Spring), muito embora suas magnitudes estejam ao alcance de instrumentos de médio porte (200 mm) ou acima, ele estará muito bem posicionado sendo visível na segunda fase da noite e B) C/2013 UQ4 (Catalina), pois sua magnitude o fará também um objeto celeste a ser registrado entre as constelações de Draco e Bootes. Entretanto convém lembrar ainda que nos primeiros dias deste mês e ainda, muito bem posicionado no céu austral, o Cometa P/2008 Y12 (SOHO) estará ao alcance de pequeno instrumental, se bem que teremos a presença do luar nesta época, mas isso obviamente não deverá dificultar a localização deste cometa.

CONSTELAÇÃO:

Norma

Certamente a genialidade do astrônomo francês Niçolas-Louis La Caille, (15/05/1713 – 21/03/1762), naquela épica viagem no Cabo da Boa Esperança, sendo que também (em meio caminho para a África) esteve na cidade do Rio de Janeiro (Brasil), o fez realizar medidas de objetos das mais variadas formas e aplicações. Certamente esses instrumentos de utilização diária, por parte de artífices de carpintaria a estudiosos de geometria, não passaram despercebidos a este espírito aventureiro e interprete do céu austral. Assim “régua”, “Esquadro” ou ainda “nível”, podem ser representados de forma equânime por uma única constelação (figura. 4).  

Nosso instrumento celeste então pode ser delineado da seguinte forma: no vértice superior do triângulo encontramos Delta Normae, uma estrela branca de magnitude 4.7 e classe espectral A1MA7-F(3), encontra-se cerca de 122 anos-luz do Sol. Eta Normae, uma estrela gigante branco-amarelada de magnitude 4.6 e classe espectral G8 III, que encontra-se cerca de 218 anos luz; já Epsilon Normae é uma estrela branco-azulada de magnitude 4.4 e classe espectral B4V; sendo a componente principal de um sistema de estrelas, cuja uma das secundárias (HD 147970) é uma branca de magnitude 7.4 e tipo espectral A, sendo uma outra estrela, uma branca azulada de magnitude 7.5 e classe espectral B3; naquela região ainda encontraremos duas estrelas que são de fácil localização, pois virão a completar o raciocínio inicial do esquadro, são elas: Gamma2 Normae e Gamma 1 Normae. Gamma 2 Nor e uma gigante alaranjada de magnitude visual 4.0 e classe espectral: K2-IIIa bem luminosa, sendo Gamma 1 Nor uma supergigante branco-amarelada de magnitude visual 4.9 e classe espectral F9Ia, também bem luminosa. Desta forma elas complementarão as partes da régua celeste desta constelação. 

Entretanto no setor norte daquela região celeste, será importante também mencionar presença das seguintes estrelas: Theta Nor e uma estrela branco-azulada de magnitude visual 5.1 e classe espectral B8 V e lambda Nor, uma estrela branca de magnitude visual 5.4 e classe espectral A4(V). Já no setor oposto desta constelação temos: Iota 1 Normae e Iota 2 Normae. Iota 1 Nor  que é também uma múltipla, e uma estrela branca de magnitude visual 4.6 e classe espectral A7V+n necessitará de um telescópio de 8” para ser resolvido, enquanto Iota 2 Nor e uma estrela azul de magnitude visual 5.5 e classe espectral B9.5V.

Aglomerados de Estrelas

Eu não tenho o mínimo constrangimento em mencionar que fiquei maravilhado com as observações que realizamos na última Star Party no Observatório Wykrota [859] na noite de 31/05 para 01/06 última, quando então tivemos a oportunidade de observar três magníficos aglomerados de estrelas, existentes nesta constelação. 

O Aglomerado Globular NGC 5946

No post do mês anterior já havia mencionado como é “extremamente gratificante” a observação destes tipos de aglomerados. Fico cada vez mais convicto dessa afirmativa. Muito embora seja sua magnitude aparente 8.4, ele foi facilmente perceptível quando utilizamos um telescópio Obsession 18"UC. Aplicando um aumento de 250 vezes, com uma noite em que as condições do céu sejam favoráveis (essa data foi um caso desses), a sua aparência lembrou o aglomerado globular Ômega Centauri, embora ele tenha dimensões menores, 7.1 x 7.1'.  

Os Aglomerados abertos NGC 6067 e 6087

Os aglomerados abertos são geralmente de fácil localização, podendo ser percebidos através de binóculos (embora minha sugestão seja sempre os 7x50mm, mas neste caso aconselho maiores aberturas e uma boa ótica), pois que a visão do NGC 6067 ainda presente na memória, será pouco para narrar o quão é compensadora a busca e observação deste objeto. Facilmente você poderá perceber a profusão de estrelas azuis muito brilhantes que existe nesta região celeste; essa foi uma opinião geral dos observadores nesta jornada observacional. 

Embora tenhamos observado uma boa quantidade de objetos de céu profundo (Deep-Sky Objects), e também algumas estrelas duplas, desta vez em meu planejamento inicial, fiz questão de incluir a identificação em meio das estrelas do NGC 6087 (magnitude aparente de 5.6 e diâmetro de 12.0 x 12.0'). Embora sua quantidade de estrelas seja menor que o NGC 6067, é ressaltado no campo da ocular a presença de S Normae (classe espectral F8-G0Ib), uma estrela variável tipo cefeída clássica, cujo raio de brilho varia entre 6.1 a 6.7 magnitudes num período de apenas 9,75411 dias (AAVSO, 2014). 

“Mensurar os objetos celestes para que se possa melhor apreciar a beleza do céu”, exatamente essa é a mensagem passada pelo astrônomo La Caille, naquele século XVIII; Isso hoje reverbera numa das concepções básicas que são ensinadas aos recém-diletantes na ciência astronômica.  Observar o céu então de forma simples, vai somente complementar as nossas aspirações.

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- Cartes du Ciel - Version 3.8, Patrick Chevalley -  http://astrosurf.org/astropc - acesso em 31/04/2014.

- http://rea-brasil.org/cometas/14e2.htm - Acesso em 13/05/2014.

A ocultação de Marte pela Lua em 6 de julho 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 6 de julho próximo, a Lua + 56% iluminada e com uma elongação de 97°, ocultará o planeta Marte com a magnitude de 0.1 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente americano. 

Desta forma os observadores localizados na América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, São Cristóvão e Nevis, Trinidad e Tobago), na América do Norte região das ilhas Havaianas e México, bem como na região central da América do Sul (Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado nas tabelas 1 a 3 respectivamente.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange demais ilhas localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico. 

Marte é conhecido desde a mais remota antiguidade; Em 2540 A.C., um dos dias da semana (terça-feira) já lhe era consagrado. Aristóteles teve ocasião de observar uma ocultação de Marte pela Lua e Ptolomeu menciona que Marte esteve próximo à estrela Acrab (Beta Scorpii) em 17 de janeiro do Ano 272 a.C. (Mourão, 1984).

As ocultações de planetas pela Lua são fenômenos de rara beleza, onde seus registros constituem uma excelente oportunidade do astrofotógrafo, por exemplo, incrementar sua coleção, bem como ainda, ao astrônomo amador manter um registro significativamente importante destes dados, desde que são encaminhados para associações de pesquisas como a ALPO (Association Lunar and Planetary Observers), IOTA (International Occultation Timing Association) e no Brasil a REA (Rede de Astronomia Observacional).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 16/05/2014.

A ocultação de Saturno pela Lua em 08 de julho 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 08 de julho próximo, a Lua + 75% iluminada e com uma elongação de 121°, ocultará o planeta Saturno com a magnitude de 0.4 (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: lunetas e telescópios, esse evento poderá ser observado numa grande extensão do continente sul americano. 

Observadores localizados na região mais austral da América do Sul. (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai), poderão acompanhar esse evento, conforme e apresentado na tabela 1 abaixo.

Como acima mencionado, este evento poderá ser acompanhado de forma diurna no leste da Oceania (Polinésia Francesa) e regiões adjacentes, conforme apresentado na tabela 2.

Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno que abrange demais ilhas localizadas no sul dos oceanos Atlântico e Pacífico.

Não resta a menor sombra de dúvidas que um dos planetas mais belos objetos de todo o Sistema Solar seja o gigantesco planeta Saturno. Ele é conhecido desde a mais remota antiguidade e a simples visão apresenta-se como uma estrela de primeira grandeza de coloração amarelada. Seus registros de ocultações pela Lua na antiguidade datam de 21 de fevereiro de 583 a.C em Atenas; sendo que a ocultação da estrela 28 Sagittarii por Saturno ocorrida em 02 de julho de 1989, foi amplamente acompanhada por diversos observadores.

As ocultações de planetas pela Lua são fenômenos de rara beleza, onde seus registros constituem uma excelente oportunidade do astrofotógrafo, por exemplo, incrementar sua coleção, bem como ainda, ao astrônomo amador manter um registro significativamente importante destes dados, desde que são encaminhados para associações de pesquisas como a ALPO (Association Lunar and Planetary Observers), IOTA (International Occultation Timing Association) e no Brasil a REA (Rede de Astronomia Observacional).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).


Boas Observações!

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987, 914 P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- Ferrín, Ignácio - UNIVERSO - LIADA - Liga Iberoamericana de Astronomia, nº 31, Volume 10, Col. Reportes - 56 p. - Mérida - Venezuela - 1989.

- Astronomical Software Occult v4.1.0.27 (David Herald - IOTA) - acesso em 05/06/2014.

O asteroide (80) Sappho em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 4 de agosto próximo, o asteroide Sappho estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.498), quando então sua magnitude chegará a 9.9, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Sappho foi descoberto em 03 de maio de 1864 pelo astrônomo pelo astrônomo norte-americano Norman Robert Pogson (1809 - 1891) no Observatório de Madras. Seu nome é uma homenagem à renovadora da poesia lírica grega, Safo (610. a.C), que inventou os versos sáficos; Safo. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987,  914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 17 junho 2013.

O asteroide (16) Pysche em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 07 de agosto próximo, o asteroide 16 Pysche estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.803), quando então sua magnitude chegará a 9.2, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Psyche foi descoberto em 17 de março de 1852 pelo astrônomo amador italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987,  914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 17 junho 2013.

O asteroide (97) Klotho em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 17 de agosto próximo, o asteroide Klotho estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.555), quando então sua magnitude chegará a 11.1, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Klotho foi descoberto em 17 de fevereiro de 1868 pelo astrônomo alemão Ernest Wilhelm Tempel (1821 - 1889) no Observatório de Marselha. Seu nome é uma homenagem à Cloto, uma das três Parcas, a que presidia aos nascimentos e assegurava os destinos. (Mourão, 1987).  

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987,  914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 17 junho 2013.

O asteroide (26) Proserpina em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 18 de agosto próximo, o asteroide Proserpina estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.452), quando então sua magnitude chegará a 10.8, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Proserpina foi descoberto em 05 de maio de 1853 pelo astrônomo alemão Robert Luther (1822 - 1900) no Observatório de Düsseldorf. Seu nome é uma alusão ã figura mitológica romana de Proserpina (equivalente à grega Perséfone), filha de Ceres que raptada por Plutão, foi morar no inferno seis meses a cada ano. Seu nome foi proposto pelo Barão Alexander Von Humbolt (1769 - 1859), notável naturalista. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987,  914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 17 junho 2013.

O asteroide (63) Ausonia em 2014!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil - AWB

Em 24 de agosto próximo, o asteroide (63) Ausonia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.024), quando então sua magnitude chegará a 9.7, portanto já dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste de busca, objetivando sua localização nos próximos dias.

Como demonstra seu número em ordem de descoberta, Ausonia foi descoberto em 10 de fevereiro de 1861 pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis (1819-1892) no Observatório de Capadimonte, Nápoles. Seu nome é homenagem de Capocci aos ausônios, primeiros habitantes da Itália. Os ausônios eram, segundo a lenda, descendentes de Ausônio, um filho de Ulisses e Calipso, que governou a Península itálica. O asteroide, a princípio, teve a denominação de Itália. (Mourão, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Unidade Astronômica. Unidade de distância equivalente a 149.600 x 106m. Convencionou-se, para definir a unidade de distância astronômica, tornar-se como comprimento de referência o semi-eixo maior que teria a órbita de um planeta ideal de m=0, não perturbado, e cujo período de revolução fosse igual ao da Terra.

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas - Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro (RJ) - 1987,  914P.

- Campos, Antônio Rosa - Almanaque Astronômico Brasileiro 2014, Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), Belo Horizonte (MG) - 2013, 111P.

- http://ssd.jpl.nasa.gov/horizons.cgi#top - Acesso em 17 junho 2013.