domingo, 1 de março de 2015

O Eclipse Total do Sol de 20 de março 2015!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 20 de março próximo, novamente teremos a ocorrência de um eclipse do sol, visível na região do círculo polar Ártico (polo Norte) como total, bem como ainda no Mar da Noruega e regiões adjacentes; Svalbard (território ártico norueguês) e as Ilhas Faroe (território da Dinamarca) no Atlântico Norte, conforme ilustra o mapa global deste evento na figura 1 abaixo. 

  
O tempo de duração da totalidade será de 02m46.9s, quando então Sol e Lua estão sobre o ponto de seguintes coordenadas: latitude: 64,2813°N e longitude: 6,8884°W, recaindo a 357 km a leste da Islândia e 260 km ao norte de Tórshavn (nas Ilhas Faroe) onde o eclipse poderá ser observado em solo firme na sua totalidade, conforme representação gráfica da figura 2.



As demais regiões do norte da África e da Ásia, Europa (Atlântico Norte) e Groenlândia, poderão acompanhar esse evento de forma parcial, conforme as tabelas 1 a 4 (e suas subdivisões). O instante máximo do eclipse ocorre às 09:46:47 (Universal Time) (CAMPOS, 2014).

Visibilidade na África

No continente africano o eclipse poderá ser acompanho nas seguintes nações: Argélia, Burkina Faso, Cabo Verde, Egito, Líbia, Marrocos, Níger, Senegal e Tunísia. Na tabela 1 encontraremos as circunstâncias do fenômeno para diversas localidades das nações acima mencionadas.

A figura 3 apresenta a ilustração de como deverá ser a fase parcial do eclipse observada da cidade de Rabat no Marrocos, onde o disco solar ficará 54% obscurecido, com o sol a cerca de 28 graus de altura.

Visibilidade na América do Norte

Na América do norte o eclipse parcial poderá ser acompanho na Groenlândia e somente numa pequena parte no extremo oriental da Península de Avalon, bem como ainda na Estação meteorológica de Alert-NU. Não necessário, mas inclui nesta previsão as condições observacionais para um “hipotético observador” localizado no Polo Norte terrestre conforme circunstâncias apresentadas na Tabela 2.

Visibilidade na Ásia

No continente asiático o eclipse parcial poderá ser acompanho nas seguintes nações: China, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Mongólia, Rússia (porção asiática), Turcomenistão e Uzbequistão. Na tabela 3 encontraremos as circunstâncias do fenômeno para diversas localidades das nações abaixo mencionadas.

Visibilidade na Europa

A região de melhor visibilidade deste eclipse será então o continente europeu. As ilustrações abaixo apresentam como deverá ser a fase parcial (instante máximo) do eclipse observada nas seguintes localidades: La Coruña (figura 4A), Atenas (figura 4B), Nicósia (figura 4C) e Reykjavík (figura 4D) respectivamente.

Já nas tabelas abaixo apresentadas encontraremos as circunstâncias do fenômeno para diversas localidades da Europa, onde constam na tabela 4 (primeira parte) seguintes nações onde o eclipse será acompanhado de forma parcial: Albânia, Alemanha, Andorra, Armênia, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, República Checa, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia e Eslovênia.


Na sequência a tabela 4 (segunda parte), apresentam essas condições observacionais nos seguintes países: Espanha, Estônia, Finlândia e França.
 
Em seguida, a tabela 4 (terceira parte), apresentam as condições observacionais nos seguintes países: Geórgia, Grécia, Hungria, Ilhas Faroé, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia e Malta. Novamente chamo a atenção para a fase total deste eclipse em Tórshavn nas Ilhas Faroé ou Féroe (território dependente da Dinamarca), localizada no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia.
Na sequência, a tabela 4 (quarta parte), apresentam as condições observacionais nas seguintes nações: Países Baixos (Netherlands), Noruega, Polônia e Portugal.

Já na tabela 4 (quinta parte) apresentam as condições observacionais nos seguintes países: Reino Unido (Escócia, Irlanda e Ilha de Man), Romênia, Rússia (porção europeia), Sérvia e Suécia.

Finalizando, a tabela 4 (sexta parte) apresenta as condições observacionais nos seguintes países: Suíça, Turquia, e Ucrânia.

No cone de sombra

A ocorrência destes eclipses certamente proporciona a todos os astrônomos (as) (amadores e profissionais) a apreciação de um fenômeno de rara beleza para aqueles que por ventura estejam dentro de seu cone de sombra (na faixa de totalidade) ou mesmo nas regiões em que se tenha o privilégio de  acompanhar esse fenômeno de modo parcial como acima mencionado. 

Certamente esses observadores novamente darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total; à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro; não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- ____________. Sky and Observers, Belo Horizonte; Novembro 2013: Disponível em: < http://skyandobservers.blogspot.com.br/2013/11/o-eclipse-do-sol-em-03-de-novembro-de.html > Acesso em:  31 Jan. 2015


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