quarta-feira, 1 de abril de 2015

O céu do mês – Abril 2015

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

O céu neste mês logo em seus primeiros dias brindará os observadores, com uma nova oportunidade de observarem o primeiro eclipse total da Lua, dos ocorrerão deste ano. Então eu desejo sorte a aqueles observadores que já estão se preparando para realizarem seus registros fotográficos e cronometragens da passagem das sombras (Imersão e Emersão) pelas principais crateras do relevo lunar. Por falar nela então, lembro que neste mês ocorrerão duas das apsides lunares (Apogeo), quando esses pouco mais de 405.000 mil quilômetros de distância ficarão mais evidentes. Aldebarãn (0.9), Lambda Geminorum (3.6) e (Subra) Omicron Leonis (3.5) também em momentos distintos na segunda quinzena deste mês serão ocultas pelo disco lunar. Não percamos a oportunidade de observar Júpiter e os eventos mútuos de seus satélites galileanos: Callisto, Io e Ganimedes este mês. E por falar em planetas, o crepúsculo vespertino de 22 de abril, novamente será uma nova e grande oportunidade, quando poderemos registrar o brilhante Vênus, juntamente com Aldebarãn, Elnath, Lua e a brilhante Capella. Noites adentro durante esse período tão especial, pois se comemora em diversas partes do mundo o Mês Global da Astronomia (do inglês = Global Astronomy Month) – GAM 2015; minha sugestão e que façamos um giro também pelo hemisfério celeste norte; Leo Minor possui alguns objetos e estrelas que poderá ser uma boa fonte de observações. Noites estreladas para todos!

O Eclipse Total da Lua

Em 04 de abril teremos a ocorrência do primeiro eclipse total da Lua, quando então observadores de toda Ásia, Oceania, oceano Pacifico e regiões mais a oeste das Américas terão a oportunidade registrar este evento, estando ele ocorrendo com a Lua no Nascer (Oceania e Ásia), e com a Lua no ocaso (Américas). O evento será observado em sua totalidade para os observadores localizados na região do oceano Pacífico.  Veja maiores informações sobre as circunstâncias de visibilidade bem como os instantes de Imersão e emersão das principais crateras e características do relevo lunar em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/04/o-eclipse-total-da-lua-em-04-de-abril.html

Ocultações de estrelas pela Lua 

Zubenelhakrabi (Gamma Librae)

Em 07 de abril a Lua -89% iluminada e com a elongação solar de 142°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado na Oceania (Austrália) e no sul do continente africano (África do Sul, Moçambique, Zâmbia e sul de Madagascar) conforme demonstra a figura A, apresentada no quadro 1.

Rho Sagittarii

Em 12 de abril a Lua -52% iluminada e com a elongação solar de 92°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado em grande parte ao norte da Ásia (Afeganistão, Armênia, Azerbaijão, China, Índia, Irã, Mongólia, Paquistão, Rússia, Turcomenistão e Uzbequistão), de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1.

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 13 de abril a Lua -40% iluminada e com a elongação solar de 79°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado de forma diurna no sudeste da Ásia e na região leste da África de acordo com a figura C, apresentada no quadro 1. 

Ancha (Theta Aquarii)

Em 15 de abril a Lua -19% iluminada e com a elongação solar de 51°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.2 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado de forma diurna no nordeste e no sudeste da Ásia, ocorrendo já no crepúsculo vespertino no Sul asiático; no sul do oriente médio e na região nordeste da África a ocultação ocorre na parte noturna do dia de acordo com a figura D, apresentada no quadro 1. 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 21 de abril a Lua +10% iluminada e com a elongação solar de 36°, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado na região sul da Ilha de Sumatra na Indonésia e na África; ocorrendo naquela região já na parte diurna do dia, de acordo com a figura E, apresentada no quadro 1.

Aldebaran (alpha Tauri)

Ainda em 21 de abril a Lua, neste instante com +11% iluminada e com a elongação solar de 39°, ocultará a brilhante estrela Aldebaran (Alpha Tauri) de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado no norte da Ásia; já na região do Ártico, Península Escandinava, Groenlândia e norte da América do Norte (Canadá e norte dos Estados Unidos) o evento poderá ser acompanhado no período diurno de acordo com a figura F, apresentada no quadro 1.

Lambda Geminorum

Em 24 de abril a Lua +37% iluminada e com a elongação solar de 75°, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado nas regiões Sul, Central da Ásia, incluindo o Oriente Médio no período noturno; já na Europa (incluindo a Islândia e o Sul da Groenlândia), norte da África, Atlântico norte e nordeste da América do Norte, o evento ocorre na faixa diurna do dia, conforme demonstra a figura G, apresentada no quadro 1.

(Subra) Omicron Leonis

Em 27 de abril a Lua +65% iluminada e com uma elongação de 107°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5. Esse evento poderá ser observado na região norte da Austrália e Sudeste da Ásia em sua parte noturna; já no Oriente Médio, e nordeste da África, o evento ocorre no período diurno de acordo com a figura H, apresentada no quadro 1.

Planetas, asteroides e cometas!

A profusão de planetas, alinhados próximos à linha do ocaso contribuem de forma bem significativa para que mesmo aquele cidadão, menos acostumado as sutis nuances celestes, fiquem também admirados com a pintura celeste, senão vejamos: Mercúrio (-1.1), cuja conjunção superior ocorrerá no dia 10 próximo, estará com uma elongação de 0.8º W, entretanto em 22 de abril, essa elongação já estará estimada em 13.1º E, de sorte alguma observação possa ser realizada, visto que as melhores condições observacionais ocorram somente no próximo mês. O brilhante Vênus (-4.1) cujo periélio ocorre em 10 de abril, também vem aumentando suas elongações; sendo que cada vez mais brilhante no poente, aumentará mais um pouco sua magnitude. Na contra mão de seus pares interiores, Marte (1.4) vem a cada dia diminuindo suas elongações, sendo que após o dia 18, já deverá estar imerso na claridade do crepúsculo vespertino. Entretanto, existindo boas condições de visibilidade e, sobretudo, ausência de poluição atmosférica, os admiradores do céu, deverão encontrar ao entardecer do dia 22 de abril próximo (figura 2), Mercúrio e Marte, próximo a eles, o Aglomerado Aberto M 45 (Plêiades), enquanto que Vênus estará em meio as brilhantes estrelas: Aldebarãn (0.9), Elnath (1.6) e Capella (0.0). A presença da Lua (-8.4) complementará esse quadro; certamente um dos mais belos desta época. 

Saturno (0.2) continua de fácil visibilidade em meio à constelação de Escorpião (tabela 2), suas elongações aumentando a cada dia, prenunciam que vem próxima sua oposição.

Enquanto isso bastante brilhante no céu, Júpiter (-2.3) prenderá ainda por um bom tempo, nossa atenção em meio às estrelas da constelação de Câncer, com seus brilhantes satélites naturais sempre favoráveis as observações com pequeno instrumental. Novamente informo que uma efeméride completa destes eventos (exemplo na figura. 3 abaixo), mas para todo o ano de 2015, poderão ser obtidas nas páginas do Almanaque Astronômico Brasileiro (disponível para download em: http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf) do CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais). 

Agora mergulhado na claridade solar, portanto sem condições observacionais da superfície da Terra, Urano (5.9) em 06 de abril estará em conjunção com o Sol, sendo que já no dia seguinte estará também no Apogeo de sua órbita, quando a distância a Terra é estimada em 20,9994 UA. Enquanto isso de forma solitária na constelação de Aquarius, o longínquo Netuno (7.9) tem um pequeno aumento de suas elongações, consequentemente isso influenciará também na sua magnitude, ele ainda é observável durante a segunda fase da noite (madrugada).

Sol = O quadro 2 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal , (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.  

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 3:

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Apogeu em 01/04 às 13:00 (TU), quando a Lua estará a 406.011 km do centro de nosso planeta, Perigeu em 17/04 às 03:54 (TU), quando a Lua então estará somente 357.583 km do centro da Terra. Entretanto novo Apogeu dar-se-á ainda neste mês em 29/04 às 03:56 (TU), quando a Lua novamente estará a 405.083 km do centro da Terra. 

As novidades que deverão chegar através das câmaras da missão Dawn do planeta menor (1) Ceres (magnitude: 9.0), fará com que ele seja o centro da mídia e não é para menos, pois isso demonstra o quanto temos que analisar sobre os asteroides do cinturão principal. De modo nenhum isso tira o incentivo às observações mais modestas, ao contrário, ilustram muito mais as observações. Então (1) Ceres poderá ser observado na segunda fase da noite na constelação de Capricórnio. Enquanto isso, em 17 de abril próximo (134340) Plutão (14.1) em 17 de abril estará estacionário (Instante em que o movimento aparente de um astro, passa de direto para retrógrado, MOURÃO, 1987). Mas em situação quase semelhante (do ponto de vista exploração espacial), dia 12 de abril tem início as operações de aproximação da missão Novos Horizontes (do inglês = New Horizons) com o planeta duplo Plutão-Charon. É aguardar para novas novidades. 

Asteroides

Novamente a constelação de Virgem neste mês torna-se palco as oposições dos principais asteroides do Sistema Solar e a fases lunares nesta época, estarão extremamente favoráveis (nova em 18/04) a essas observações, então não deveremos ter dificuldade de identificar entre Spica (1.0) e 98 Virginis (de magnitude 4.1) o asteroide (20) Massalia que nesta oposição se encontrará com magnitude estimada em 9.3); dois dias depois (22/04) e também próximo aquela região celeste encontraremos o asteroide (64) Angelina com uma magnitude estimada em 10.9 sendo boas referências de busca, as estrelas 100 Virginis (4.9) e ET Virginis de magnitude 4.9. No dia 24/04 então e naquela mesma região celeste você poderá utilizar as mesmas estrelas (100 Vir e ET Vir) para procurar o asteroide (19) Fortuna, visto que estará com uma magnitude estimada em 10.7. A brilhante Syrma (magnitude 4.0) ou Iota Virginis, uma gigante branca de magnitude e classe espectral F6III, será um farol na identificação do asteroide (11) Parthenope nesta oportunidade com magnitude 9.7. Penso que estas são ótimas referências de uma região muito conhecida entre os astrônomos já familiarizados com aquela região do céu.

Cometas

Certamente os observadores serão unânimes em afirmar que o cometa Lovejoy (C/2014 Q2) foi um objeto celeste que desde sua passagem periélica ocorrida em janeiro passado, chamou a atenção dos astrofotógrafos no primeiro quadrimestre deste ano. Já agora devido ao seu afastamento do sistema solar interior, suas magnitudes gradativamente diminuem também, mas ainda dentro dos limites observacionais de instrumentos de pequeno e médio porte, assim mesmo em locais afastados dos grandes centros urbanos. A tabela 3 baixo traz suas efemérides para que auxiliem os observadores a observarem de forma derradeira este belo cometa.

CONSTELAÇÃO:

Leo Minor

Embora seja essa constelação considerada por alguns autores como uma das menores existentes, esse pequeno grupo de estrelas boreais(Figura. 4) poderá ser localizada entre as constelações de Leo (Leão), Ursa Minor (Ursa Menor) e Lynx (Lince). Este fato baseia-se leva em consideração d a existência naquela área do céu de estrelas com baixa fraca magnitude; desta forma, sua identificação poderá estar dificultada a partir de pontos observacionais existentes em grandes centros urbanos.

Leo Minor foi descrita pela primeira vez pelo astrônomo alemão Johann Hevelius (1611 - 1687) em sua obra Prodromus Astronomie (MOURÃO, 1987). A constelação é identificada em contorno por um pequeno triângulo, formado pelas estrelas: 21 LMi (Leo Minoris), Beta LMi e 46 LMi. Aliás, essa constelação também não possui uma estrela alfa, sendo que a estrela de maior brilho nesta região será 46 LMi, uma estrela gigante alaranjada de magnitude 3.8 e tipo espectral K0. Esta estrela também e conhecida como Omicron LMi (ALMEIDA et al. 2000). Existe ainda uma designação como nome próprio para essa estrela chamada de Praecipula (GIBSON, 2014).


Enquanto isso, Beta LMi também é uma gigante alaranjada de magnitude visual 4.2, tipo e classe espectral G9III. Trata-se de uma dupla que foi catalogada em 1904 pelo observador de estrelas binárias William Joseph Hussey (1862 – 1926). Ela ainda foi incluída como suspeita de variabilidade (NSV 4999) junto a AAVSO podendo ter uma amplitude entre máximo e mínimo de 3.79 a 3.84 magnitude. Já 21 LMi é uma estrela branca de magnitude 4.4, classe e tipo espectral A7V(n), que tem um brilho 10 vezes maior que o Sol e encontra-se cerca de 92 anos-luz de distância.

Estrelas Duplas

Aquela região celeste contém uma série de duplas interessantes, então como acima mencionado, Beta LMi possuirá um par cujos componentes estão são tão próximos que será necessário um telescópio de abertura (mínima) de 18 polegadas (460mm). Nesta mesma abertura ótica, e possível também observações de 11 LMi (também catalogada por William Hussey), uma anã da sequência principal (Diagrama HR) de magnitude 4.8 e coloração amarelo-laranja, com tipo espectral G8V (WDS, 2014). RM LMi (uma gigante vermelha) de magnitude 6.0, tipo e classe espectral M2III já será uma dupla de fácil separação bastando uma abertura de 180mm (7.0 polegadas) a qual voltaremos a falar ainda dessa estrela. 7 LMI, uma gigante amarelo alaranjada de magnitude 5.9 tipo e classe espectral G8III. Observadores reportam que utilizando aberturas de 130mm com 50 vezes de aumento, e possível a observação do par AB, sendo 7 LMi a (mag 5.8) e 7 LMi b (mag 9.6) (WDS, 2014); entretanto observações realizadas no início do século passado, indicam tratar-se na realidade de um sistema triplo de estrelas, então 7 LMI c é estimada com magnitude de 9.8, AP (Ângulo de Posição) = 213° e 97.8'' (Separação angular).

As Variáveis Beta e RX LMi

Beta LMi a gigante alaranjada de magnitude acima mencionada foi incluída no NSV (New Catalogue Suspected Variable Stars) como suspeita de variável e até a presente data seu status não foi alterado. RX LMi e uma estrela variável gigante do tipo SRB (gigantes de tipos espectrais tardios (M, C, S ou Me, Ce, Se) com periodicidade mal definida (ciclos médios desde 20 até 2300 dias) ou com intervalos alternados de mudanças periódicas e de mudanças lentas irregulares, e até de intervalos de luminosidade constante; normalmente a cada estrela deste tipo é atribuído um período médio (ciclo), mas em alguns casos são dados simultaneamente dois ou mais períodos de variação de luminosidade (ANDRADE et al, 2000).

R e S LMi - Variáveis de Longo Período

R LMi é uma variável LPV (Variáveis de Longo Período, do inglês = Long Period Variables), cuja amplitude de brilho, vão quase da faixa do visível a olho nu (6.3) a magnitude 13.2, com um período de 372.19 dias. Sua cor vermelha intensa, especialmente quando próximo ao máximo, faz desta estrela um objeto interessante observada ao telescópio (MENZEL, 1975). S LMI por sua vez, também apresentará uma amplitude semelhante, sendo que entre máximos e mínimos suas magnitudes chegam a 7,5 e 14,3 respectivamente com um período de 233,83 dias; portando um pouco mais curto, mas dento do limite para as variáveis LPV.  Ante os fatos mencionados  encontraremos na tabela 4, efemérides geradas também pela AAVSO para o período 2015 - 2022 e 2023.


Objetos de Céu Profundo (Deep–Sky)

A possibilidade de utilizamos telescópios de maiores aberturas (geralmente e por uma questão prática, creio que aberturas acima de 250mm, já não comportam telescópios portáteis), digamos de 450mm e desde que esses equipamentos estejam em região privilegiadas, bem como importante mencionar, longe da Poluição Luminosa dos grande centros urbanos, faz com que Leo Minor seja uma boa região celeste para realizamos a habitual busca de objetos de céu profundo.

Então nesta oportunidade achei duas galáxias bastante interessantes de se observar com essas aberturas óticas. A dupla de galáxias NGC 3344 e NGC 3486 separadas para essa finalidade compensará de forma surpreendente os esforços empregados para essa tarefa.

O NGC 3344, é uma galáxia espiral barrada (SBbc) de magnitude 9.9 e possui as dimensões aparentes de 7.1 x 6.8’, sendo seu brilho de superfície estimado em 13.9 (VLASOV, 2008). Pela figura 5 podemos notar que seu núcleo e pouco brilhante, aparecendo de maneira mais enriquecido sua estrutura espiral.  Já a galáxia NGC 3486 de magnitude 10.5 é uma galáxia espiral (SBc), possuindo as dimensões aparentes de 6.8 x 4.8’, sendo seu brilho de superfície estimado em 14.3, seu braços um pouco mais tênue fará evidente um núcleo um pouco mais brilhante.

Tornar-se então bastante interessante lembrar que esse simples (mas encantador) esquema de classificação de galáxias inventando por Edwin Powell Hubble (1889–1953) é usado até os dias atuais. Talvez por isso mesmo, a observação de galáxias desperta (e muito) a atenção do público quando em vistas a observatórios destinados a esse atendimento.

Um dos primeiros e mais simples esquemas de classificação de galáxias, que é usado até hoje, aparece no livro de 1936 de Edwin Hubble, “The Realm of the Nebulae”. O esquema de Hubble consiste de três sequências principais de classificação: elípticas, espirais e espirais barradas. Nesse esquema, as galáxias irregulares formam uma quarta classe de objetos.

Eu creio que essas poucas notas, constituirão elementos suficientes para que numa próxima jornada observacional, seja aquela região celeste um nicho para os demais observadores. Certamente essa região surpreende. Por último desejo a todos os amigos observadores da esfera celeste, astrônomos e aficionados,  muito sucesso nas jornadas astronômicas que realizar-se-ão dentro do GAM 2015, pela passagem de tão expressivas atividade para a ciência astronômica em nível global.

Tornar-se então bastante interessante lembrar que esse simples (mas encantador) esquema de classificação de galáxias inventando por Edwin Powell Hubble (1889–1953) é usado até os dias atuais. Talvez por isso mesmo, a observação de galáxias desperta (e muito) a atenção do público quando em vistas a observatórios destinados a esse atendimento. 

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- ____________. Sky and Observers, Belo Horizonte; Agosto 2012: Disponível em: < http://skyandobservers.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html> Acesso em 26 Jan 2015.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23673-0 p. 2110.– Inc. New York – USA, 1978.

- MENZEL, Donald H. A Field Guide to the Stars and Planets Including the Moon, Satellites, Comets and Other Features of the Universe; Houghton Mifflin Company; (March, 1975), Boston, MA (USA), 397p.

- ALMEIDA, Guilherme de. RÉ, Pedro. Observar o Céu Profundo. ISBN-972-707-278-X. Ed. Plátano Edições Técnicas, 1ª Edição, Julho 2000; Lisboa Portugal. 339p.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, Set. 2014. Disponível em < http://rea-brasil.org/cometas/prog2015.htm>. Acesso em: 12 jan. 2015.

- ____________. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Florianópolis: Ed: do Autor, 2014. 180p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 11 Jan. 2015.

- GIBSON, Steven J. NAIC National Astronomy and Ionosphere Center, 2014. Disponível em: < http://www.naic.edu/~gibson/starnames/starnames.html> - Acesso em: 05 Ago 2014. 

- MASON, Brian; HARTKOPF, William.  The Washington Double Star Catalog (WDS/USNO). Disponível em: <http://ad.usno.navy.mil/wds/wdstext.html#files>. Acesso em: 08 Ago. 2014.

- ANDRADE, Joana et al, Séries Temporais para a Análise de Estrelas Variáveis, (Projecto PESO/ P/ PRO/ 40152/ 2000); Depto. De Matemática, Universidade da Madeira, Funchal - Portugal. Disponível em: < http://ccm.uma.pt/publications/1282ccm-02-65.pdf>. Acesso em: 08 Dez. 2014.

- VLASOV Michael. Deep Sky Objects Illustrated Observing Guide. 109p. SAC 7.7 database. Data courtesy of the Saguaro Astronomy Club (saguaroastro.org) Disponível em: <http://www.deepskywatch.com/files/dso-guide/DSO-observer-guide-full.pdf>. Acesso em: 25 Fev. 2015.

- American Association of Variable Star Observers, AAVSO/vsots, The International Variable Star Index: 2005-2013. Disponível em: < http://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=5638 > - Acesso em: 12 Jan. 2015.

- General Catalog of Variable Stars (GCVS) Sternberg Astronomical Institute, Moscow (Sep., 2009, Epoch 2000): Disponivel em: < www.handprint.com/ASTRO/XLSX/GCVS.xlsx> – Acesso em: 08 Dez 2014.

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