terça-feira, 1 de setembro de 2015

O céu do mês – Setembro 2015

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Amigos (as),

A proximidade neste período do equinócio de setembro lembra-me sempre o início da primavera no hemisfério Sul e outono no Norte; e assim, na assinalação dos tempos e aliado a observação do céu e suas nuances, vamos observando também a alegria das pessoas, essa uma verdadeira recompensa aos esforços dos astrônomos amadores e apreciadores da esfera celeste, do quanto gratificante é poder dividir um pouquinho do conhecimento e do tempo na apreciação desses eventos celestes. E desta vez as oportunidades novamente serão inúmeras, uma vez que a ocorrência de dois eclipses é uma imperdível oportunidade tanto para aqueles que vão registrar de forma verdadeiramente importante esses eventos e até mesmo aqueles que vão simplesmente admirar a beleza desses fenômenos. As ocultações lunares que estão ocorrendo, desperta o interesse de alguns observadores a registrarem também esses eventos; também  duas ocultações de Urano serão facilmente acompanhadas neste mês sendo que a primeira faixa de visibilidade ocorrerá sobre grande parte da Nova Zelândia, e noutra oportunidade numa região austral da África (contemplando África do Sul, Lesoto, Suazilândia, sul de Moçambique, e extremo sul de Botswana e da Namíbia). E por falar na Lua, neste mês ocorrerá a noite internacional de observação da Lua.

O planeta Saturno continuará sendo um objeto celeste de fácil localização e identificação dos satélites naturais. Observar através de binóculos o cometa C/2013 US 10 (Catalina) foi bem gratificante, e ele ainda estará bem posicionado na esfera celeste ao alcance de telescópios de abertura pequena ou média. Dentre os asteroides em oposição, o destaque serão (9) Metis, (45) Eugenia, (4) Vesta (este até mesmo pela magnitude na oposição) e (22) Kalliope. Para os apreciadores ainda da região austral celeste, uma boa atividade será o reconhecimento de algumas estrelas e constelações daquela região do céu. É isso aconteceu de forma espontânea quando jovens observadores do CEAMIG registraram Oitante, já algum tempo selecionada para este mês. Noites estreladas para todos! 

O Eclipse Solar em 13 setembro 2015

O Eclipse e visível em grande parte da região Antártica, sul do Oceano índico e Atlântico Sul conforme figura 2. 

Este fenômeno poderá ser observado de forma parcial nas regiões austrais (África do Sul, Moçambique e Zâmbia) do continente africano. Áreas adjacentes no oceano índico (Ilhas Reunião e Madagascar) poderão acompanhar esse evento de forma parcial, conforme apresentado na tabela 2. O instante máximo do eclipse ocorre às 06:55:19 (UT).

O Eclipse Total da Lua de 28 setembro 2015

Em 28 de setembro de 2015 próximo, teremos a ocorrência do segundo que ocorrerá no hemisfério ocidental da Terra, sendo que poderá nesta oportunidade este fenômeno poderá ser observado na África, Europa e Ásia; América do Sul, Central e América do Norte, bem como também regiões do Sul do oceano pacífico, conforme apresentado na figura 3 abaixo ilustrada.

Veja maiores informações sobre as circunstâncias de visibilidade bem como os instantes de Imersão e emersão das principais crateras e características do relevo lunar em: http://goo.gl/3sj4rX

Ocultações de estrelas pela Lua 

Hyadum II (delta 1 Tauri)

Em 04 de setembro, a Lua neste instante com -55% iluminada e com a elongação solar de 95º, ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na Austrália e Sul do Oceano Índico conforme com a figura A, apresentada no quadro 1.

Theta 2 Tauri

Em 05 de setembro a Lua -54% iluminada e com a elongação solar de 94°, ocultará a brilhante estrela theta 2 Tauri  de magnitude 3.4 e tipo espectral A7 III. Esse evento poderá ser observado de forma diurna na Ásia, norte da Rússia; já no norte da Europa e também em ao norte do continente americano, o evento ocorrerá na fase noturna de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1.

Aldebaran (alpha Tauri)

Em 05 de setembro ainda, a Lua -52% iluminada e com a elongação solar de 92°, ocultará a brilhante estrela Aldebaran (Alpha Tauri) de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado nos continentes asiático e europeu de forma diurna, sendo que na região do Atlântico norte e ao norte do continente americano, o evento ocorre da fase noturna de acordo com a figura C, apresentada no quadro 1.

Lambda Geminorum

Em 08 de setembro a Lua -22% iluminada e com a elongação solar de 56°, ocultará a estrela lambda Geminorum de magnitude 3.6 e tipo espectral A3V. Esse evento poderá ser observado no continente asiático de forma diurna e também em partes da Europa, já ocorrendo na fase crepuscular na Península Itálica; já na Península Ibérica, o evento ocorre no período noturno, assim como no Atlântico norte e região nordeste do continente americano conforme demonstra a figura D, apresentada no quadro 1.

(Subra) Omicron Leonis

Em 11 de setembro a Lua -4% iluminada e com uma elongação de 24°, ocultará a estrela omicron Leonis (Subra) de magnitude 3.5 e tipo espectral A5V F6II. Esse evento poderá ser observado de forma diurna no pacífico norte e em grande parte da Ásia; já na região do Lago Aral em direção ao leste da Europa (incluindo o Mar Cáspio) e região leste europeia, o evento ocorre na fase noturna de acordo com a figura E, apresentada no quadro 1.

Zavijava (Beta Virginis) 

Em 13 de setembro, a Lua 0% iluminada e uma elongação solar de 7°, ocultará a estrela Zavijava (Beta Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F9V. Esse evento poderá ser observado de forma diurna em regiões da Antártida e Sul da Nova Zelândia de acordo com a figura F, apresentada no quadro 1.

Zaniah (Eta Virginis)

Em 14 de setembro próximo então, a Lua +1% iluminada e uma elongação solar de 14°, ocultará a estrela Zaniah (eta Virginis) de magnitude 3.9 e tipo espectral A2IV. Esse evento poderá ser observado de forma diurna em regiões da Antártida e extremo Sul da América do Sul, Argentina e Chile de acordo com a figura G, apresentada no quadro 1.

Zubenelhakrabi (Gamma Librae)

Em 18 de setembro a Lua 25% iluminada e com a elongação solar de 60°, ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado no continente africano (África meridional) em sua parte noturna; Já em sua fase diurna o evento poderá ser acompanhado na América do Sul e Central conforme demonstra a figura H, apresentada no quadro 1.

Rho Sagittarii

Em 23 de setembro a Lua 67% iluminada e com a elongação solar de 110°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral K1III. Esse evento poderá ser observado na América do Norte e América Central de acordo com a figura I, apresentada no quadro 1. 

Ocultações Lunares (noturna) na América do Sul

Dabih Major (beta Capricorni)

Em 24 de setembro a Lua 78% iluminada e com a elongação solar de 123°, ocultará a estrela Dabih Major de magnitude 3.1 e tipo espectral F8V+A0. Esse evento poderá ser observado na região ocidental da África (Senegal) e na América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) de acordo com a figura A, apresentada no quadro 2. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/09/a-ocultacao-de-dabih-major-pela-lua-em.html

Ancha (Theta Aquarii)

Em 26 de setembro a Lua 94% iluminada e com a elongação solar de 151°, ocultará a estrela Ancha (Theta Aquarii) de magnitude 4.2 e tipo espectral G8. Esse evento poderá ser observado na África (Angola, Benin, Burkina Faso, Gabão, Gana, Níger, Nigéria, São Tomé e Príncipe e Togo) e América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai) de acordo com a figura B, apresentada no quadro 2. Informações adicionais encontram-se postadas em: http://skyandobservers.blogspot.com/2015/09/a-ocultacao-de-ancha-theta-aquarii-pela.html

No Sistema Solar!

Nossas atenções novamente se voltam neste início de mês para o entardecer e também para o diminuto planeta Mercúrio (0.9), ele estará em 04 de setembro próximo atingindo sua máxima elongação vespertina (27.1º E). Pela manhã antecedendo ao nascer do Sol, teremos êxito nas observações dos planetas Marte (1.8) e Vênus (-4.5) que em 20 deste mês, esse brilhante planeta atinge novamente sue máximo brilho (tabela 3). De alguma sorte nos últimos dias deste mês já será possível realizar alguma observação do planeta Júpiter (-1.7) também junto ao crepúsculo matutino. Novamente eu recomendo a busca de local de visão do horizonte leste livre de obstrução; contar com a sorte das condições climáticas serem favoráveis.

Não resta a menor dúvida que Saturno (0.6) chama a atenção das pessoas que tem a possibilidade de observar este planeta pela primeira vez. Sucesso observacional em Star Parties e também nos atendimentos ao público realizados pelos diversos clubes de astronomia lembro aos observadores mais experientes para a oportunidade de aproveitarem a posição (e consequentemente identificação) de seus satélites naturais e suas respectivas magnitudes. Desta forma poderemos encontrar na figura 4, além da configuração formada em torno de Saturno para o dia 15 deste mês as respectivas efemérides para 00:00 (UT) neste dia.

Neste mês o planeta Urano (5.7) será oculto pelo disco lunar em duas oportunidades, sendo que na primeira oportunidade (01 setembro) os observadores localizados no hemisfério austral (Nova Zelândia), poderão observar seus respectivos desaparecimento e reaparecimento, de acordo com a figura A apresentada no quadro 3. 

As circunstâncias gerais de visibilidade deste fenômeno, para algumas das principais localidades nesta região encontram-se apresentadas na tabela 4 abaixo.

Já em 29 de setembro ocorrerá uma nova ocultação de Urano, mas nesta oportunidade apenas observadores localizados no continente africano (África do Sul e Moçambique e regiões adjacentes) poderão observar o reaparecimento deste planeta, de acordo com a figura B apresentada no quadro 3. As circunstâncias gerais de visibilidade para algumas localidades desta região também, são apresentadas na tabela 5 abaixo.

Neste início de mês, Netuno (7.8) estará em oposição (está ocorrendo no dia 01) quando então esse planeta estará cerca de 28.853 ua da Terra). Enquanto isso e aguardamos novas informações do pacote de imagens da missão Novos Horizontes, (134340) Plutão, com sua curiosa atmosfera de Nitrogênio (N2) conforme ilustra a figura 5 abaixo.

Não tão longe assim, mas perto suficientemente para causar mais surpresas aos especialistas e a todos que acompanham orbita a órbita o mapeamento de (1) Ceres, a missão Dawn iniciou em 17 de agosto último, nova campanha de mapeamento da superfície. Passada sua oposição esse Planeta Anão pode ser facilmente localizado por um telescópio de pequeno porte na constelação de Sagittarius, visto sua elongação e magnitude (vide tabela 3) favoráveis.

Sol = O quadro 3a abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.  

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 6.

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Apogeu em 14/09 às 11:29 (UT = Universal Time), quando a Lua estará a 406.465 km do centro de nosso planeta; já o Perigeu ocorrerá em 28/09 quando então a Lua estará somente a 356.876 km do centro da Terra.

Conforme comentamos, neste mês também ocorrerá a Noite Internacional de Observação da Lua (InOMN), promovido por diversas entidades ligadas a exploração planetária e lideradas pelo Planetary Science Institute (Instituto de Ciência Planetária); desta forma essa atividade que será realizada em 19 de setembro próximo em todo o mundo, será uma excelente opção para as atividades observacionais realizadas em planetários, observatórios clubes e núcleos de astronomia. Mais detalhes e informações poderão ser obtidos através do link: http://observethemoonnight.org/

Asteroides

Chamará nossa atenção também as oposições de asteroides neste período, uma vez que alguns deles são protagonistas de acontecimentos que marcaram a pesquisa observacional destes diminutos corpos celestes. Um exemplo é (9) Metis (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/Eh0qjI), com magnitude 9.2 poderá ser localizado na constelação de Aquarius, tendo sua oposição prevista em 06 de setembro; naquela mesma região (45) Eugenia (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/vNnFxV) poderá ser localizado também, mas próximo a fronteira com os limites de Pisces (Peixes) e Cetus (a Baleia) em 17 de setembro. Dois dias antes porém, (13) Egeria (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/AJmTml) poderá ser localizado também naquela região celeste. (4) Vesta (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/uYjvF7) o mais brilhante deste período (magnitude 6.2) estará na constelação de Cetus em 29 de setembro, sendo que será facilmente localizado próximo as gigantes alaranjadas 8 Cet de magnitude 3.5, classe e tipo espectral K1 II e 31 Cet de magnitude 3.4 e classe espectral K1III. Já (22) Kalliope (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/dBQlFJ), poderá ser localizado na constelação de Sculptor (o Escultor) em 08 de setembro também sem dificuldades, próximo a delta Scl, tipo espectral A0Vnp e magnitude visual 4.5. 

Cometas

C/2013 US 10 CATALINA

Desta vez a história é diferente. Como eu havia reportado no mês anterior em 18 de julho passado, perdemos a oportunidade de observar esse cometa naquela oportunidade, mas como já era esperado,  novamente durante nossa Star Party de 15 de agosto último no Observatório Wykrota (IAU Code 859) e utilizando o telescópio de 635mm (detalhes deste equipamentos disponíveis em: http://goo.gl/sFE8Z7) de abertura, este cometa foi facilmente observado, quando então fora estimada sua magnitude em torno de 7.1 pelos observadores do CEAMIG Marcelo Moura, Antônio Campos, Cicero Antônio e Paulo Azevedo; naquela mesma noite o observador William Souza de Campinas - Brasil, registrou fotograficamente (16.02 UT - 16 Aug. 2015) este cometa conforme podemos apreciar em sua fotografia abaixo (figura 7); este cometa ainda apresenta uma cauda de coloração esverdeada bem próximo a uma galáxia tipo E1 em Pavo (NGC 6653).

Este mês ele poderá ser localizado neste primeiro dia na constelação do Triangulum Australe (TrA), no dia seguinte até o dia 06, ele estará na constelação de Circinus (Cir); já no período de 07 a 23 de setembro então ele atravessará a constelação de Lupus (Lup), sendo encontrado após está data até o fim do mês na constelação de Centaurus (Cen). Suas magnitudes e respectivas coordenadas para este período são apresentadas na tabela 6 abaixo.

CONSTELAÇÃO:

Octans

Oitante e uma constelação austral compreendida entre as ascensões retas de 0h0min e 24h00min, e as declinações de -74º,7 e -90º,0. Limitada ao sul pela constelação de Mensa (Mesa) e Chamaleon (Camaleão), a oeste por Apus (Ave do Paraíso), ao norte por Pavo (Pavão) e a leste por Indus (Índio), Tucana (Tucano) e Hydrus (Hidra Macho), ocupa uma área de 291 graus quadrados. (MOURÃO, 1987). 

Sua nomeação nos levará novamente a figura genial do francês Niçolas-Louis La Caille, (1713 – 1762),  naquela épica viagem no Cabo da Boa Esperança, esse fato certamente o tornou também admirador das ciências náuticas nos históricos tempos da segunda metade do século XVIII; desta forma, esse instrumento (por sua forma e aplicação) de grande utilidade nas navegações oceânicas certamente foi parar na esfera celeste (figura. 8).

Mas numa rápida análise desta região celeste, veremos que embora ela não possua nenhuma estrela (ou objetos do tipo DSO = Deep-Sky Objects) brilhante, uma vez que sua estrela mais notável e Sigma Octantis, uma subgigante branco amarelada de magnitude 5.4 e tipo espectral F0IV, muitas vezes chamada também de Polaris Australis. Na noite de 15 de agosto último, os associados do CEAMIG Caio Vinícius S. da Silva e Breno Campos realizando exposições fotográficas da região do Pólo Sul Celeste (durante o Star Party no Observatório Wykrota), fotografaram partes dessa região (figura. 9), onde Sigma Oct pode ser facilmente reconhecida; você é capaz de identificar essa estrela nesta imagem.

Continuando nosso reconhecimento dessa região celeste, Alfa Oct (também uma estrela gigante branca amarelada) de magnitude visual 5.2, classe e tipo espectral F4III é uma variável eclipsante tipo EB (β Lyrae = Beta Lyrae) cuja amplitude varia entre máximos e mínimos de 5.22 – 5.26, num período de 2.877d. Beta Oct é uma subgigante branca de magnitude 4.1 e tipo espectral A7IV e encontra-se cerca de 149 al do distância; Delta Oct, essa já uma gigante alaranjada de magnitude 4.3 e tipo espectral K2III estará a cerca 299 al de distância. Epsilon Oct essa estrela, uma gigante vermelha de tipo e classe espectral M5III e magnitude visual 5.0) encontra-se cerca de 291 al. Variável sendo uma classificada como semi-regular, seus máximos e mínimos variam entre 4.58 - 5.3 magnitudes. 

Entretanto como em algumas outras constelações, a estrela mais brilhante desta constelação é Nu. Oct de magnitude visual 3.7, uma estrela gigante alaranjada de tipo e classe espectral K1III que se encontra a cerca de 69 anos luz de distância. Na realidade uma estrela binária espectroscópica cuja velocidade radial encontra-se estimada em 34,00 ± 7,40 km/s.  

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2015. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2014. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2015.pdf> Acesso em: 08 dez. 2014.

- BURNHAM Jr, Robert. – Burnham's Celestial Handbook. Dover Publications, Inc., 1978. ISBN 0-486-23568-8 p. 1221/1222.– Inc. New York – USA, 1978.

- AMORIM, Alexandre. REA/BRASIL, Florianópolis, Set. 2014. Disponível em <http://rea-brasil.org/cometas/13us10.htm>. Acesso em: 21 Ago.  2015.

- ____________. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Florianópolis: Ed: do Autor, 2014. 180p.
  
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 11 Jan. 2015.

- RAYMAN, Marc  NASA/JPL-DAWN – Mission Status Updates: http://dawnblog.jpl.nasa.gov/2015/08/21/dawn-journal-august-21/ Acess in: 21 August 2015.


- Manual para Observação Visual de Estrelas Variáveis - ISBN 1-878174-87-8. Ed. Português – set. 2011 – CEAAL, 70p. Disponível em: <http://www.aavso.org/sites/default/files/publications_files/manual/portuguese/PortugueseManual.pdf> - Acesso em 25 Mai. 2015.

- General Catalog of Variable Stars (GCVS) Sternberg Astronomical Institute, Moscow (Sep., 2009, Epoch 2000): Available: < www.handprint.com/ASTRO/XLSX/GCVS.xlsx> – Acesso em: 16 Jul. 2015.



http://observethemoonnight.org/ - Acess in:  23 Aug. 2015.

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