quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O Eclipse Anular do Sol em 01 de setembro 2016!

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 01 de setembro novamente ocorrerá um eclipse anular do sol, visível de forma total em grande parte da região sul dos Oceanos índico e Atlântico e na região meridional da África (Moçambique, Tanzânia, República Democrática do Congo, Congo, Gabão e a Ilha Ano-Bom, província da Guiné Equatorial, incluindo a região insular de Madagascar e a Ilha Reunião no oceano Indico de acordo com a figura 1.

Nas demais regiões da África e sudeste da Ásia (pequena região da Sumatra e Maldivas), Ilhas Maurício, Seychelles, Tromelin, Heard e McDonald, Kerguelas, Crozet, Arquipélago de Kerguelen e o sudeste da Península Arábica (Sul de Omã, Iêmen e sudoeste da Arábia Saudita) eclipse e visível como parcial.

Ao nascer do Sol que ocorrerá às 06:08:26 (HLB) a localidade de Vila dos Remédios no arquipélago de Fernando de Noronha no Brasil, poderá perceber que o disco solar encontrar-se-á obscurecido próximo a linha d’água do oceano Atlântico. O instante máximo do eclipse ocorre às 09:08:02 (TU), sendo que o último contato ocorrerá 08:23:50 (TU).

Assim sendo na tabela 1 poderemos encontrar as circunstâncias gerais do fenômeno para as seguintes nações: Angola, África do Sul, Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Etiópia, Reunião (Ilha), Gabão, Gana, Quênia, Madagascar, Moçambique, Maurício, Mauritânia, Níger, Nigéria, Ruanda, Senegal, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Togo, Uganda, Zâmbia e Zimbabué.

Na tabela 2 poderemos encontrar as circunstâncias gerais do fenômeno para o arquipélago de Fernando de Noronha (Vila dos Remédios) e localidades do nordeste do Brasil, uma vez que o eclipse nesta região terminará com o nascer do Sol.

Dentro do limite norte de visibilidade parcial, as seguintes nações (Indonésia, Iêmen e Omã) ao sul do continente asiático terão uma visibilidade bastante favorável de observações deste eclipse conforme demostra a figura 3 abaixo.
  
De modo reverso poderemos encontrar na tabela 4 as circunstâncias gerais do fenômeno para algumas regiões do extremo oeste da Austrália (Bunbury, Busselton, Geraldton e Perth - WA), onde o eclipse começa a ocorrer com o ocaso do Sol.

No cone de sombra

A ocorrência deste eclipse proporcionará observadores e habitantes da região meridional da África acompanhar este evento em sua totalidade, sendo que a localidade de San Antonio de Palé (capital e maior vila da ilha de Ano Bom) no território insular Atlântico da Guiné Equatorial já observará esse evento na costa oeste africana; a sombra atingirá a porção continental da África na região costeira do Gabão ao sul da cidade de Port-Gentil na província de Ogooué-Maritime atravessando a região central do território gabonês; de igual forma o cone de sombra atravessará o planalto do Gongo atravessando todo seu território e consequentemente ultrapassando a fronteira com a República Democrática do Congo, cortando vasta região desta nação; a sombra deixa esta região ao sul da localidade de Kalemie na costa ocidental do Lago Tanganica chegando então na região oeste da Tanzânia; rumando para o sul desta região, o eclipse encontrará seu ponto máximo, próximo a localidade de Mindu (localizada na região de Ruvuma). A totalidade ainda cortará o extremo norte e nordeste de Niassa e Cabo Delgado em Moçambique, quando atinge a porção do oceano Índico situado entre a costa da África Oriental e Madagáscar conforme figura 2.

Já na região da Republica Malgaxe, a totalidade abrangerá a região noroeste na província de Mahajanga e também a província Toamasina. Novamente no oceano Indico, a totalidade cortará grande parte da Ilha Reunião não encontrando mais terra firme naquela região oceânica.

Certamente esses observadores novamente darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total; à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro; não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em:  <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf>; Acesso em 17 Nov. 2015.

- ____________. Sky and Observers, O Eclipse total do Sol de 20 março 2015: Disponível em: < http://goo.gl/6o7mOv> Acesso em:  01 Fev. 2015.

- ESPENAK, Fred. NASA's GSFC" - Eclipse Web Site - Available in <http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEdecade/SEdecade2011.html> - acess on: 09 Feb 2016.

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